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Carta de Brasília
Nós, lideranças e agentes da Pastoral da AIDS, vindos dos estados de Rondônia,Amazonas, Pará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Alagoas, Paraíba, MatoGrosso, Goiás, Tocantins, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, reunidos em Brasília,de 9 a 12 de outubro de 2009, por ocasião do VII Seminário de Prevenção ao HIV,como fruto do nosso engajamento e do amplo processo de discussão, dirigimo-nos àsociedade brasileira, através das instâncias governamentais e não governamentais,para manifestarmo-nos:
1.
Pela preservação da vida com qualidade e dignidade em toda sua extensão, daconcepção à morte natural;
2.
Pela manutenção da atual política de financiamento das ações de prevenção eassistência das DST e Aids através da transferência de recursos do FundoNacional aos fundos estaduais e municipais de saúde, mediante os Planos deões e Metas PAM conforme disciplinado pelas portarias MS 2313 e2314/2002
3.
Pelo cumprimento dos dispositivos da Portaria 399/2006 que imputa aosestados e união a fiscalização da correta aplicação dos recursos transferidospor estas esferas governamentais aos fundos municipais de saúde ecumprimento da Portaria MS 1679 2004 que disciplina o monitoramento daexecução dos Planos de Ações e Metas
4.
Em apoio à Criação de Frentes Parlamentares de enfrentamento ao HIV Aids junto a todas as Assembléias Legislativas dos estados para defesa dos direitosdas pessoas vivendo com HIV e Aids e apresentão de emendas aosorçamentos públicos para ações em DST/Aids;
5.
Pelo imediato e definitivo arquivamento do Projeto de Lei 4887/2001 quereintroduz o artigo 267-A no Código Penal Brasileiro conforme Decreto Lei2848, de 7 de dezembro de 1940.
6.
Pela ampliação das ações do Diagnóstico Precoce (testagem sorológica) paraas HIV, sífilis e Hepatites Virais;
7.
Pela maior divulgão dos editais do Departamento de DST e Aids paraprojetos das organizações não governamentais;
8.
Pela atenção diferenciada por parte do Departamento de DST e Aids doMinistério da Saúde aos municípios de pequeno porte e de difícil acesso emvirtude do processo de interiorização da epidemia;
9.
Em apoio às atividades desenvolvidas pelos runs de ONGs/Aids quefortalecem a resposta brasileira à epidemia;
10.
Pelo fortalecimento da Rede Nacional de Jovens vivendo com HIV e Aids,estabelecendo estratégias e políticas integradas para o trabalho com crianças,adolescentes e jovens;
11.
Pelo incentivo à criação de Grupos de Trabalho de Aids e Religiões nosProgramas Estaduais e Municipais de DST/Aids
12.
Pela implementão, nos estados, da “Portaria da Lipodistrofiae pelasensibilização dos profissionais para realizar os procedimentos;
13.
Pela Criação do Programa de DST/Aids nos municípios que não os possuem ede comises municipais de DST/Aids junto aos Conselhos Municipais deSaúde;Como serviço pastoral, em conformidade com o Documento de Aparecida e dasDiretrizes Gerais da ão Evangelizadora 2008-2011, vemos como muitoimportante que a Igreja:
Propicie maior visibilidade à Pastoral da Aids e às datas marcantes deenfrentamento do HIV: 1º de Dezembro e Vigília pelos mortos de Aids;
Promova a sensibilização e capacitação de clérigos, religiosos/as e leigos/aspara colaborar no enfrentamento da epidemia e superação do preconceito;
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