Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more
Download
Standard view
Full view
of .
Look up keyword
Like this
2Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
Resist en CIA Em Funcao Da Composicao Do Pino

Resist en CIA Em Funcao Da Composicao Do Pino

Ratings: (0)|Views: 346 |Likes:
Published by billlsoares

More info:

Published by: billlsoares on Oct 18, 2009
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

10/17/2009

pdf

text

original

 
RFO, v. 13, n. 3, p. 42-46, setembro/dezembro 2008
42
Estudo comparativo da resistênciaradicular à fratura em funçãodo comprimento e dacomposição do pino
Comparative study of fracture resistence in function of post’s length and composition 
Ana Cláudia Dias Ramalho 
Ana Luísa de Ataíde Mariz 
** 
Lúcia Carneiro de Souza Beatrice 
*** 
Claudio Heliomar Vicente Silva
**** 
Paulo Fonseca Menezes Filho 
***** 
O objetivo deste estudo foi comparar in vitro a resistên- cia à fratura de raízes restauradas  por pinos intrarradi- culares pré-fabricados metálicos e estéticos cimentados em diferentes profundidades. Foram utilizados trintaincisivos centrais humanos extraídos, que tiveram seus comprimentos radiculares padronizados em 14 mm. As amostras foram tratadas endodonticamente e  divididas aleatoriamente em três 
 
grupos de dez raízes cada: Gru- po I, pinos pré-fabricados de fibra de vidro (Reforpost nº 2 - Angelus 
® 
, Londrina, PR, Brasil) cimentados no limi- te de dois terços do conduto radicular; Grupo II, pinos pré-fabricados metálicos (Reforpost II - Angelus 
® 
, Lon- drina, PR, Brasil) cimentados no limite de dois terços do conduto radicular e Grupo III, pinos pré-fabricados de fibra de vidro (Reforpost nº 2 - Angelus 
® 
, Londrina,PR, Brasil) cimentados no limite de um terço do con- duto radicular. Os pinos em estudo foram cimentados utilizando-se o sistema adesivo Single Bond 
® 
(3M/ESPE,Sumaré, SP, Brasil) e o cimento resinoso RelyX 
® 
ARC (3M/ESPE, Sumaré, SP, Brasil). Após a cimentação dos pinos, as raízes foram incluídas em tubos de PVC, sen- do os corpos-de-prova submetidos a cargas compres- sivas com angulação de 45 
°
em relação ao longo 
 
eixo da raiz e com deslocamento de 0,5 mm/min até que houvesse fratura da raiz e/ou do pino. Os resultados foram submetidos à análise de variância com nível de significância de 5 % e mostraram não haver diferençaestatisticamente significativa entre os grupos avaliados.Palavras-chave: Resinas compostas. Pinos dentários.Dente tratado endodonticamente.
Introdução
 A reabilitação de um dente não se conclui apósa realização do tratamento endodôntico, mas coma restauração da forma, função, estética e proteçãodo remanescente de estrutura dentinária, possibili-tando ao elemento dentário desenvolver seu papelno aparelho estomatognático sem que ocorram fra-turas.Sempre que um dente é submetido a um trata-mento endodôntico ocorre diminuição significativade sua resistência à fratura em razão do comprome-timento de estruturas dentais de reforço, como ascristas marginais, pontes de esmalte, teto da câma-ra pulpar e toda a estrutura acima dela em direçãoà superfície oclusal e palatina ou lingual. Além dis-so, a diminuição da umidade dentinária resulta emalteração da resiliência do dente, que se torna maissuscetível a fraturas
1
.Consequentemente, esse enfraquecimento levaà necessidade de os dentes submetidos à terapêu-tica endodôntica serem restaurados e/ou reconstru-ídos com técnicas e materiais que reforcem e prote- jam a estrutura dental remanescente.Portanto, o uso de um material restauradorcom retenção intrarradicular é uma situação fre-quentemente observada em dentes extensamentedestruídos ou com perda excessiva de estrutura
2
. Além disso, os sistemas adesivos e cimentos resi-
*
Especialista em Dentística pela UFPE.
**
Aluna do curso de mestrado em Odontologia pela UFPE e professora substituta da UFPE.
***
Doutora em Dentística pela USP-SP, professora associada da UFPE e professora do curso de especialização em Dentística da UFPE.
****
Doutor em Dentística e Endodontia pela FOP-UPE, professor Adjunto da UFPE e professor do curso de especialização em Dentística da UFPE.
*****
Doutor em Dentística pela FOP-UPE, professor Adjunto da UFPE e professor do curso de especialização em Dentística da UFPE.
 
