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Oceanografia Dinâmica

Oceanografia Dinâmica

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IOF0221 - Oceanografia Dinâmica
Paulo S. Polito
polito@io.usp.brDepartamento de Oceanografia FísicaInstituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo
1 Introdão
1.1 Bibliografia
Consulte o livro
Fluid Mechanics
, Pijush K. Kundu, Academic Press, 1990, Capítulo 1, pp 1-8. É um excelente livro,simples, direcionado para a oceanografi a e portanto será nossa referência básica.Esta parte introdutória pode ser encontrada em vários livros de mecânica dos fluidos e oceanografi a, com váriasnuances diferentes.
1.2 Oceanografia Dinâmica e Mecânica dos Fluidos
Este é o passo inicial em direção à dinâmica do fluido geofísico.Adisciplina“mecânicadosfluidosétradicionalmenteensinadanos departamentosdeengenhariaedevotaamaiorparte do tempo a problemas típicos de engenharia. A parte da mecânica dos fluidos que interessa efetivamente aosoceanógrafos é um caso especial
e particularmente complicado
desta disciplina bastante abrangente.Nossos problemas tem várias características peculiares:
o fluido (ar, água) é viscoso e turbulento;
ele está confi nado em uma casca esférica;
esta casca é muito fi na;
há trocas de momentum, calor e massa;
há mudanças de estado físico;
o fluido é estratifi cado, não homogêneo;
a geometria é irregular;
“eppur si muove”!
a rotação dá brilho ao curso de dinâmica do fluido geofísico;Portanto, dada a complexidade do problema, precisamos começar por problemas muito simplifi cados, idealizadosao extremo e progredir passo a passo.Os grandes fluido-dinamicistas combinam, em suas carreiras, a intuição física - baseada em experimentação eobservaçãocientífi ca-coma desenvolturamatemática. Meuobjetivoprincipalcomeste cursoédesenvolvera
intuiçãofísica
.
1.3 O que é um Fluido?
De uma forma geral, entende–se por fluido um líquido ou gás.Sólidos tem forma própria, ou seja, cessada a ação de uma força tangencial, o sólido retorna a sua forma inicial.Nestecasotrata–sedeumadeformaçãoelástica. Seaforçaforsufi cientementegrandeparadeformarpermanentementeo sólido, a deformação é chamada de plástica.1
 
Os fluidos se deformam continuamente quando se aplica uma força tangencial. Por menor que seja essa força, asforças de coesão entre as moléculas são insufi cientes para impedir–lhes o movimento.Notem que há fluidos e “fluidos”. Certos fluidos muito viscosos tem um comportamento que a primeira vista noslevaria a considerá–los sólidos, como é o caso do asfalto e de certos vidros. Outras substâncias, como clara de ovo,massa de bolo e gel para cabelos são chamadas de
viscoelásticas
e são estudadas à parte.Entre líquidos e gases a diferença é simples: gases se expandem até ocuparem o recipiente todo; líquidos não.A mecânica dos fluidos versa sobre fenômenos cujo comprimento típico é muito maior que o tamanho de umamolécula, ou que o seu livre caminho médio. Para todos os cálculos que fi zermos, o fluido será considerado
contínuo
.Isto signifi ca fundamentalmente que as propriedades e medidas são médias estatísticas tomadas sobre um numeromuito grande de moléculas. Só para quantifi car estas considerações, o livre caminho médio do ar nas CNTP é daordem de 5
×
10
8
m.
1.4 Propriedades Físicas dos Fluidos
Densidade
ρ
é a razão entre massa e volume e mede a inércia de um volume unitário de fluido. Em nossa experiênciadiária notamos que é muito menos cansativo andar quando as ruas não estão alagadas.A densidade varia em função da temperatura e da pressão . Para uma dada massa de fluido,
se fixarmos a pressão
e aumentarmos a temperatura,a energia cinética média das moléculas aumenta, a separação média entre elas aumenta,o fluido expande e a densidade diminui.
Se fixarmos a temperatura
e aumentarmos a pressão o oposto ocorre ea densidade aumenta. Como as moléculas dos líquidos estão mais agregadas que a dos gases, este processo é maispronunciado nos gases.Para quantifi car este raciocínio podemos dizer que para pequenas mudanças de densidade
δρ
causadas por vari-ações de temperatura e pressão
δ
e
δ
 p
podem ser expressas em termos de derivadas parciais:
δρ
=
∂ρ
 p
δ
 p
+
∂ρ
 p
δ
;
dividindo os dois lados por
ρ
, lembrando da regra da cadeia e que
ln
ρ
=
1
ρ
ρ
, temos:
δρρ
=
ln
ρ
 p
δ
 p
+
ln
ρ
 p
δ
.
Ou ainda, mais elegantemente,
δρρ
=
κδ
 p
βδ
,
onde
κ 
é o coefi ciente de compressibilidade e
β
é o coefi ciente de expansão térmica.
1.5 O Transporte de Propriedades – um Exemplo de lei Empírica
Considere a distribuição heterogênea de duas substâncias:Figura 1:
Fluxo de tinta em um aquário com água colorida de um lado e água incolor de outro, separadas por um membrana quefoi retirada.
2
 
Temos aqui um aquário com água colorida de um lado e água pura do outro, separadas por uma membrana. Certotempo após removermos a membrana a tinta se diluirá. De algum modo, parte das moléculas de tinta que estavam deum lado foram para o outro. Houveassim um
fluxo
de matéria (tinta) através da área indicadapelo retângulotracejado.Este fluxo aumentaria ou diminuiria se colocássemos um pouco de tinta do lado que antes tinha a água pura? E secolocássemos a mesma concentração de tinta?É intuitivo pensar que o fluxo é diretamente proporcional à diferença de concentração de tinta. Considere o casolimite, se a concentração de tinta for igual nos dois lados, o fluxo é zero; se colocarmos apenas tinta de um lado eapenas água do outro teremos o fluxo máximo.Este raciocínio intuitivo–experimentalse traduz em termos quantitativos na lei de Fick ou de difusão Fickeana:
 
q
=
 
(1)
Nesta fórmula:
 
q
representa o
vetor
fluxo de massa, no caso de tinta, em kg.m
2
.s
1
,
é uma constante que depende da substância e da temperatura,
 
é o
gradiente
da concentração da substância,
note que há um sinal negativo, indicando que o fluxo age contra o gradiente.Existe uma expressão completamente análoga para o transporte de calor, chamada de lei de Fourier:
 
q
=
 
(2)
Neste caso:
 
q
representa o fluxo de calor, em J.m
2
.s
1
,
é a condutividade térmica,
 
é o
gradiente
de temperatura.A chamada fricção Newtoniana segue o mesmo padrão, porém a esta altura do curso vamos simplifi car ao máximoe considerar apenas o movimento unidimensional:
           ¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡
yuu
Figura 2:
Na parte superior do rio a água move-se com velocidade
u
e a inferior é estagnante. Se removermos a membranaimaginária que as separa, após certo tempo a velocidade será constante e igual de uma margem até a outra.
3

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