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movimentos sociais

movimentos sociais

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MOVIMENTOSSOCIAIS
or que há pessoas que teimamem se organizar e propor mu-danças para a sociedade? Você já ouviu alar em movimentossociais, não é? Anal, o que são os mo- vimentos sociais, e mais, qual a impor-tância deles para nossa vida cotidiana?
Valéria Pilão
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Colégio Estadual Paulo Leminski – Curitiba - PR
 
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Ensino MédioDireito, Cidadania e Movimentos Sociais
Na história contemporânea temos diversos exemplos de ormasde organizações coletivas, reivindicando as mais dierentes coisas ouações caracterizando o que é um movimento social.Como exemplo, citamos o Movimento dos Trabalhadores Ru-rais Sem-Terra (MST), o Fórum Social Mundial (FSM), o movimentohippie, movimento eminista, o movimento estudantil, o movimentodos sem-teto, o movimento pela “Tradição, Família e Propriedade”(TFP), os movimentos anti-capitalistas, dentre outros. A lista de movi-mentos sociais existentes é longa, isso pensando apenas nos séculos XX e XXI.É pelo signicado social e político e, ainda, pela quantidade de mo- vimentos sociais existentes que tal tema é de extrema importância pa-ra a Sociologia.
 Vamos por partes...
É importante dizer que abordaremos a temática dos movimentossociais sempre pensando na orma de organização social atual em que vivemos. Portanto, estaremos tratando dos movimentos vinculados aosistema capitalista. Quer dizer, priorizaremos aqueles movimentos so-ciais que nascem de demandas próprias desta orma de organizaçãosocial. As cidades, organizadas na orma que conhecemos hoje, desenvol- veram-se a partir do século XII, ligadas às necessidades dos homensmedievais de realizarem trocas comerciais. Mas, no entanto, sabendoque durante a Idade Média a orma de organização social dava-se prin-cipalmente dentro dos eudos, essas cidades ainda não assumiam a im-portância que as mesmas possuem numa sociedade industrial.Com a consolidação do capitalismo a partir do século XVIII, con-tinuou existindo uma separação entre campo e cidade, mas tal distin-ção não criava um isolamento do campo, ao mesmo tempo em que,o desenvolvimento e o progresso não se restringiam à cidade. Em su-ma, estamos tratando da importância do rural e do urbano para o de-senvolvimento capitalista, que cria duas realidades diversas, mas que,no entanto, nunca deixam de estar vinculadas e apresentando novasnecessidades.Considerando que a sociedade capitalista tem sua organização esua dinâmica marcadas pelas disputas e confitos entre as classes so-ciais presentes nela, principalmente, entre as duas classes undamen-tais, a burguesia e os trabalhadores, boa parte dos movimentos sociaisserá motivada diretamente, por interesses de classe ou maniestará as-pectos daquelas disputas como são os casos dos movimentos sindical,de camponeses, dos sem-teto. Já outros movimentos, como o eminis-ta, os de juventude, o hippie, os ecológicos, podem ou não estar, tam-
 
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SociologiaMovimentos Sociais
bém, motivados diretamente por “interesses de classe” de seus partici-pantes. Ocorre, muitas vezes, de suas razões mais evidentes serem daordem de outros interesses, como os ligados a lutas contra discrimina-ções de gênero, étnicas, de geração ou culturais. Assim, na sociedade contemporânea, tanto quem vive nas zonas ur-banas, como quem vive nas zonas rurais, organiza-se em torno de seusinteresses particulares e orma os mais diversos movimentos sociais.Não negamos a dierença quanto ao ritmo de vida existente pa-ra quem mora no campo e para quem vive na cidade. Por exemplo:quem mora na cidade sempre se assusta, num primeiro momento, comos horários que as pessoas da zona rural acordam, almoçam e jantam,pois, na maioria das vezes, isso ocorre sempre mais cedo, em compa-ração à vida urbana. A comparação contrária também é verdadeira: quem sempre morouno campo ca alucinado com o número de pessoas nas ruas, com aquantidade de carros, de prédios e da corrida contra o tempo de quem vive nas cidades.Dierenças entre o campo e a cidade existem e, certamente vãomuito além destes dois exemplos acima, mas há também um elementoque une essas duas ormas de vida aparentemente distintas: o ato deque tanto o trabalhador da cidade como o do campo e seus pequenosprodutores, para obter a sua sobrevivência,submetem-se às regras eleis da produção de mais-valia. Os primeiros quando vendem sua or-ça de trabalho no mercado, os segundos quando têm a sua produçãosujeitada às demandas e obrigações impostas pelas leis de mercado ca-pitalista e da prioridade dos interesses dos capital urbano.Sendo assim, boa parte dos movimentos sociais que se organizama partir desta realidade social nasce ou se relaciona, direta ou indireta-mente, com questões ligadas à estrutura de classes e aos confitos deinteresses entre as diversas classes e rações de classe. Isto pode serobservado, por exemplo, no movimento eminista, onde demandas pe-lo m do machismo estão ao lado de reivindicações pela redução daexploração no trabalho. O mesmo pode ser observado em movimen-tos como o dos negros no Brasil, onde a luta contra a discriminaçãopor cor da pele está associada a demandas por emprego e escolarida-de. Ou, ainda, quando se vê, no movimento social que luta por terra,surgir a organização das mulheres exigindo dos “homens sem-terra”tratamento igualitário dentro da organização do próprio movimento.Os movimentos caracterizam-se por reivindicações dierentes, masa idéia do movimento social como orma de organização coletiva é ex-tremamente importante neste sistema, pois é a partir deles que se con-segue suprir determinadas necessidades dos mais diversos grupos.
Classes Sociais:
com aconsolidação do capitalis-mo segundo Karl Marx, es-tabeleceu-se o confito e acontradição, principalmen-te, entre os interesses deduas classes sociais unda-mentais neste sistema. Es-tamos alando da burguesia(composta pelos indivídu-os que detêm os meios deprodução e o capital) e doproletariado (classe traba-lhadora que necessita ven-der a sua orça de traba-lho em troca de salário, pornão deter os meios de pro-dução e capital).

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