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Terceira Igreja Batista do Plano Piloto // EBD: Visão certa, mundo incerto // 18 outubro 2009
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Aula 09: Psicologia e Cristianismo
Visão certa, mundo incerto
A psicologia tenta descobrir porque as pessoas azem as coisas que azem, compreender a capacidade humana de adaptação ao seu meio, a natureza da inteligência do homem,as causas originais de seus confitos internos, o seu comportamento como animal social.Com eeito, poder-se-ia dizer que a psicologia, em termos gerais, busca uma resposta para a velha interrogação: o que é o homem?” 
(Álvaro Cabral e Eva Nick)
A citação acima nos coloca diante da base flosófca comum às dierentes abordagens psicológicas. O que podemos observaré que, assim como outras áreas de conhecimento, a psicologia não encontra-se numa posição neutra. A utilização de termoscomo “adaptação” e “animal social” revela o comprometimento com pressupostos naturalistas e evolucionistas.Quando se ala desse assunto, já imaginamos a fgura do paciente no divã sendo ouvido por um profssional. No entanto, oobjetivo dessa aula não é criticar terapeutas nem práticas específcas, mas trazer à discussão os pressupostos que ormam apsicologia e analisá-los à luz da Palavra.A psicologia é uma área de conhecimento muito recente. O cientista considerado o pai da psicologia,
 Wilhelm Wundt 
, criouessa expressão a partir dos seus estudos na segunda metade do século XIX. Por ser ainda jovem, esse campo de estudo enrentaproblemas de identidade. Ao contrario das ciências naturais clássicas, a psicologia não tem um corpo unifcado.Boa parte dos pressupostos a respeito do homem é compartilhada pelas dierentes abordagens. Contudo, existem dierençasintransponíveis entre várias abordagens psicológicas, como, por exemplo, behaviorismo e psicanálise.Para uma determinada área de conhecimento ser considerada ciência, alguns pré-requisitos precisam ser atendidos. Entre eles,um dos mais importantes é a existência de um paradigma metodológico científco. A psicologia enrenta sérios problemas aesse respeito. Não existe uma mesma metodologia para as dierentes abordagens psicológicas, o que a torna uma disciplinasem coesão.Outra difculdade é seu objeto de estudo. Não se sabe ainda ao certo se o oco dos estudos é a mente, o comportamento, a alma,as relações ou se tudo isso ao mesmo tempo. A psicanálise deende a existência da mente como objeto principal de estudo docientista. O humanismo de Carl Rogers ocaliza o relacionamento. A Gestalt de Frederick Perls busca uma visão holística.
Psicologia como ciência: uma discussão
 A psicologia não é um uniorme corpo de conhecimento científco, tal como a termodinâmicaou a química orgânica. Quando alamos em psicologia, estamos nos reerindo a um complexoemaranhado de idéias e teorias, muitas das quais se contradizem.
(John MacArthur)
 
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Fica claro que, por conta das difculdades enrentadas pelos pesquisadores e teóricos da psicologia em unifcar esistematizar suas descobertas, não podemos assumir como defnitiva nenhuma afrmação de qualquer teoria, visto que aspróprias abordagens se reutam.Apesar de muitas teorias se contradizerem, existem pressupostos que servem como estrutura comum para as dierentesabordagens.
1) O homem é um animal:
Por seguir premissas evolucionistas, entende-se que o ser humano é nada mais que umanimal social, como vimos acima. O problema disso é que a origem do comportamento humano é atribuída ao processoevolutivo. Essa concepção pode diluir a responsabilidade do homem sobre suas atitudes, além de ignorar a idéia dohomem como imagem de Deus.
2) O homem precisa de autonomia:
A psicologia se compromete em promover no homem a condição de lidar com seusproblemas e estabelecer suas próprias regras de comportamentos adequados. A palavra “autonomia” signifca “lei própria”.A preocupação da psicologia é ir contra qualquer orça externa que oprima o indivíduo, entendendo que a autonomiaimplica liberdade e a liberdade, qualidade de vida.
3) Maior autoconhecimento é a solução:
De orma geral, a psicologia secular entende que o homem encontrará asrespostas que busca para suas difculdades em si mesmo. Seja se adaptando a um problema ou procurando a origem deuma determinada difculdade, as abordagens psicológicas pretendem obter respostas no homem para o homem.
4) Não há pecado:
O conceito de certo ou errado é bastante relativizado pelas teorias psicológicas. A defnição utilizadapara o problema humano é vinculada a uma nomenclatura médica, o que traduz a idéia de que o homem adoece. Isso desviao sentido de responsabilidade humana sobre suas escolhas e relacionamentos. Alem disso, existe o problema de aquilo queantes era considerado um distúrbio hoje ser tratado como um comportamento que deve ser aceito. A idéia de pecado estáintimamente ligada à idéia de culpa, algo que, para a psicologia, deve ser evitado para o bem da saúde do homem.
5) Irrelevância de Deus:
Essa premissa é o undamento para todas as anteriores. Para as várias abordagens psicológicas,não há necessidade de um Redentor, alguém que criou o ser humano e pode livrá-lo dos seus problemas. Não queremosdizer com isso que todos os psicólogos e terapeutas são ateus, mas que a disciplina psicologia tem como base o ateísmo.Apesar da difculdade que a psicologia encontra para defnir seu objeto de estudo, sabemos que as pesquisas e trabalhosligados a essa área de conhecimento intererem diretamente em conceitos e princípios ligados ao homem e suas relaçõescom o contexto em que vive. Essas relações e o próprio homem também representam assuntos de grande importância paraa Palavra de Deus e por isso, o cristianismo tem seus próprios pressupostos que determinam a orma de se construir uma visão sobre as questões afns à Psicologia.
1) O homem é criação de Deus para a Glória de Deus
Deus criou o mundo e todas as coisas. O homem é a coroa dessa criação. O Senhor criou Adão e Eva para dominaremsobre a criação em uma relação pereita em que as riquezas e tudo que o homem pode desrutar da criação seria usadopereitamente para seu bem.Pensar no homem como resultado de um processo evolutivo aleatório, considerando-o um animal é tirar do homem essaposição dada por Deus de ser responsável por seus atos, tanto os bons quanto os maus. É também tirar a possibilidade deencontrar um objetivo ou propósito na existência humana e em tudo que o homem pode produzir.O resultado de se entender o homem apenas como mais um animal, apenas dierenciado por sua capacidade de desenvolver
Os pressupostos da psicologiaPrincípios cristãos
 
