cenaberta
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A Cena no Café
Newton Moreno em Coimbra
Setembro 2009
Newton Moreno veio a Coimbra e abriu a 3 de Julho umnovo ciclo de “A Cena no Café”. A conversa com o conheci
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do e reconhecido dramaturgo, actor e encenador brasileirouiu amena no Teatro da Cerca de São Bernardo.
Um dia, lá em Pernambuco, ao ver actuar umcontador de histórias, decidiu que ia ser artista. Foicom esse propósito que “desceu” à grande metró
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pole: primeiro cursou teatro em Campinas e, depois,a especialização em dramaturgia no Curso de ArtesCénicas da Universidade de São Paulo. Desde essestempos de faculdade que sentiu “o chamado dos dra
-maturgos para dentro dos grupos”. Por isso, precisa
da “proximidade da sala de ensaios” e considera que“o trabalho de grupo foi sempre essencial para ter a
coragem de escrever”.
Disse estas coisas (e outras) Newton Moreno emCoimbra, no arranque de uma nova série da iniciativa daCena Lusófona, “A Cena no Café”, desta vez no Teatroda Cerca de São Bernardo (3 de Julho).Newton Moreno (1968) é actor, encenador, dra
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maturgo e um dos criadores do colectivo “Os fofos
encenam”, que se tem distinguido na cena paulistana
mais recente. Os últimos anos têm trazido a NewtonMoreno um reconhecimento invulgar enquanto dra
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maturgo, traduzido na atribuição de alguns dos maisprestigiados prémios (Prémios Shell 2004 e 2008 e
da Associação Paulista de Críticos de Artes, em 2004,
todos para melhor autor), e na montagem de textosseus por encenadores brasileiros de primeiro planocomo Márcio Aurélio (num notável “Agreste”) e, maisrecentemente (ainda em temporada), Aderbal FreireFilho, com “As Centenárias”.Durante “A Cena no Café”, Newton fez um per-
curso informal pelas suas peças, dialogou com a as
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sistência e comentou excertos videográcos feitos apartir de “Agreste” e “A Refeição”.Dominante durante a conversa foi a sua formade abordar a tradição, a fortíssima herança culturalnordestina, através da sua sensibilidade urbana e con
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temporânea, um trânsito teatral que Newton reinventaem múltiplas formas.Toda a obra de Newton, pouco publicada ain
-da, está disponível no Centro de Documentação e
Informação da Cena Lusófona (CDI). Para além das já referidas, podem ser consultadas no CDI as peças“Dentro”, “A Cicatriz é a or”, “Assombrações doRecife Velho”, “Ferro em brasa”, “Ópera”, “Vem, vai – ocaminho dos mortos” e ainda textos originais como“The Célio Cruz show”, “Jacinta”, “Berço de pedra”,“O livro”, entre outros.A razão principal da estadia de Newton Morenoem Coimbra foi o convite do Centro de Estudos So
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ciais (CES) para participar no seminário “Espectáculo /Teatro / Cidade”, que decorreu entre 1 e 3 de Julho.
cenaberta
O que vem aí
"A Cena no Café", assim chamada por corres
-ponder, num primeiro momento, a encontros
informais no Café Santa Cruz, café histórico nocentro de Coimbra, entrou numa nova fase.A ideia é agora, mantendo os mesmos objectivos,
passar a promover estes encontros entre artistas
e agentes institucionais dos países de Língua por
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tuguesa, essas novas Cenas no Café, em espaçosalternativos, quer dentro da cidade de Coimbra,
quer noutras cidades do país e, mais tarde, do
estrangeiro. E aí prosseguir a apresentação delivros, a projecção de lmes, o desempenho depequenas performances e espectáculos, a aborda
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gem de projectos aos quais a Cena esteja ligada.Em 2009, nesta nova fase, houve já a "A Cena noCafé" com Newton Moreno, no Bar da Cerca de
São Bernardo.
Estão agendadas mais três tertúlias: para Outu
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bro, Novembro e Dezembro."A Cena no Café" de Outubro está programadapara Coimbra, em ligação com a Reitoria da Uni
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versidade de Coimbra, no âmbito dos Encontrosde Outono, organizados pela Universidade esubordinados ao tema: “As ligações entre a An
-tropologia e a Arquitectura”.
Em Novembro, teremos a primeira Cena no Caféa realizar-se fora da cidade de Coimbra. Ocorre
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rá em Braga, num dos cafés históricos da cidade.Aí se pensa abordar o projecto da Cena Lusófo
-na e as actividades em curso da Associação.
A última Cena no Café prevista para 2009, denovo em Coimbra, irá centrar-se no “EncontroInternacional sobre Políticas de Intercâmbio
Cultural” e no lançamento da revista
Setepalcos
sobre Cabo Verde
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Newton Moreno apresentado por António Augusto Barros
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