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anatomia cirurgica do fígado

anatomia cirurgica do fígado

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ARTIGO PUBLICADO ACTA 2003
ARTIGO PUBLICADO ACTA 2003

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 Acta Cirgica Brasileira - Vol 18 (5) 2003-40
Anatomia cirúrgica do fígado
Introdução
Embora a cirurgia hepática tenha sua origem emtempos remotos, seu desenvolvimento e consolidaçãoocorreram apenas nos últimos 50 anos, evoluindo dosdesbridamentos e ressecções de necessidade às ressec-ções anatômicas e, finalmente, à ressecção total dofígado seguida do transplante ortotópico.Em 1854, Francis Glisson publica “
 Anatomia Hepatis
“, marco no estudo da anatomia e fisiologia dofígado, onde o autor faz referência à circulação hepáticae, principalmente, à existência de uma rede vascularcomunicando os sistemas da veia porta e das veiashepáticas.Embora alguns procedimentos cirúrgicos sobre ofígado tenham sido executados no final do século XIXe primeira metade do século XX, a moderna cirurgiahepática parece iniciar-se por volta de 1950.Para tanto contribuíram, sobremaneira, os estudosanatômicos do fígado, de caráter funcional, desenvolvi-dos por McIndoe e Counseller
1
, Hjortsjo
2
, Goldsmith eWoodburne
3
e, principalmente, os trabalhos deCouinaud
4
, que estabeleceram, definitivamente, asegmentação hepática.Enquanto o transplante hepático busca a soluçãopara as doenças difusas do fígado, as ressecções clássi-cas – hepatectomia direita, esquerda e ampliadas - e asressecções segmentares, destinam-se ao tratamento daslesões focais do fígado.A realização destas ressecções implica no conheci-mento detalhado da anatomia do fígado, uma vez quetais procedimentos devem respeitar a vascularizaçãohepática e a individualidade funcional de cada segmentohepático.A busca destes conhecimentos levou os autoresao estudo da anatomia do fígado, particularmente doselementos vasculares, e, conseqüentemente, a segmen-tação hepática, em peças de cadáveres recentes, inicial-mente no extinto Serviço de Verificação de Óbitos doDepartamento de Anatomia Patológica da UNIFESP-EPM (1993
 
a 1995) e, posteriormente, no Instituto deMedicina Legal da Secretaria de Segurança Pública doEstado de São Paulo (1999).
6 – ARTIGO ORIGINAL
Anatomia cirúrgica do fígado
1
Tarcisio Triviño
2
Simone de Campos Vieira Abib
3
Triviño T, Abib SCV. Anatomia cirúrgica do fígado. Acta Cir Bras [serial online] 2003 Set-Out;18(5).Disponível em URL: http://www.scielo.br/acb.
RESUMO
Objetivo
: Estudar a anatomia funcional do fígado, sua segmentação, tendo comoreferência às estruturas vasculares, venosas, no interior do parênquima.
Métodos
: Dissecção emfígados de cadáveres recentes, identificando, na intimidade dos órgãos, os pedículos portais e asveias hepáticas, definindo, assim, os segmentos hepáticos ou unidades funcionais do fígado.
Resultados
: Caracterização anatômica dos segmentos hepáticos, em número de 8, suas estruturasvasculares aferentes e eferentes, orientando ressecções anatômicas, regradas, preservando avitalidade e função dos segmentos remanescentes.
Conclusão
: O conhecimento da anatomia funcionaldo fígado, baseada na sua segmentação, constitui a base para a moderna cirurgia hepática.
DESCRITORES
– Anatomia funcional. Segmentação hepática. Fígado.
1.Trabalho realizado na Disciplina de Gastroenterologia Cirúrgica do Depto. de Cirurgia da Universidade Federal de São Paulo –Escola Paulista de Medicina (UNIFESP - EPM), no Depto. de Anatomia Patológica da UNIFESP e no Instituto de MedicinaLegal da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo.2.Prof. Adjunto, Doutor, Chefe da Disciplina de Gastroenterologia Cirurgica do Depto. de Cirurgia da UNIFESP - EPM.3.Pós-graduanda da Disciplina de Cirurgia Pediátrica do Depto. de Cirurgia da UNIFESP – EPM.
 