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 Então disse Deus: “Façamos o homem à nossa imagem, conorme a nossasemelhança. Domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os grandes animais de toda a terra e sobre todos os pequenos animais que se movemrente ao chão”. Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou;homem e mulher os criou. Nada, em toda a criação, está oculto aos olhos de Deus. Tudo está descoberto e exposto diante dos olhos daquele a quem havemos de prestar contas.
[ Gênesis 1.26,27 ][ Hebreus 4.13 ]
cultura, tira do homem o propósito de sua existência - afnal, se o homem é resultado de um processo aleatório então nãoexiste um objetivo para sua existência, não há propósito para suas relações, desde as mais simples (com a natureza) até asmais complexas (com o outro e o divino).Este princípio é de extrema relevância para qualquer disciplina que envolva estudos a respeito do homem e suas relações.Considerar a existência do Criador signifca dar responsabilidade ao homem, que precisa prestar contas sobre seus atos epropósito, pois os atos humanos precisam estar coerentes com a vontade de Deus.
2) O mal do homem é o pecado
O homem oi criado por Deus sem pecado e por isso suas relações, intenções e pensamentos eram pereitos. Mas em ummomento da história o homem pecou, desobedeceu a vontade do Deus que o criou e, como resultado da queda, a pereiçãotornou-se inalcançável. O homem, criado como um ser social, teve suas relações danifcadas pelo pecado. Tudo o que ohomem passou a produzir e reproduzir, conhecimento, comunicação, emoções e aeições, oi irremediavelmente prejudicado.A psicologia, por ser uma área de conhecimento que desconsidera a existência de Deus, consequentemente desconsidera aexistência do pecado. Como o homem não oi criado e nem há um propósito estabelecido (a glória de Deus) para ele, não há aquem o homem deva satisação sobre seus atos e nem há um objetivo a ser alcançado. Logo, não há pecado.Ao desconsiderar o pecado, a psicologia anula a necessidade do homem ser redimido e então ele volta-se para si, no intuitode encontrar respostas para seu sorimento. Contudo, o próprio pecado desconsiderado impossibilita o êxito nessa busca.Por não considerar um Criador e um propósito para o ser humano, a psicologia acaba por tentar resolver o sorimento dahumanidade por meio do próprio homem. A culpa não está ligada ao relacionamento danifcado pelo pecado entre Deuse o homem, mas ao entendimento distorcido que indivíduo pode ter de si mesmo e das relações com o outro.O que o cristianismo afrma é que o homem é pecador e por isso é culpado. Tanto para a psicologia como para ocristianismo, a culpa está intimamente ligada ao sorimento. Contudo, há uma dierença vital na orma de propor umasolução para o sorimento: a psicologia quer encontrar a solução na auto-aceitação e o cristianismo na auto-negação.O pecado é o mal do homem, é ele que traz a sorimento para a vida humana nas mais dierentes eseras de relacionamento.Buscar solução no próprio homem é tentar solucionar o mal com o mal. A solução não está no homem, mas ora dele.
Outras coisas - como procurar consolo em relacionamentos, ou culpar a outros por nosso problemas– talvez nos açam sentir melhor, mas o alívio é apenas superfcial. E é perigoso. Aliás, via de regra, intensifca nossa culpa, porque soma desonestidade e orgulho ao pecado que originalmente  eriu a consciência. A verdadeira culpa tem somente uma causa: o pecado. Até que o pecado sejatratado, a consciência lutará para acusar. E o pecado – e não a baixa auto-estima – é o que o Evangelho veio derrotar.
(John MacArthur)

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