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número 4 | julho 2007Boletim Informativo da Junta de Freguesia de Vermoim - Maia | Distribuição gratuíta
www.jfvermoim.org
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o dia 4 de Junhoabriu no Sobreiro,em instalaçõescedidas pela Junta deFreguesia deVermoim, a Loja Socialda Comissão SocialInter-Freguesias deVermoim e da Maia.Esta loja, fruto daparceria entre asfreguesias de Vermoime da Maia, da CâmaraMunicipal da Maia, daSegurança Social e dediversas entidadespúblicas e privadasintegradas na RedeVisa-se com esta iniciativa o acompanhamento social deSocial da Maia, constitui um Gabinete de Atendimentoindivíduos e famílias em dificuldades, com vista à melhor Integrado Local. Diariamente aí se disponibilizam técnicosprevenção e resolução dos seus problemas em áreas como ade acção social que atendem e encaminham ashabitação, a saúde, a educação ou o emprego, entre outras.necessidades de ajuda de todos aqueles que aí se dirijam.
 
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ão cessa de crescer aminha perplexidadeperante as crescentesmanifestações de falta decivismo com quequotidianamente nosdeparamos nos espaçospúblicos. Aquilo que é detodos, para alguns é como sefosse a sua coutada particular.Os rios e ribeiros não são mais do quevazadouros privados de porcarias particulares;os passeios e jardins parecem feitos à medidapara o alívio da cachorrada de donos sempedigree; as placas e sinais de trânsito exercemum estranho fascínio sobre os hércules de meiatijela, como se, ali inanimados, desafiassem ospassantes para um braço de ferro regenerador deegos caídos ; e uma parede caiada parece acirrar a criatividade inexistente nos picassos da lata despray de tinta.No dia 7 de Junho quisemos chamar a atençãodos mais distraídos, para o nosso Almorode. Osde Barca deram uma mãozinha do lado de lá e,felizmente, foram muitos os que acorreram àchamada e nos ajudaram a limpar os leitos e asmargens do nosso pequeno rio.Não faltou quem, do alto da sua pequena cátedra,(querendo dar razão à sabedoria popular de que“quem não faz...ensina a fazer”) escarnecesse dainiciativa, pregando que a carta só chegaria aGarcia à custa de muita participação popular nasdecisões, de muitos fóruns e conselhosambientais. Enfim, de muita Agenda 21 Local,verdadeiro ovo de colombo ambiental.Não duvido da eficácia da panacéia. Quem soueu para duvidar dos benefícios da discussão edas decisões participadas? É pregar aconvertido.Em termos de decisões, porém (perdoem-me afalta de visão estratégica), interessa-me maisperceber o que leverá o meu vizinho a decidir ditatorialmente despejar um cilindro, ou pneus decamião, no Almorode.A essas micro-decisões solitárias não há Agenda21 que lhes valha. E hoje, apesar de tudo, sãoelas que causam verdadeira mossa.Qual Agenda 21 qual carapuça. Precisamosmesmo é de uma Agenda 365; alerta tantos diasquantos tem o ano.Ainda hoje tenho dificuldade em acreditar nascoisas que tiramos do Almorode.
número 4 | julho 2007
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Projecto Tampinhas
»Editorial
 Aloísio Maia Nogueira
Presidente da Junta de Freguesia
 Almorode conVID
Durante muito tempo, os mancebos de Vermoim,quando eram convocados para prestar provas parao serviço militar obrigatório (a "Inspecção") tinhampor tradição, na noite anterior à partida, percorrer as ruas da freguesia, em grupo, a rufar bombosalugados ao Cipriano. A noite só terminava,madrugada alta, com um banho colectivo, empelota, no Rio Almorode.