408-Acta Cirgica Brasileira - Vol 18 (5) 2003
Triviño T, Abib SCV
Tais conhecimentos, aqui apresentados, permitempreservar as estruturas vasculares, reduzindo osangramento intra-operatório, principal obstáculo àsressecções hepáticas, assim como manter a vitalidadedo parênquima remanescente.
Anatomia cirúrgica do fígado
A anatomia do fígado assume características distintas,se considerados aspectos morfológicos ou funcionais.Morfologicamente, ou seja, da maneira como oórgão é visto a laparotomia, o fígado apresenta 4 lobos,sendo dois maiores e dois menores.Os dois lobos maiores, direito e esquerdo, sãoseparados pela fissura umbilical na face inferior e peloligamento falciforme na face ântero-superior. Entre eleshá uma nítida diferença de volume com acentuadopredomínio do direito sobre o esquerdo.Na face inferior do lobo direito, a fissura transversaou hilar, região onde penetram no parênquima hepáticoos ramos da veia porta, da artéria hepática e os ductosbiliares, delimita dois pequenos lobos, um anterior,conhecido como lobo quadrado e outro posterior,conhecido como lobo caudado ou de Spiegel.Conclui-se que a anatomia morfológica do fígadodivide o órgão em lobos, delimitados por sulcos oufissuras, elementos anatômicos facilmente identificáveisna superfície da glândula (Figuras 1 e 2).
FIGURA 1
– Anatomia morfológica do fígado. Face ântero-superior.
FIGURA 2
– Anatomia morfológica do fígado. Face inferior.
A anatomia funcional do fígado teve início comos trabalhos de McIndoe e Counseller
1
, Hjortsjö
2
,Couinaud
4
e Goldsmith e Woodburne
3
. As divisões enomenclatura propostas por Couinaud
4
são aquelasadotadas neste trabalho.Funcionalmente, o fígado é dividido em dois hemi-fígados, conhecidos como fígados direito e esquerdo,os quais, por sua vez, são divididos em setores e seg-mentos, tendo como elementos de definição os pedículosportais e as veias hepáticas.Diferentes dos lobos direito e esquerdo da anatomiamorfológica, inclusive com volumes menos díspares,são absolutamente individualizados no que diz respeitoaos fluxos portal e arterial, drenagem biliar e drenagemvenosa, sendo, portanto, funcionalmente distintos.
Lobo direitoLoboesquerdoLobo direitoLoboesquerdoLobo esquerdo
 
 Acta Cirgica Brasileira - Vol 18 (5) 2003-409
Anatomia cirúrgica do fígado
Os fígados direito e esquerdo são separados pelacisura portal principal, também conhecida como linhade Cantlie, que corresponde a uma linha que, originan-do-se no ponto médio do leito vesicular, anteriormente,dirige-se posteriormente, ao longo da face ântero-superior do fígado, à face lateral esquerda da veia cavana sua porção supra-hepática (Figura 3).
FIGURA 3
– Anatomia funcional do fígado. Face ântero-superior.
Na intimidade do parênquima, esta linha corres-ponde ao curso da veia hepática média (Figuras 6 e 8).Na face inferior, a linha que divide os dois fígados,originando-se no ponto médio do leito vesicular, ante-riormente, dirige-se posteriormente passando pela bordadireita da fissura hilar, atingindo o lobo caudado ao níveldo processo caudado (Figura 4).
FIGURA 4
– Anatomia funcional do fígado. Face inferior.
Os fígados direito e esquerdo, por sua vez, sãodivididos em duas porções cada um, por duas outrascisuras, direita e esquerda, respectivamente.A cisura portal direita é representada por umalinha que se origina, anteriormente, a meia distânciaentre o lado direito da fossa vesicular e o ângulo direitoda borda hepática, dirigindo-se, ântero-posterior-mente, à face lateral direita da veia cava supra-hepática, onde esta recebe a veia hepática direita
4
(Figura 5).
Fígado direitoFígado esquerdoFígado direitoFígado esquerdo

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