Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more ➡
Download
Standard view
Full view
of .
Add note
Save to My Library
Sync to mobile
Look up keyword
Like this
5Activity
×
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
jurisdicao

jurisdicao

Ratings: (0)|Views: 983|Likes:
Published by Fabporto

More info:

Published by: Fabporto on Oct 09, 2009
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, DOC, TXT or read online from Scribd
See More
See less

04/03/2013

pdf

text

original

 
JURISDIÇÃO
I.D
A
 
REPARTIÇÃO
 
DO
 
PODER 
Poder estatal, expressão da soberania = unicidade. Repartem-se parcelas do poder, para evitar-se o arbítrio.
 Necessidade: agigantamento e concentração do poder estatal.Poder controlando o poder (sistema de freios e contrapesos).
Montesquieu (
“Espírito...”
), antes Locke e Aristóteles.
Critérios: harmonia e independência relativa fuões precípuas (típicas) e funções secundárias (atípicas). Não háexclusividade.
Função legiferante: atividade primária do Estado(cronologicamente precede as demais, que daí defluem). Normatizar = constrão de padrões de conduta gerais,abstratos e obrigatórios.
Funções adm. e jurisdicional: ambas secundárias. Têm por escopo a atuação do direito objetivo (lei). ≠ forma de atuaçãoda lei: para o adm., a lei é seu limite; para o juiz, o seu fim. O primeiro não tem por função aplicar a lei, mas realizar o bemcomum, dentro dos limites legais; o juiz, ao contrário, tem a leicomo sua finalidade de agir (aplicação): age para a atuação dalei, concretizando a norma à lide apreciada. Ambos julgam(emissão de juízos): o adm. formula juízo sobre sua própriaatividade; o juiz, ao contrio, julga atividade alheia(Chiovenda).
I
 
II.N
OÇÃO
latim
 IURIS 
 
 DICTIO
=
DICÇÃO
 
DO
 
DIREITO
. Noção parcial do fenômeno.
Conceito:
“jurisdição é a atividade com que o Estado, através dos seusórgãos jurisdicionais,
na qualidade de terceiro imparcial edesinteressado,
intervindo por requerimento dos particulares
[inércia]
 , sujeitos de interesses juridicamente protegidos, se substitui a eles naatuação da norma que tutela aqueles interesses
[atividade substitutiva]
 ,declarando
[“iuris dictio”]
em lugar deles se existe e qual é a tutela quea norma concede a um determinado interesse, impondo ao obrigado aobservância da norma, e realizando mediante o uso da sua foacoativa diretamente aqueles interesses cuja tutela legalmente declarou- se certa
[execução forçada]
(Ugo Rocco).
 Noção Chiovendiana: atividade substitutiva e atuação do direitoobjetivo.
Crítica: decisões sobre a relação processual (ñ há substituição)e forma de atuação da lei (≠ do administrador, pois aplica a lei aos casosconcretos).
 Noção de Allorio/Calamandrei:
 
esncia do ato jurisdicional é a produção de coisa julgada (definitividade)
. Crítica: jurisdãovoluntária, processo cautelar, mandado de segurança, execução forçada.
 Noção de Carnelutti
:
busca de realização de pretensão resistida(cognição) ou insatisfeita (execução). Escopo do processo é a ‘justacomposição da lide’, estabelecendo-se a norma do caso concreto. Lide: pedra de toque do ato jurisdicional.
Crítica: caracterização do ato jurisdicional pela sua finalidade, o pela sua ontologia. Outrosmétodos de composição dos conflitos de interesses extraprocessual. Nãoexplica a jurisdição voluntária.
Características:
a)
ATIVIDADE
 
SUBSTITUTIVA
(exceção: autotutela e autocomposição);
B
)
ATIVIDADE
 
DECLARATIVA
 
OU
 
EXECUTIVA
;
c)
ATIVIDADE
 
DESINTERESSADA
(
 NOÇÃO
 
DE
 
TERCEIRO
 
IMPARCIAL
);
D
)
ATIVIDADE
 
PROVOCADA
;
e)
DEFINITIVIDADE
(coisa julgada – jurisd. vol., tutela cautelar, etc).
2
 
III.P
RINCÍPIOS
1)
P
RINCÍPIO
 
DA
 
INÉRCIA
 
:
nemo iudex sine actore, ne procedaiudex ex officio.
O exercício de ofício da jurisdição serviria para criar estado de beligerância social, incompatível com osseus escopos de pacificação social, quebrando, ademais, anecessária imparcialidade do juiz. Exceções: concessão
 HC 
deofício; decretação de falência qd. apurada falta de condições p/a concordata (art. 162, LF) e execuções penal/trab.
2)
P
RINCÍPIO
 
DO
 
JUIZ
 
NATURAL
 
: já abordado anteriormente. Erigidoà garantia constitucional (artigo 5º, LIII e XXXVII).Desdobramentos: a) os órgãos da jurisdição são aqueles esomente aqueles previamente previstos na CF; b) ninguém pode ser julgado por órgão constituído após a ocorrência dofato (vedação aos Tribunais de exceção); c) os julgamentosdevem obedecer às regras previamente estabelecidas em leirelativamente à competência (órgãos e juízes pré-estabelecidos).
3)
P
RINCÍPIO
 
DA
 
INAFASTABILIDADE
 
: ou do controle jurisdicional.Positivado pela CF/88, art. 5º, XXXV. Garante-se a todos oacesso ao Poder Judiciário, pois não pode a lei excluir deste...
4)
P
RINCÍPIO
 
DA
 
INEVITABILIDADE
 
: imposição autoritativa. A jurisdição, enquanto emanação do poder estatal, impõe-se por si mesma, independentemente da vontade ou colaboração das partes. A posição destas é de sujeição.
3

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->