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oram muitos os que, no dia 7 de Junho, aceitaram o efectivos com a de tamanqueiro) lavavam as roupas dosdesafio para uma manhã de feriado diferente: ajudar a seu clientes da cidade do Porto, que transportavam emlimpar o rio Particularmente notada foi a presença de trouxas à cabeça. As roupas a secar e a corar, espalhadasmuitas crianças do Centro de Animação da Infância de pelas suas margens, eram a visão materializada do filmeVermoim, acompanhadas dos seus pais e educadores. “Aldeia da Roupa Branca”.Fundamental foi a colaboração prestada pela Protecção Noutros tempos, em que o mundo era mais pequeno, oCivil da Maia e pelos Bombeiros Voluntários de Moreira, a nosso rio foi o “Parque Temático”, a Disneylandia possível,quem Vermoim presta público agradecimento. de sucessivas gerações de crianças. Palco deImpressionante foi a colecção de tralha retirada do rio: mirabolantes aventuras e épicas “cóboiadas”. Os seusdesde partes de motor de automóvel a cilindros de “fundões” eram as piscinas onde se aprendia a nadar semaquecimento de àguas, passando por carrinhos de bébé e monitor, à custa de muitos “pirolitos” engolidos. Era opneus de diversas marcas e feitios.nosso pequeno Mississipi.O rio Almorode, também conhecido por Avioso ou A industrialização e a pressão urbanística que se fez sentir Arquinho, nasce em S. Pedro de Avioso (Maia) e desagua sentir nas suas margens, particularmente a partir de finaisem Gueifães, no rio Leça, do qual é afluente.dos anos 60 do culo passado, acabariam por No seu percurso de 11 Km atravessa, sucessivamente, as transformar o Almorode num verdadeiro esgoto a céufreguesias de S. Pedro de Avioso, St.ª Maria de Avioso, aberto e matou a vida que pululava nas suas àguas. UmaVermoim, Nogueira, Milheirós e Gueifães, recebendo perda lamentável para todos nós.água principalmente de 3 afluentes: a ribeira de Silva Felizmente que o encerramento de algumas indústrias e oEscura, ribeiro de Guindes e a ribeira dos Mogos.investimento que foi feito no saneamento sicoO Almorode, com uma bacia hidrográfica de 33 km2, é o proporcionou a oportunidade ao Almorode paramaior afluente do Rio Leça e o maior curso de àgua que demonstrar a sua tenacidade e a fibra de que é feito. Asnasce no concelho da Maia.suas àguas têm vindo a recuperar alguma limpidez e osAté ao último terço do século passado, os ecossistemas ecossistemas que lhe estão associados têm vindo aque lhe estavam associados eram ricos em recuperar. Os peixes regressaram e os lagostinsbiodiversidade, albergando uma fauna e uma flora vermelhos, espécie exótica invasiva, também já cápujantes. Peixes, anfíbios, répteis, crustáceos, mamíferos chegaram. Com eles regressaram as galinhas de àguae toda a sorte de plantas aí conviviam em harmonia (galeirões) que, de boa vontade, introduziram os lagostinsnatural.na sua dieta.Constituia, igualmente, um importante recurso económico Porém, o leito do Almorode continua a ser para alguns, opara as populações das suas margens. A fertilização seu vazadouro particular de toda a sorte de lixos. Desdeinduzida pelas suas cheias de Inverno tornavam os pneus a bidões, passando por banheiras, carrinhos decampos agrícolas adjacentes os mais produtivos de todo o bébé, cadeiras, garrafas plásticas e mobílias, de tudo sedistrito. A força motriz das suas àguas movia inúmeros encontra no nosso rio.moínhos que produziam a farinha que deu o pão a Esta situação não pode continuar. E não existe nenhumagerações inteiras de maiatos.desculpa para continuar. Existe recolha de lixo porta-a-Até hà 40 anos atrás, quando as máquinas de lavar eram porta e os ecopontos e ecocentros estão espalhados pelomera ficção científica, pode dizer-se que o Rio Almorode concelho.lavava a roupa a meia cidade do Porto. Era nas suas A existência de lixo no Almorode é pura falta de civismo.àguas que muitas das ínumeras lavadeiras da Maia (a E isso não é tolerável.profissão que, em Vermoim, rivalizava em número de
Estórias do Almorode
 
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número 4 | julho 2007
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o dia 4 de Junho iniciou-se mais uma ediçãodos Passeios Temáticos da Junta deFreguesia de Vermoim, dirigidos à populaçãosénior da freguesia. Desta feita, durante umasemana, todos os dias, grupos de vermoensesforam visitar o Lugar do Desenho, da FundaçãoMestre Júlio Resende. Estas visitasproporcionaram uma “viagem” à obra doconsagradíssimo pintor portuense, guiada eexplicada de viva voz pelo próprio. No final de cadavisita, os visitantes de Vermoim tiveram à suadisposição uma tela, tintas e pincéis, paratestarem a sua criatividade, com a cooperação dopremiado artista, que não quis deixar de dar o seucontributo plástico para a obra colectiva que daíresultou, que, no final, veio enriquecer opatrimónio da Junta.
Julio Resende com Séniores de Vermoim
Passeios Temáticos
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ecorreu de 21 a 24 de Junho a edição do corrente ano do Vermudi – Festival Cultural deVermoim, desta vez centralizado no excelente espaço público que constitui o CentroComunitário de Vermoim, no Sobreiro. O programa escolhido procurou dar ênfase à produçãoartística e cultural de Vermoim. A orquestra da Filarmonia de Vermoim apresentou um excelenteconcerto; a Oficina de Dança mostrou o trabalho de muita qualidade que vem desenvolvendotodas as semanas na sede da Junta; e a Oficina de Teatro estreou com êxito estrondoso “A Peçada Peça Sonho de Uma Noite de Verão”, adaptação do conhecido texto de William Shakespeare.De fora vieram o teatro de marionetas da Mandrágora e a música cubana de “LosCubanitos”.Cabe aqui, a este propósito, um público reconhecimento a todas as entidades quecolaboraram na montagem dos eventos, não podendo deixar de se destacar particularmente aSanta Casa de Misericórdia da Maia e a sua equipa do Centro Comunitário de Vermoim, que foiincansável em proporcionar aos artistas todas as condições para a execução da sua arte, e aJunta de Freguesia de Leça do Balio, que, uma vez mais, nos cedeu e montou gratuitamente oseu excelente palco.
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