nossa mão, quando estamos fracos? Que nos guia através dos cruzamentos agitadosda vida? Não carecemos todos de um aba que nos tome nos braços, e nos carreguepara casa? Todos precisamos de um pai. – Max Lucado "A Grande Casa de Deus" –Rio de Janeiro: CPAD, 2001, p. 122. A singularidade do uso de ‘Abba’ para DeusEm nenhum lugar, em toda a imensa riqueza da literatura devocional produzidapelo judaísmo antigo, achamos ‘abba’ empregado como modo de se dirigir a Deus. Ojudeu piedoso sabia demais acerca do grande abismo entre Deus e o homem (Ec 5:1)para se sentir livre para se dirigir a Deus com a palavra familiar que seemprega na vida de todos os dias. Na literatura do judaísmo rabínico, achamos umsó exemplo de ‘abba’ empregado numa referência a Deus. Ocorre numa históriaregistrada no Talmude babilônico (Taanith 23b): “Quando o mundo tinhanecessidade de chuva, nossos mestres mandavam as crianças da escola ao RabiChanin Hanechba [fim do século I a.C.] e pegavam na orla do seu manto e clamavama ele: `Pai querido (‘abba’), pai querido (‘abba’), dá-nos chuva'. Disse diantede Deus: `Soberano do mundo, faz isto por amor daqueles que não podem distinguirentre um 'abba' que pode dar chuva e um 'abba' que não pode dar chuva alguma"'(cf. SB I 375, 520). Certamente seria exagerado e impróprio se concluíssemosdeste texto que, no judaísmo antigo, Deus era descrito como sendo ‘abba’, etratado assim. O Rabino Chanin aqui meramente retoma o clamor de ‘abba’ a fim deapelar à misericórdia paternal de Deus; ele mesmo, do outro lado, emprega ainvocação respeitosa “Soberano do mundo”. – O. Hofius, artigo “Pai” em Brown,Colin, O Novo Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, SãoPaulo: Edições Vida Nova, 1978, tradução Gordon Chown, Vol. 3, pp. 382-3. Jesus e o uso do ‘Abba’... Podemos ver de tudo isso porque Deus não é tratado por Abba em oraçõesjudaicas: para a mente Judaica teria sido falta de respeito e portantoinconcebível se dirigir a Deus com este termo familiar. Para Jesus se aventurara tomar esse passo era algo novo e sem precedentes. Ele falou a Deus como umacriança para seu pai, de forma simples, interna, com confiança, o uso de Jesusde abba em se dirigir a Deus revela o coração de seu relacionamento com Deus.... Com o simples ‘Abba, pai’ a igreja primitiva adotou o elemento central dafé de Jesus em Deus. Paulo explicou o que o termo significou para o Cristianismonascente nas Epístolas aos Romanos e Gálatas, de forma sucinta, porém clara; aspalavras são diferentes, porém o seu conteúdo é o mesmo. ‘E, porque vós soisfilhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: Aba,Pai!’ (Gal. 4:6). ‘... mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qualclamamos: Aba, Pai. O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somosfilhos de Deus.’ (Rom. 8:16b-16). Ambas as referencias demonstram como aexclamação de ‘Abba’ vai além de toda a capacidade humana, e é somente possíveldentro do novo relacionamento com Deus dado pelo Filho. – Joachim Jeremias “ThePrayers of Jesus” (As Orações de Jesus) Philadelphia: Fortress Press, 1989, pp.62, 65. Confiando no paiAlguns meses atrás nossa família foi para uma piscina. Eu estava no fundo dapiscina e minha filha de quatro anos, Savana, veio descendo até a parte rasa dapiscina. Ela não sabia nadar, mas, ela usava bóias nos braços.Savana desceu para a piscina e assim que entrou na água ela disse “Pai, estou
Ilustrações - página 2
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