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Tem gente quetorce contra aseleção porque oDunga não aceitaas especulaçõesda mídia e serevolta, briga,pega pesado efala na cara
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Os organizadores tem quecolaborar para que o povo vivaessa oportunidade única.
Como o senhor imaginaSalvador daqui a cinco anos?
Eu espero que esteja melhor. Agente sempre almeja que tudomelhore. É preciso mudar econstruir muita coisa, porém,temos pouco tempo. A gente achaque cinco anos é muita coisa e quedá pra construir tudo, mas ascoisas não são assim. Tudo temque ser muito bem planejado emuito bem feito para atender todasas necessidades. Só o povobrasileiro e o povo baiano têm aganhar com isso, porque a copanão coloca dinheiro no bolso dapopulação então é a melhoria quevai acontecer na cidade que vai ser importante.
Sobre os escândalos no mundofutebolístico, lhe surpreenderiaque algo desse nívelacontecesse justo na Copa?
O Brasil vive no futebol umarealidade muito mascarada.Dificilmente vemos jogadores irema público para falar de saláriosatrasados, porque o que se passaaqui dentro, muitas vezes, ostorcedores não sabem. Emtermos de copa, isso acontece,mas é raro. No aspecto daestrutura, o projeto é bom, e torçopara que não hajasuperfaturamento na construçãodesse estádio. Cabem àsautoridades terem um poucomais de bom senso e cuidadonessas transações. Acho quecorrupção acontece mais fora doestádio, com quem tá controlandoe administrando o dinheiro. Mascom relação à torcida, o povobaiano é um povo muito feliz,acho que vai ser uma grandefesta. Essa preocupação eu nãotenho.
Por que investir mais na Copagastando 230 milhões para seconstruir um estádio, ao invésde destinar esse dinheiro paraeducação e saúde?
É meio óbvio. Acho que já estoudizendo tudo (o jogador faz sinalcom os dedos indicador e polegar indicando dinheiro).Entendeu né? (risos) Tudo élucro. É uma área que vendebastante e traz respostas a queminveste e aposta nela. É ummercado, um comércio.
Como seria o perfil de umtorcedor baiano?
Eu acho que é como todotorcedor. Exigente, alegre...Muitos vem para xingar (risos). Écomplicado, a gente dá muitarisada sobre isso. Tem torcedoresparece que só vem no campo prareclamar (risos), não sei se brigacom a mulher ou algo desse tipo.Mas a gente leva por esse ladoirônico, eles pagam, tem direitode falar mal, só não partir paraagressão. Pode xingar a mãe, opai, só não agredir. Mas é bacanaa maneira como tudo é feito.Onde mais torcedores de timesrivais convivem tão bem quantoos tricolores e rubro negrosEu moro em Lauro de Freitasporque é mais pacata e lembramuito minha cidade no interior deSão Paulo. Salvador, pelo o queeu vejo, precisa melhorar muitono quesito transporte. A políciatambém precisa ser mais bemtreinada e mais bem preparadapara garantir a segurança dapopulação e dos turistas, o quenão vem acontecendo. Ainda tema questão do metrô, que não seise pra essa copa vai sair. Tudotem que ser muito bem planejado.Qualificar os ambulantes tambémé bastante importante. A copa vaidar uma oportunidade muitogrande pra Salvador, é precisoaproveitá-la. Cabe à populaçãocobrar e analisar tudo que estásendo feito para melhorar a vidana cidade.
O torcedor está preparado parareceber um evento de talmagnitude? E, na relação deconsumidor, o senhor apostaem um preço acessível ao povoou na realização de uma Copano Brasil pra turista ver?
Super preparado! A Bahia é umaterra de gente linda, alegre, quesabe conviver com diferenças erespeitar quem vem de fora. Acredito que vai ser bacana.Quanto aos preços, a gentesempre tem que acreditar que aFIFA vá ter um bom senso e que opreço dos jogos serão realmenteacessíveis ao torcedor, massabemos que nem sempre éassim. Deu pra ver peladesorganização e preçoexorbitante do ingresso do jogodo Brasil e Chile. Acho que aimportância a ser dadapercentualmente é de 60% paraturistas e 40% para o povo. Masestádio é muito bom. Muitos nãotêm a dimensão de como é ver aovivo um jogo, e às vezes sesurpreende porque a energia émuito boa e contagia. Ainda maisquando é uma Copa do Mundo...
Veja
| 13 de outubro,2009
Entrevista
MARCO AURÉLIO
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