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 A rosa do povo despetala-se,ou ainda conserva o pudor da alva? E um anúncio, um chamado, uma esperança embora frágil, pranto infantil no berço?Talvez apenas um ai de seresta, quem sabe.Mas há um ouvido mais fino que escuta, um peito de artista que incha,e uma rosa se abre, um segredo comunica-se, o poeta anunciou,o poeta, nas trevas, anunciou.
ISBN 85-01-02597-6
 
A ROSA DO POVO"Uma poesia marcada pelo momento histórico." É assimque o crítico Annio Houaiss qualifica a poesia de CarlosDrummond de Andrade reunida em
 A Rosa do Povo,
livroescrito durante a II Guerra Mundial, publicado em 1945 e jamaisreeditadoisoladamente. Se a sua repercussão na época foi imensa, quasequarenta anos depois podemos dizer que ele não perdeu o vigor da emoção poética e a atualidade nervosa.Saindo de novo a público,
 A Rosa do Povo
 propõe omesmo debate inesgotável sobre a situação do artista no mundo esua posição em face dos problemas políticos e sociais do seutempo. Drummond tomou posição e manteve-se fiel a seuidrio, embora reconhecendo a facia de ilues que semisturavam a perenes interesses de justiça, liberdade e paz. Aolado disso, o livro é de intenso lirismo existencial.
Este livro, publicado em 1945, embora recebesse boa acolhida do público e da crítica, não teve mais nenhuma edição autônoma.Só veio a sair, depois, incorporado a volumes de poesiascompletas do autor.Quis a Record fazê-lo voltar à situação primitiva, como obraque, de certa maneira, reflete um "tempo", não só individualmas coletivo no país e no mundo. Escrito durante os anoscruciais da II Guerra Mundial, as preocupações então reinantessão identificadas em muitos de seus poemas, através daconsciência e do modo pessoal de ser de quem os escreveu.Algumas ilusões feneceram, mas o sentimento moral é omesmo — e está dito o necessário.C.D.A.
 
OBRAS DO AUTOR NA RECORDProsa
CONTOS DE APRENDIZFALA, AMENDOEIRAA BOLSA & A VIDACADEIRA DE BALANÇOCAMINHOS DE JOÃO BRANDÃOO PODER ULTRAJOVEMDE NOTÍCIAS E NÃO-NOTÍCIAS FAZ-SE A CRÔNICAOS DIAS LINDOS70 HISTORINHASCONTOS PLAUSÍVEISBOCA DE LUAR O OBSERVADOR NO ESCRITÓRIOMOÇA DEITADA NA GRAMAO AVESSO DAS COISASAUTO-RETRATO E OUTRAS CRÔNICASSELETA EM PROSA E VERSOHISTÓRIAS PARA O REIA PALAVRA MÁGICAAS PALAVRAS QUE NINGUÉM DIZ
Poesia
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