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Re Vista Cultural 2

Re Vista Cultural 2

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REVISTA CULTURAL NOVITAS Nº2 - Outubro 2009 - 1
 
2 - REVISTA CULTURAL NOVITAS Nº2 - Outubro 2009
Revista CulturalNovitas
 Ano I - Número I Agosto de 2009
Esta é uma publicação daEditora Novitas em periodicidadebimestral, distribuída em formaeletrônica e gratuita.Todos os textos, imagens ouqualquer outra forma de manifestaçãoaqui publicados foram devidamentesolicitados a seus autores, queautorizaram sua utilização por meiode mensagem eletrônica.Editores:Letícia Losekann CoelhoDavid Fordiani NóbregaIsento de registro ISBN,conforme instrução da BibliotecaNacional.Nesta Edição:
EDITORIAL 
02 
OPINIÃO 
03 
ENSAIO 
04 
MÚSICA 
06 
POESIA 
08 
CARTOON 
10 
NA TELA 
11
CONTOS & + 
12 
ENTREVISTA 
16 
TWITTER 
18 
VIAGEM 
19 
EDITORIAL
Nosso objetivo com o primeiro número da Revista foi alcançado: foram maisde 1.000 downloads da versão PDF, além dos 10.000 pageviews da versão em HTML.Como sabemos que o Brasil não é um País totalmente informatizado queremos iralém, fazendo a versão impressa da revista, distribuída de forma gratuíta. É umsonho que necessita de patrocínio, assim disponibilizaremos espaço para quemquiser anunciar o seu produto/site/blog a partir do próximo número.Somos uma Editora que acredita no autor e não temos a visão arrogante domundo editorial. Aqui nestas páginas, você encontrará pessoas que fazem culturacom qualidade, ainda que muitos sem apoio e não “descobertos”.As poesias, contos e prosas estão especiais... Não se preocupe em interpretaro que o autor escreve, apenas sinta o que as letras te falam.Entrevistamos Bartolomeu Campos Queiros que é um dos escritores maisimportantes no Brasil e é autor do Manifesto Literário. Também Grace Olsson,autora desta Editora que merece todo o respeito pelo seu trabalho, pois poucos sãoos que realmente colocam seu discurso em prática, e ela é uma dessas pessoas quevão à luta.Temos a música da Banda Back, o cartoon de Douglas Zimmermann e avisão do roterista Matheus Costa sobre televisão.
ParaquemachaqueTwitteréummonólogo,armamosqueestamos
sempre lendo. Por isso resolvemos inaugurar a sessão: “enquanto isso no twitterda editora.”O artigo que Daliana Câmara Cascudo escreveu está impecável e fala denosso “Provinciano Incurável”: Luís da Câmara Cascudo”, seu avô, que um diadisse: “
Quando nasci, o Brasil estava à beira do abismo. Passados os anos, uma das duas coisas deve ter acontecido: ou o abismo fechou ou o Brasil alargou 
”. A frase
deCâmaraCascudomefezreetireinfelizmenteaindamantenhominhaposição
crítica para com os dias de hoje, pensando que o abismo alargou..A cultura no Brasil, não é produto de quem tem dinheiro e sim do superfúlo.
Iraoteatro,adquirirbonslivros,iraocinemaouassistirshow,caforado
orçamento da família brasileira.E como se não bastassem todas as benesses conquistadas pelo “bravo”povo brasileiro, eis que nos presenteiam com mais um vale, agora da cultura,onde o assalariado tem a honra e o prazer de ter agregado a seus rendimentos a“astronômica” quantia de R$50,00. Deram-nos a oportunidade de reservar essestantos dinheirinhos para a cultura, porém esquecem da irrealidade dos impostos,com os quais mantemos até mesmo presidentes de outros paises instalados emmissões além fronteira. Cinquenta reais passam longe de um começo para o povose tornar culto e ainda surge como mais um projeto super bonito no papel, mas que
napráticairásedepararcomarealidadeantiga:odescontrolenascalização.
É realmente triste ver projetos como o vale cultura sendo feitos pelo Governoem 2009 aos moldes dos vales que Getúlio Vargas criou. No Brasil nada se cria emtermos de política, as idéias são as mesmas, porém encabeçadas por corpos maisnovos. David Nobrega escreveu um artigo sobre o vale cultura, mostrando sua visãonão particular, mas político cultural. Será que realmente vamos levar cultura paraos lares brasileiros?Cultura é política, como tudo na vida o é. Mas não podemos discutir acultura com a paixão ou ideologia partidária. Esqueça seu candidato, esqueçaseu partido e faça uma análise do período que vivemos. Vivemos uma democracia,temos liberdade, porém Nelson Rodrigues há muito disse: “
Ah, os nossos libertários! Bem os conheço, bem os conheço. Querem a própria liberdade! A dos outros, não.Que se dane a liberdade alheia. Berram contra todos os regimes de força, mas cada qual tem no bolso a sua ditadura.
Analise seu papel nesse democracia: não seja torcedor pelo Brasil, sejaBrasileiro e cidadão. Seu papel não é somente o de votar e político não é “pop -star”. O político é o emprego mais caro que você mantêm.
Vote-cobre-scalize!
Letícia Losekann Coelho Escritora e Editora 
 