43
RFO, v. 13, n. 3, p. 42-46, setembro/dezembro 2008
nosos contribuem para o aumento da retenção dasrestaurações, na estética, na resistência à fratura ena maior preservação de estrutura dental sadia
3,4
.No entanto, diversos são os fatores que influen-ciam o comportamento dos pinos intracanais: tama-nho do dente e espessura de dentina remanescen-te; formato, comprimento, diâmetro e rugosidadesuperficial do pino intracanal e preparo do condutoradicular
5
.Diante da variedade de opções e fatores existen-tes para se restaurar um elemento extensamentedestruído, torna-se fundamental o conhecimentosobre os principais sistemas de retentores intrarra-diculares, para que possam ser indicados adequada-mente, de acordo com cada situação clínica
6
. Atualmente, percebe-se a maior preferência pelaindicação dos pinos intrarradiculares diretos estéti-cos em razão da demanda aumentada por restaura-ções estéticas, facilidade de uso, potencial adesivo,e, principalmente, das propriedades biomecânicasda maioria destes, que se aproximam às da estrutu-ra dental, o que proporciona uma melhor expectati-va quanto à longevidade do dente e da restauraçãoe reduz a possibilidade de fratura dental
7
. Assim, o propósito deste estudo foi realizaruma comparação
in vitro
da resistência à fraturade raízes de dentes humanos submetidos a cargascompressivas com angulação de 45
°
 
em relação aolongo
 
eixo da raiz após a cimentação de pinos in-trarradiculares pré-fabricados metálicos e estéticos,desobturando-se dois terços e um terço do condutoradicular.
Materiais e método
Em virtude da utilização experimental de denteshumanos extraídos, o projeto de pesquisa foi apro-vado pelo
 
Comitê de Ética em Pesquisa EnvolvendoSeres Humanos do Centro de Ciências da Saúde daUniversidade Federal de Pernambuco, sob o proto-colo de pesquisa nº 036/2003-CEP/CCS.Foram utilizados trinta incisivos centrais supe-riores permanentes humanos mantidos em formola 10% até o início da fase laboratorial
8
. Os dentesforam seccionados com disco flexível diamantadode uma face em baixa rotação, ao nível da junçãoamelo-cementária no sentido vestibulopalatino, pa-dronizando-se o seu comprimento em 14 mm
9
. Apóso seccionamento dos dentes, as raízes foram trata-das endodonticamente pela técnica de condensaçãolateral. As amostras foram divididas aleatoriamente emtrês
 
grupos com dez raízes cada, de acordo com omaterial empregado: Grupo I, pinos pré-fabricadosde fibra de vidro (Reforpost nº 2, Angelus
 ® 
, Londri-na, PR, Brasil) cimentados no limite de dois ter-ços do conduto radicular; Grupo II (controle) pinospré-fabricados metálicos (Reforpost II - Angelus
 ® 
,Londrina, PR, Brasil) cimentados no limite de doisterços do conduto radicular; Grupo III, pinos pré-fabricados de fibra de vidro (Reforpost nº 2 - Ange-lus
 ® 
, Londrina, PR, Brasil) cimentados no limite deum terço do conduto radicular (Quadro 1).
Quadro 1 - Divisão dos grupos experimentais 
Pino estéticoPino metálicoPino estéticoGrupo ICimentado no limite de 2/3 doconduto radicular--Grupo II(Controle)-Cimentado no limite de 2/3 doconduto radicular-Grupo III--Cimentado no limite de 1/3 doconduto radicular
 As raízes foram desobturadas com auxílio debrocas Gates-Glidden e Largo, respeitando-se os li-mites pré-estabelecidos; em seguida, os pinos foramcimentados por meio do condicionamento ácido doscondutos com condicionador dental gel
 
