EditorialÍndice
Diretores do órgão consideram relevante o aumento no número de inscriçõesde projetos e creditam o avanço a uma política inclusiva
CEF registra crescimento de propostas para editais
EDITAIS.......................................................................
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Teatro criado pelo lendário palhaço Teleco no Rio Grande do Sulcontinua encantando a plateia após 36 anosConheça a história da sala que foi feita como o Teatro do Zoológico deBuenos Aires e se transformou em um espaço de investigação teatral
Três décadas atraindo multidões no Sul do BrasilTeatro Sarmiento: a casa do experimento
HISTÓRIA.................................................................INTERNACIONAL.....................................................
2223
Miriam Mehler, com 74 anos e mais de 50 peças no currículo, garanteque não pensa em parar de atuar
Uma dama que não usa black-tie
VIDA & OBRA................................................................
21
Festival Nacional de Teatro Infantil de Blumenau apresentou peçasfocadas exclusivamente no universo das crianças
Fenatib reinventa o teatro infantil
FESTIVAIS................................................................
16
Rodrigoh Bueno
Editor do Jornal de Teatro
Atores e diretores do teatro infantilavaliam se o segmento já alcançoua maturidade no Brasil
Págs 12 e 13
REPORTAGEM
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Ao observar as 11 edições passadas do Jornal de Teatro, percebemoso pouco espaço que demos para o teatro infantil. Não há nenhum moti- vo especial para isso, mas, simplesmente, o assunto passava pelas reuni-ões de pauta. E por quê? Será que não se ouve falar de teatro infantil nosdemais meios de comunicação e nas mesas de discussão pelo mesmo
motivo, por que “passa batido”? Sem justicativas, resolvemos dedicar
grande parte desta edição (que não por acaso circula durante o Dia das
Crianças) para os prossionais que talvez mais se dediquem a formações
de público, à construção de pensamento teatral e ao primeiro contato demultidões com o palco. Sim, multidões – sem medo de exagerar -, pois,
em uma pequena amostragem que zemos, percebemos que o primeiro
contato com a atividade dramática de grande parte das pessoas que noscercam foi durante o período escolar, nas famosas excursões ao teatro.Mesmo que o hábito não tenha sido mantido fora da escola, a im-
pressão inicial vem dali – e talvez a motivação para seguir uma carreira.Dentre os prossionais de teatro infantil com que conversamos, muitos
concordam que a escolha de viver da arte veio deste período e que há
falta de valorização dos espetáculos porque muitas produções não re
-presentam muito bem a classe.Peço licença para dividir uma história pessoal, retomada sempre que
minha família conta as situações bizarras da infância de cada um. Com
quatro ou cinco anos, meus pais me levaram ao teatro, e interessado,
sentei nas primeiras las de uma casa lotada. No palco surgiram prín
-cipes, princesas, fadas – mas eu não estava preparado para o bruxo - e,quando ele surgiu, saí correndo desesperado por todo o teatro. Entrerisos de toda plateia e principalmente dos meus pais, tiveram que meexplicar que nada daquilo era real. Este deve ter sido o meu primeiro
contato com o teatro e, com certeza, se confunde com o de grande parte
dos leitores. As mães ainda contam histórias para as crianças antes de dormir?Minha geração ainda teve isso e contávamos também com a poesia dos
circos de nal de semana e de pessoas como Bia Bedran na televisão. O
que considero mais interessante nos espetáculos infantis, assim comona contação de histórias, lendas, fábulas e até nos melodramas circenses,
é que o nal dos mocinhos nem sempre é feliz. Qual a realidade dos
artistas do teatro infantil? Suas histórias de vida, como as que interpre-
tam, nem sempre têm nal feliz? Acompanhe nas próximas páginas do
Jornal de Teatro o depoimento de alguns destes artistas que vencem a
desvalorização e conquistam as crianças de todas as idades.
Prossionais da inocência
Diretor Editorial:
José Aparecido Miguel
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