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CÓDIGO BRASILEIRO DISCIPLINAR DO FUTEBOL- CBDF

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CÓDIGO BRASILEIRO DISCIPLINAR DO FUTEBOL - CBDF
LIVRO PRIMEIRO DA JUSTIÇA DESPORTIVATítulo I
DA ORGANIZAÇÃO DA JUSTIÇA E DO PROCESSO DISCIPLINAR 
Capítulo I
DA ORGANIZAÇÃO DA JUSTIÇA(*) Art. 1º - A organização da Justiça e o Processo Disciplinar no âmbito do Desporto, exceto oFutebol, regulam-se por este código, a que ficam submetidas, em todo o Território Nacional, asConfederações, Federações, Ligas, Associações Desportivas e pessoas físicas que lhes foremdireta ou indiretamente subordinadas ou vinculadas, mediante remuneração ou semremuneração.(*) Com nova redação dada pela Portaria nº 877, de 23 de dezembro de 1986 do Ministério daEducação.Art. 2ª - São Órgãos da Justiça Desportiva:I - os Tribunais Superiores de Justiça Desportiva (TSJD);II - os Tribunais Especiais (TE);III - os Tribunais de Justiça Desportiva (TJD)IV - as Comissões Disciplinares Temporárias (CDT);V - as Juntas de Justiça Desportiva (JJD).§ Único - Os Órgãos enumerados neste artigo, exceto as Comissões Disciplinares Temporárias,são dirigidos por um Presidente e um Vice-Presidente eleitos por um ano, mediante votoSecreto, pelos auditores efetivos que os constituem, permitida apenas uma reeleição.Art. 3º - Cada Tribunal Superior de Justiça Desportiva (TSJD), com jurisdição em todo oterritório nacional, será constituído de 7 (sete) auditores efetivos e 5 (cinco) substitutos.Art. 4º - Cada Tribunal Especial (TE), igualmente com jurisdição em todo o território nacional,será constituído de 5 (cinco) auditores efetivos e 2 (dois) substitutos.Art. 5º - Os Tribunais de Justiça Desportiva (TJD) com jurisdição no território de cadaFederação, serão constituído de 7 (sete) auditores efetivos e 5 (cinco) substitutos.Art. 6º - As Comissões Disciplinares Temporárias (CDT) serão constituídas de 3 (três) a 5(cinco) membros, mais um Procurador e 1 (um) Secretário, designados, na forma dosrespectivos regulamentos, para processar e julgar infrações praticadas nos campeonatos outorneios brasileiros de curta duração, realizados em uma só localidade.§ 1º - Os prazos previstos neste Código, para os efeitos deste artigo, poderão ser reduzidos, acrédito da Comissão.§ 2º - Dentre os membros da comissão, um será designado para presidi-la.§ 3º - Das decisões das Comissões Disciplinares Temporárias (CDT) cabe recurso, sem efeitosuspensivo, para o TSJD da respectiva Confederação.Art. 7º - As Juntas de Justiça Desportiva (JJD), com jurisdição no território de cada Liga, serãoconstituídas de 5 (cinco) auditores efetivos e 2 (dois) substitutos.Art. 8º - Os Tribunais Superiores de Justiça Desportiva (TSJD) e os Tribunais Especiais (TE)são poderes autônomos das Confederações; os Tribunais de Justiça Desportivas (TJD) são
 