(Dentsply
 ® 
,Petrópolis, RJ, Brasil) por 15s e lavados por mais15s, sendo o excesso de água removido com cones depapel absorvente. Com auxílio de um pincel tipo
mi-crobrush
, foi aplicado o adesivo Single Bond
 ® 
(3M/ ESPE, Sumaré, SP, Brasil) no interior do condutoe fotopolimerizado por 30s. Foi então utilizado ocimento resinoso RelyX 
 ® 
ARC (3M/ESPE, Sumaré,SP, Brasil) pincelado nos pinos, que foram posicio-nados e adaptados nos condutos radiculares, sendoos excessos removidos para, então, realizar-se a fo-polimerização por 60s. As raízes foram então incluídas em tubos dePVC previamente preparados para o experimento,com resina acrílica autoativada de presa rápida,estando os corpos-de-prova prontos (Fig. 1) paraserem submetidos a cargas compressivas direcio-nadas à face palatina da porção coronária do pinocimentado, numa angulação de 45
°
 
com o longo
 
eixodo dente (Fig. 2) e numa velocidade de 0,5 mm/minaté que houvesse a fratura da raiz e/ou deslocamen-to do pino
9,10
.
 
RFO, v. 13, n. 3, p. 42-46, setembro/dezembro 2008
44
Figura 1 - Corpo-de-prova preparado Figura 2 - Dispositivo criado pelos autores para ensaios compressivos com corpo-de-prova em posição 
 As raízes não foram reabilitadas com núcleo ecoroa, pois o objetivo era avaliar especificamentea resistência dos diferentes pinos isoladamente ea carga foi aplicada na base do pino por se tratarda região de maior apoio para aplicação da força.Este estudo buscou simular uma situação clínicaextrema que pode provocar danos, quando existen-te, à estrutura radicular. O ensaio experimental foirealizado na máquina de ensaio universal Kratos
 ® 
 (Kratos Equipamentos Industriais Ltda, São Paulo,SP, Brasil) (Fig. 3), com capacidade da célula de car-ga de 200 kg, no Laboratório de Ensaios Físicos eMecânicos da Faculdade de Odontologia da Univer-sidade de Pernambuco.
Figura 3 - Máquina de ensaio universal 
Resultados
Os resultados foram submetidos ao teste Anova,não apresentando diferença estatística no nível designificância de 5% (Tab. 1).
Tabela 1 – Análise de variância (Anova) para a comparação entre os grupos em relação à variável logaritmo da força de compressão 
Fonte de variaçãoGraus de liberdadeSoma de quadradosQuadrado médioValor de FValor de
Entre grupos20,050,0250,9130,415Erro240,6610,028Total260,711
Na Tabela 2 estão representadas as medidas estatísticas em quilogramas força (Kgf) dos três gruposexperimentais.
Tabela 2 - Força (Kgf) de compressão de acordo com o grupo 
EstatísticaGrupo1Grupo 2Grupo 3Valor mínimo
 
(Kgf)57,5029,0041,70Valor máximo (Kgf)114,90144,6091,20Média (Kgf)84,8185,9067,14Desvio-padrão (Kgf)21,4241,0218,04Coeficiente de variação (%)25,2547,7626,87

Activity (2)

You've already reviewed this. Edit your review.
1 thousand reads
1 hundred reads

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->