desenvolvimento de materiais e técnicas de fabricação que os tubos Ger 3manufaturados hoje têm duas vezes a eficiência dos tubos originais como tambémsão significativamente mais baratos para produzir. Em meados dos anos 1980, umOVN AN/PVS-7 tinha um alcance de aproximadamente 50 m (contra um alvo deum homem parado) e custava cerca de U$ 6.000,00. O mesmo produto, compradoem 1998 tinha o alcance aumentado para 160 m e custava menos do que U$3.000,00.Uma nova possibilidade de aumento no desempenho do tubo surgiu aindaem meados dos anos 1990, quando o Exército dos Estados Unidos exigia novosdesenvolvimentos na tecnologia de tubos I2, cobrindo tanto a performance como aconfiança - uma então chamada Quarta Geração (Ger 4). O advento da películade barreira de íon, o “pulo do gato” do Ger 2 para Ger 3, tinha aumentado aconfiança do tubo em cinco vezes, mas degradou o SNR. Tentativas dedesenvolver tubos Ger 3 sem a película estavam encaminhadas durante mais deuma década, mas ninguém ainda tinha conseguido o padrão de confiançadesejado. Todavia, os militares e algumas pessoas da comunidade científicaacreditavam que a remoção da película da barreira de íon seria a próximaprogressão lógica na tecnologia de visão noturna, visando colher os frutos dosnovos benefícios do fotocatodo de arseneto de gálio (GaAs). Foi demonstrado queos tubos sem película podem aumentar a capacidade dos OVNs em 20 por cento.Infelizmente, aqueles mesmos testes revelaram uma degradação imediata donovo tubo porque não houve nenhuma proteção do fotocatodo contra os íonsperigosos gerados durante as operações normais. Apesar das dúvidas que umtubo sem película pudesse chegar alguma vez às 10.000 horas de vida ativa,padrão nos dispositivos Ger 3,
ITT
e
Litton
(Northrop Grumman) começarampesquisas distintas para tubos sem película a partir de 1997.Do ponto de vista da
ITT
, os assuntos relacionados ao equilíbrio deperformance/vida útil foram atenuados pela crença de que o então chamado tuboGer 4 poderia ser executado em fases graduais de produção. Essa suposiçãomodificou-se drasticamente em fevereiro de 1998, quando o Exército dos EstadosUnidos anunciou o Omni V, competição de aquisição de dispositivosintensificadores de imagem. Como parte de sua oferta, a
Litton
propôs odesenvolvimento e a entrega de um assim chamado Ger 4 de tubos sem película
(
filmless
)
. Este movimento de surpresa valeu a pena e, em Junho de 1998, foiconcedido a
Litton
60 por cento do contrato Omni V, de dispositivos de visãonoturna, e 40 por cento para a
ITT
.Essa foi a primeira vez, desde o princípio (1985) das aquisições dosOmnibus e ao longo de muitos anos, que ITT não tinha assegurado a maiorparticipação em uma concorrência de dispositivos de visão noturna. Foi umasituação pouco familiar para uma companhia que tinha recebido, até aqui, a açãomajoritária nos contratos de equipamentos de visão noturna Ger 3 nos EstadosUnidos. O desenvolvimento de um tubo
filmless
e de longa duração comprovouser um desafio intimidante, a medida em que buscava maneiras de reduzir onúmero de íons nocivos ao tubo e desenvolver um fotocatodo que fosse resistente
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