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Bianca Edição Férias 05 - Ilusão de amor - Penny Jordan

Bianca Edição Férias 05 - Ilusão de amor - Penny Jordan

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Ilusão de amorIlusão de amor
(Desires Captive)
Penny Jordan
 
Copyright: Penny Jordan Título original: “Desires Captive” Publicado originalmente em 1983 pela Mills & BoonLtd., Londres, Inglaterra Tradução: Rilda LorchCopyright para a língua portuguesa: 1983. Abril
S.A.
Cultural – São PauloEsta obra foi integralmente composta e impressa na Divisão Gráfica da Editora Abril
S.A.
Foto da capa: Bik Press
Digitalização: Márcia GomesRevisão: Cris VeigaEste Livro faz parte do Projeto-Romances,
1
 
sem fins lucrativos e de fãs para fãs.A comercialização deste produto é estritamenteproibida
CAPÍTULO I
 –
Sharon, minha querida, você está maravilhosa. Muito parecida comsua mãe!Sob o orgulho das palavras do pai, havia uma nota de sofrimento, eSharon sabia a razão.Por muito tempo eles tinham vivido afastados; praticamente desde amorte da mãe, quando ela era uma garota de doze anos e o pai um viúvoinconsolável de quarenta. Mas agora tudo havia passado e os dois estavamnovamente juntos, ambos encantados com a recém recuperada camaradagem.– Gosta mesmo? – perguntou, rodando diante do pai, a farta saia demusselina flutuando em torno do corpo. Aquele vestido custara absurdamentecaro! Ela o comprara em Londres, especialmente para aquela ocasião, quandocomeçavam as férias juntos. Entretanto, na véspera da partida para Roma, osr. Wykeham a tinha avisado que, de Roma, ele teria que ir aos EstadosUnidos, e que só alguns dias mais tarde se encontrariam em sua
villa
no sul daItália.– Gosto muito! – respondeu Richard Wykeham. – Mesmo depois de saberquanto custou – brincou, olhando encantado para a filha, até pouco tempoatrás uma adolescente rebelde, agora transformada numa mulher realmentedeslumbrante. E tudo acontecera depressa demais. Sentia-se muito orgulhosoda filha, que quase perdera por causa de sua amargura com a morte da esposaadorada. Ele tinha se esquecido de que Sharon também havia perdido a mãe, eagora seu arrependimento se revelava nos mimos que lhe fazia.– Estou aborrecido por causa de nossas férias, querida. Mas, se tivermossorte, ficarei só alguns dias em São Francisco. Você, pelo menos, aproveitará anoite de hoje. O
signor 
Veldini parece ter convidado metade da sociedade deRoma.– Para impressionar você, papai, e convencê-lo a investir nos negóciosdele.A pele muito clara, os cabelos castanho-avermelhados e os belos olhosverdes, ela herdara da mãe, além de um corpo tão esguio que faria inveja auma modelo. Olhando-a, Richard Wykeham pensou que não era de admirar queestivesse sempre rodeada de admiradores.– Não faz mal, papai – disse ela, enquanto saíam do quarto do hotel. –Não quero que fique lamentando a noite toda por não poder vir comigo. Essesdias de lamentações acabaram.– Nunca deveriam ter existido. Se eu não estivesse tão envolvido emmeus negócios...– Nós combinamos não comentar mais o passado – lembrou Sharon, osbelos olhos verdes repentinamente sombrios, ao pensar em sua adolescênciasolitária e na dor que sentira ao perder a mãe e ser rejeitada pelo pai.Um automóvel já estava à espera para levá-los à luxuosa
villa
do sr.Veldini, num dos subúrbios mais elegantes de Roma.
2
 
Enquanto atravessavam a cidade, ela olhou o rosto do pai. Tinhaesperado com ansiedade por aquelas férias em companhia dele, a primeira quepassariam juntos depois da morte da mãe. O pai sempre lhe dera as melhoresescolas, as melhores governantas, mas isso não bastava. Tentando chamar aatenção dele, ela se envolvera em várias confusões. Só há um ano, desde seuvigésimo aniversário, havia abandonado o grupo de jovens com que costumavaandar. Eram jovens que, como Sharon, tinham pais bem-sucedidos, e queagora estavam dispostos a gastar o dinheiro da família.“Quando os pais descobrirão que os filhos precisam de amor, não dedinheiro?”, pensou. A principal razão de sua rebeldia era realmente obrigarRichard a prestar atenção nela. E foi preciso que um de seu grupo morressevitimado pelas drogas para que ela percebesse o que lhe estava acontecendo eforçasse uma aproximação com o pai. Nem acreditou quando elecorrespondeu.Naqueles últimos doze meses tinha havido menos visitas a lojas deroupas e menos festinhas malucas de fim de semana. Em vez disso, cada vezmais, Sharon se envolveu nos negócios do pai. A política de suas companhiasera dar um ótimo atendimento social aos empregados e, encorajada pelo pai,Sharon se dedicou à organização de um departamento destinado a darassistência às famílias onde um dos pais faltava. Aquilo falava tanto ao seucoração que ela se atirou ao trabalho com todo amor.Sabia que o pai estava muito satisfeito. Muitos amigos dos velhostempos a criticavam, lembrando da antiga Sharon, sempre pronta para osprogramas mais loucos, sempre a mais animada das festas.Mas isso tinha sido antes dela perceber que estava andando numacorda bamba. Em sua antiga roda, era comum o uso de bebidas e drogas,embora Sharon sempre tivesse evitado se envolver com isso; não por objeçãomoral, mas simplesmente por ver seu efeito em outros e não ter a menorvontade de perder o autocontrole. Uma coisa que a assustava era a perda deseu poder de decisão. Talvez por isso, também nunca se envolveu com os rapazes que aassediavam. Nenhum deles sabia que ela ainda era virgem. Cada um pensavaque era o único a não ter conseguido uma relação mais íntima. Era uma lendaque ela ajudava a alimentar, sabendo que, assim, eles não comentariam nada,com medo de serem ridicularizados.Nem mesmo o pai sabia que os boatos que corriam sobre ela nascolunas sociais não passavam mesmo de boatos, e Sharon sentia timidez emtocar no assunto. Mas achava que ele estava começando a imaginar a verdade.Na semana anterior, surpreendera um brilho divertido nos olhos de Richard,quando foi obrigada a descer de um táxi, para escapar dos braços do filho deum adido da embaixada da França...Sharon queria que o pai guardasse uma boa lembrança dela naquelanoite. Tinha se vestido com todo o cuidado para a festa. O vestido demusselina branca era bem decotado; usava os diamantes que haviampertencido à mãe: brincos, colar e pulseira, do branco mais puro, cintilandocontra a pele de cetim; tinha feito para a ocasião um coque frouxo, e fios decobre dos belos cabelos escapavam na nuca.A
villa
dos Veldini estava feericamente iluminada, e um emprega douniformizado abriu a porta do carro, quando chegaram.Muito
fin-de-siecle
sir Richard comentou baixinho para filha,
3

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