REVISTA CULTURAL NOVITAS Nº2 - Outubro 2009 - 3
A Cultura do Paliativo
 A gente não quer só comida. A gente quer comida, diversão e arte.(Titãs) 
Foi encaminhado ao Senado, após a aprovação na Câmara dos Deputados, oProjeto deLei 5798-09, que trata da criação do vale cultura. Para quem não sabe, esse projeto possibilitaao trabalhador (privado ou servidor federal) que receba até cinco salários mínimos por mês ogasto de R$ 50,00 com cultura. Um cartãozinho magnético, nos moldes dos vales transporte,bolsa família, bolsa gás, etc.Entretanto, vão aqui alguns lembretes:1 – O Brasil ocupa a 75ª posição no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Em2000, nosso índice era de 0,789. Em 2009, com um acréscimo de apenas 0,018 ao índice,chegamos a 0,807 . Menos de 2% de melhorias reais. Para efeito de comparação, os países queocupam as primeiras 40 posições tem um incremento anual médio em torno de 0,003 a seusíndices.2 – A União hoje é responsável por 17% do investimento em educação – valor menordo que o de 2000, que estava em 19,9%. A participação dos Estados e do DF é de 42,8% e adas cidades, 40,2%. Em termos globais, esses investimentos não atingem nem mesmo a 4,6 %do PIB. O Ministério da Educação tem uma dotação orçamentária de R$ 43.283.591.462 paraeste ano de 2009. Estamos em Outubro e a destinação dessa verba está em torno de 58%. Issoquer dizer que dinheiro há, mas não é aplicado.3 – Segundo dados do próprio MinC, 50 % dos recursos de mecenato (Lei Rouanet)
camnasmãosde3%dosprodutorescadastrados.Dadoscontestadospelaclasseartística,masquelevantammaisumavezapolêmicasobreasdiculdadesemseobterrecursosparaa
cultura. Por falar nisso, você já notou como foi caro o Cirque De Soleil? R$ 300,00 o ingresso.Além de recursos públicos. Ou seja, você que foi prestigiar aos canadenses (é, eles não fazemcultura nacional...) pagou duas vezes para ver o mesmo show: na portaria e nos impostosrecolhidos.“Vivemos em um país de contrastes” é frase batida. Recursos do erário são imensos,mas direcionados às áreas onde se é possível obter votos. Um exemplo? Investe-se menos emeducação de base (onde infantes petizes não votam), que nas universidades. Museus fechamou limitam acervo por falta de verba. A tradição e a cultura popular morrem pela contaminaçãoou pelo descaso.Tudo bem, teremos a Copa do Mundo de Futebol em 2014, as Olimpíadas em 2016,
ambaspassandoporumRiodeJaneiroquejáteveoPAN2007.“Obrasquecarãoparao
povo”, diziam eles, os políticos. “O orçamento estourou”, comentavam os empreiteiros. “Ondeestá a melhoria?”, pode hoje comentar e mostrar o carioca que assiste da janela a mais umato de guerra civil, enquanto viagens faraônicas ou nababescas (na dúvida entre o uso deum ou outro termo deixo a critério do leitor para que resolva qual o pior) são promovidaspelo Nordeste, em uma campanha política precipitada, atentando contra o pluripartidarismo(no teor das palavras), à democracia (pelo ato em si) e à razão (quanto a desproporcionalopulência). E ainda temos o carnaval desnudo, propaganda maior do turismo sexual. 
A gente não quer só comida. A gente quer comida, diversão e art 
e, diziam os Titãs lápelos anos 80 e qualquer coisa. E nada muda, pois continuamos a querer as mesmas coisasque a cada dia se tornam mais distantes. O cinto largo mas apertado do orçamento familiarestá a cada dia com menos furos e a primeira medida é sempre conter despesas. We can´t.Esperemos ansiosos pela aprovação do vale cultura, que é assinado pelo comunistaFlávio Dino – candidato ao Governo do Maranhão nas próximas eleições e um dos favoráveis aum terceiro mandato ao atual presidente – com substitutivos de Manuela D´Avilla – comunistaidem, jornalista, ex-vereadora de Porto Alegre (não terminou o mandato), deputada federal (nãoqueria também terminar esse, já que concorreu à Prefeitura de Porto Alegre) –, que claro será
emanoeleitoraleantesdolançamentodolmesobreopresidentemetalúrgico.Obrasileiro
é um crente no país do futuro, que passará necessariamente pela cultura e pela educação debase, então qualquer esforço, mesmo que paliativo, é válido.Você pode estar a três ônibus de distância do teatro, mas com 50 reais talvez um diavocê assista a uma peça de teatro que já não seja subsidiada anteriormente. Ou entre em umalivraria, ao menos mês sim, mês não.Mas por favor, faça as opções corretas e consuma cultura nacional e de qualidade.
David Nóbrega Escritor e Editor 

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