 poderes autônomos das Federações e as Juntas de Justiças Desportiva (JJD) são poderesautônomos das Ligas.Art. 9º - Os Tribunais e as Juntas só poderão deliberar e julgar com a maioria dos seusmembros.Art. 10º - Os auditores dos Tribunais Superiores de Justiça Desportiva (TSJD) e dos TribunaisEspeciais (TE), com mandatos coincidentes com o do Presidente da Confederação, serão eleitosou nomeados, e empossados, na conformidade do que dispuser o estatuto da entidade.Art. 11º - Os auditores dos Tribunais de Justiça Desportiva (TJD) e das Juntas de JustiçaDesportiva (JJD), serão eleitos ou nomeados, e empossados, na conformidade do que dispuser oestatuto da entidade.Art. 12 - A antigüidade dos auditores conta-se da data de posse; quando a posse houver ocorridona mesma data, considera-se mais antigo o auditor que tiver maior número de mandatos; se persistir o empate, considera-se mais antigo o auditor mais idoso.Art. 13 - Ocorre vacância do cargo de auditor:I - pela morte ou renúncia;II - pela aceitação de cargo ou função incompatível com o exercício da judicatura desportiva,nos termos do art. 15;III - pela condenação passada em julgado, na Justiça Desportiva, ou pela condenação passadaem julgado, na Justiça Comum, por crime ou contravenção que importe incapacidade moral doagente, a critério do Tribunal ou Junta;IV - pelo não comparecimento a 3 (três) sessões consecutivas ou a 5 (cinco) Intercaladas, salvo justo motivo, assim considerado pelo Tribunal ou Junta;V - por declaração de incompatibilidade, decidida por dois terços (2/3) do Tribunal ou Junta.Art. 14 - Aberta a vaga de auditor, o Presidente do Tribunal ou Junta nomeará como efetivo umdos substitutos e lhe dará posse.§ Único - Empossado o auditor nomeado na forma deste artigo, o Presidente do Tribunal ouJunta comunicará o fato ao Presidente da entidade.Art. 15 - O cargo de auditor, inclusive o de substituto, é incompatível com quaisquer cargos,funções de direção ou empregos no Conselho Nacional de Desportos (CND), ConselhosRegionais de Desportos (CRD) e em entidades ou associações desportivas, ressalvados oscargos previstos em lei.Art. 16 - Não podem integrar o mesmo Tribunal ou Junta auditores que tenham parentesco nalinha ascendente ou descendente, nem auditor que seja cônjuge, irmão, cunhado durante ocunhadio, tio, sobrinho, sogro, padrasto ou enteado de outro auditor.Art. 17 - O auditor que fica impedido de intervir no processo;I - quando, em relação à parte, ocorrerem os vínculos de parentesco e afinidades mencionadasno artigo 16; II - quando for credor, devedor, avalista, fiador, patrão ou empregado de qualquer das partes ou quando tenha com qualquer desses, interesses de natureza comercial;III - quando, por qualquer forma, se houver manifestado, antes da sessão ou audiência de julgamento, sobre causa que estiver em processamento no Tribunal ou Junta.§ 1º - Os impedimentos a que se refere este artigo devem ser declarados pelo próprio auditor,tão logo lhe seja distribuído o processo; se o auditor não o fizer, podem as partes e aProcuradoria argüi-los, na primeira oportunidade em que tiverem de falar no processo.§ 2º - Argüido o impedimento, decidirá o Tribunal ou Junta em caráter irrecorrível.Art. 18 - Junto a cada Tribunal Superior de Justiça Desportiva (TSJD) funcionarão até 3 (três) procuradores; junto a cada Tribunal Especial (TE) a cada Tribunal de Justiça Desportiva (TJD)
 
e a cada Junta de Justiça Desportiva (JJD) funcionará 1 (um) procurador e 1 (um) substituto,nomeados na conformidade do estatuto da entidade. § Único - Se o estatuto da entidade nadadispuser sobre a forma de nomeação dos procuradores a que se refere artigo, as nomeaçõesserão feitas pelo Presidente da entidade.Art. 19 - Aplicam-se aos procuradores, no que couber, as incompatibilidade e impedimentosimpostos aos auditores.Art. 20 - Cada Tribunal ou Junta terá 1 (um) Secretário para superintender os serviçosadministrativos de sua Secretaria.Art. 21 - Compete aos Tribunais e Juntas conceder licença aos auditores, procuradores,secretários e demais auxiliares das Secretarias.§ Único - As licenças aos auditores, sob pena de perda de mandato, não poderão ser superiores anoventa (90) dias, salvo motivo de doença devidamente comprovada.CAPÍTULO IIDOS PRESIDENTES E VICE PRESIDENTES DOS TRIBUNAIS E JUNTASArt. 22 - Cabe aos Presidentes de Tribunais e Juntas, além das atribuições que lhe foremconferidos por Lei ou Regimento:I - velar pelo perfeito funcionamento da Justiça Desportiva e fazer cumprir suas decisões;II - ordenar a restauração de processos;III - dar imediata ciência, por escrito, das decisões e das vagas verificadas no Tribunal ou Juntaao Presidente da entidade;IV - determinar sindicâncias e propor a aplicação de penalidades de advertência e suspensão aosfuncionários da Secretaria;V - sortear os relatores dos processos, ou designá-los a seu critério, quando houver motivo decaráter especial; VI - apresentar ao Presidente da entidade, até o dia 10 de janeiro, relatório dasatividades do Órgão no ano anterior;VII - representar o Tribunal ou Junta nas solenidades e atos oficiais, podendo delegar essafunção a qualquer dos seus auditores;VIII - designar dia e hora para as sessões ordinárias e extraordinárias e dirigir os trabalhos;IX - dar posse ao Secretário do Tribunal.Art. 23 - Compete aos Vice Presidentes dos Tribunais e Juntas:I - Substituir os Presidentes nos seus impedimentos eventuais;II - exercer as funções de corregedor, na forma do que dispuser o Regimento Interno doTribunal ou Junta.Capítulo IIIDOS AUDITORES E DOS SUBSTITUTOSArt. 24 - São deveres dos auditores e dos substitutos, além dos que lhe forem conferidos peloRegimento:I - comparecer obrigatoriamente às sessões e audiências, com a antecedência mínima de quinzeminutos, quando regularmente convocados;II - empenhar-se no sentido da estrita observância das leis e do maior prestígio das instituiçõesdesportivas; III - manifestar-se nos prazos processuais;IV - declarar-se impedido, quando for o caso;V - representar a quem de direito contra qualquer irregularidade ou infração disciplinar de quetenha conhecimento;VI - apreciar, livremente, a prova dos autos tendo em vista, sobretudo, o interesse do desporto,fundamentando, obrigatoriamente, a sua decisão;

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