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PEQUENAS EMPRESAS: um estudo sobre mortalidade e estabilidade

PEQUENAS EMPRESAS: um estudo sobre mortalidade e estabilidade

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Este artigo refere-se ao universo das Pequenas e Médias Empresas relacionando a Taxa de Mortalidade.
Este artigo refere-se ao universo das Pequenas e Médias Empresas relacionando a Taxa de Mortalidade.

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Published by: Josney Freitas Silva on Feb 22, 2008
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PEQUENAS EMPRESAS: um estudo sobre mortalidade e estabilidade – Parte I
As Pequenas Empresas (PEs) sempre exerceram um papel proeminente na economia de seus países
1
. Essaimportância pode ser verificada perante vários aspectos como: contribuição significativa na geração do produto nacional;absorção de mão-de-obra, inclusive a menos qualificada; flexibilidade locacional, desempenhando importante papel deinteriorização do desenvolvimento; caráter predominantemente nacional, pois há utilização absoluta do capital privadonacional; desempenho de atividades de auxílio às grandes empresas, como distribuição e fornecimento, atividades as quaisefetuaria com pouca eficácia
2
.Para certas atividades econômicas, do ponto de vista econômico-social, as Pequenas e Médias Empresas (PMEs)são mais eficazes que as grandes, no entanto, os índices de mortalidade das PEs são elevados. Os motivos podem ser deordem externa ou interna. Externamente, o que ocorre é que os preços de compra são impostos pelos fornecedores e os devenda pelos cliente, assim as PEs acabam sendo esmagadas no meio desse “sanduíche”. Quanto aos motivos internos
3
,destacam-se a baixa capacidade de adaptação a mudanças no ambiente, a estreita vinculação empresa-empresário, os poucosrecursos financeiros, o proprietário sem formação adequada. Este ultimo, acaba criando problemas infindáveis para aempresa como ausência de objetivos, estrutura organizacional informal e inadequada, ausência total de sistemasadministrativos e de controles, decisões centralizadas no empresário e liderança autocrática, baixo nível de informaçãosobre o mercado e sobre a concorrência, falta de previsões de venda e de resultados confiáveis, ações da empresa voltadasexclusivamente para vendas e finalmente, má gestão financeira, de estoques e da atividade produtiva.No primeiro trimestre de 2004, o SEBRAE realizou uma pesquisa nacional, para a avaliação das taxas demortalidade das Micro e Pequenas Empresas (MPEs)
4
 brasileiras e os fatores condicionantes da mortalidade, para o Brasil eas cinco regiões, referentes às empresas constituídas e registradas nos anos de 2000, 2001 e 2002, com base em dadoscadastrais das Juntas Comerciais Estaduais, revelando que 49,4% encerraram as atividades com até 02 (dois) anos deexistência, 56,4% com até 03 (três) anos e 59,9% não sobrevivem além dos 04 (quatro) anos. Dados e informações deempresas extintas e em atividade foram levantados, especialmente considerando-se que são constituídas no Brasil,anualmente, em torno de 470 mil novas empresas.De acordo com esta pesquisa, conforme se observa na Tabela 1, encontram-se em primeiro lugar entre as causas dofracasso questões relacionadas a falhas gerenciais, expressas nas razões: falta de capital de giro (indicando descontrole defluxo de caixa), problemas financeiros (situação de alto endividamento), ponto inadequado (falhas no planejamento inicial)e falta de conhecimentos gerenciais. As causas econômicas conjunturais aparecem em segundo lugar, como falta declientes, maus pagadores e recessão econômica no País, ressaltando que o fator “falta de clientes” pressupõe, também,falhas no planejamento inicial da empresa. Falta de crédito bancário é outra causa indicada, com 14% de citações. Asfalhas gerenciais podem ser relacionadas à falta de planejamento na abertura do negócio, o que leva o empresário a nãoavaliar de forma correta dados importantes para o sucesso do empreendimento antecipadamente, como a existência deconcorrência nas proximidades e a presença potencial de consumidores na localidade do ponto escolhido, além de outrosfatores.
 
 Josney Freitas Silva
é graduado em Matemática pela UNESP, pós-graduado em Gestão de Pequenas eMédias Empresas e MBA em Gestão Empresarial Estratégica pela USP. Professor das disciplinas“Métodos Quantitativos”, “Sistemas de Informações Gerenciais” e “Administração Estratégica” naUEMG, campus de Frutal-MG e consultor externo do SEBRAE/MG.
1
 
ALBUQUERQUE, A. F.
Gestão estratégica das informações internas na pequena empresa:
estudo comparativo de casos em empresas do setor deserviços (hoteleiro) da região de Brotas-SP. 2004. 209 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção) – Escola de Engenharia de São Carlos,Universidade de São Paulo, São Carlos, 2004.
 
2
 
BERALDI, L. C.
Pequena empresa e tecnologia da informação:
recomendações e roteiro de aplicação para melhoria da competitividade dos fabricantesde móveis do pólo moveleiro de Mirassol – SP. 2002. 283 f. Tese (Doutorado em Engenharia Mecânica) – Escola de Engenharia de São Carlos,Universidade de São Paulo, São Carlos, 2002.
 
3
 
SANCHES, M. A. G.
 A influência dos estilos de gestão nas estratégias de inovação em pequenas empresas:
um estudo multicasos de pequenasempresas do Pólo Tecnológico de São Carlos – SP
.
2005. 145 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção) – Escola de Engenharia de SãoCarlos, Universidade de São Paulo, São Carlos, 2005.
 
4
 
SEBRAE – NACIONAL. Fatores condicionantes e taxa de mortalidade de empresas no Brasil. Brasília: SEBRAE/NA, ago. 2004. 56 p.
 

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