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“A teoria moderna introduz a
perejivanie
como unidade daconsciência, isto é, como unidade na qual as possibilidadesbásicas da consciência figuram como tais, enquanto que naatenção, no pensamento não se dá tal relação. A atençãonão é uma unidade da consciência, senão um elemento daconsciência, carente de outros elementos, com a particula-ridade de que [neste elemento] a integridade da consciên-cia como tal desaparece. A verdadeira unidade dinâmicada consciência, unidade plena que constitui a base daconsciência, é a
perejivanie
.”
— Lev Vigotski (1933-34/2006, p. 383)
“Não está sob suspeita que aquilo que nos é dado em uma
perejivanie
direta, de nenhum outro modo nos poderá ser dado. (...) Nenhum tratado psicológico substitui, ao ho-mem, o que sente, se não tiver provado pessoalmente oamor, o fervor combativo e a alegria do trabalho criativo(...). Minhas
perejivania
são dadas a mim de outro modo,como que em outra perspectiva, que as dadas aos outros.
Perejivania
, pensamentos, sentimentos do sujeito – sãoseus pensamentos, seus sentimentos, suas
perejivania
– um pedaço de sua própria vida, em sua carne e sangue.”
— Serguei Rubinshtein (1940/2009, p. 19)
“A proposição de Vigotski e o conceito de
perejivanie
queele introduziu mostra ser, para nós, muito importante emuito produtivo para a psicologia infantil. Contudo, elenão desenvolveu completamente o conceito de
perejivanie
.De fato, mesmo tomando a análise da
perejivanie
da cri-ança como nosso ponto de partida na compreensão dascausas que condicionam as características individuais (rela-tivas à idade) das mentes das crianças, nós ainda somos forçados a retornar e examinar todas as circunstâncias desuas vidas e todas as características existentes de sua per-sonalidade. Apenas então nós estaremos aptos a compre-ender a natureza da própria
perejivanie
e sua função den-tro do desenvolvimento mental.”
— Lidiia Bojovitch (1968/2009b, p. 66-67)
“Quando nós nos preocupamos com o fato de se um(a) a-migo(a) próximo(a) vai “passar pela”
perejivanie
de perder uma pessoa amada, nós não estamos duvidando de suahabilidade para sofrer, sentir dor (i.e. a capacidade de
pe-rejivat’
no sentido tradicional dos psicólogos para a pala-vra), nós estamos preocupados com algo bem diferente – como ele ou ela irá suceder em superar o sofrimento, em passar pela prova, em emergir da crise e readquirir equilí-brio mental. (...) Nós estamos falando de um processo in-terno ativo, produtor de resultados, que efetivamentetransforma a situação psicológica, da
perejivanie
como a-tividade.”
— Fiodor Vasiliuk (1984/1992, p.20)
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