Diretores
: Adelar Breitenbach e Jerônimo Breitenbach
Jornalista responsável:
Clóvis Machado
Editor:
Carlos Roberto Grün
Redação:
Carlos Roberto Grün e João Lourenço Pires
Diagramação/Arte:
Eduardo Henrique Neuhaus
Periodiciade:
Semanal
Impressão:
Diário Serrano - Cruz Alta/RS Fone: (55) 3321-1806
Edição concluída às: 20:01
Os conceitos e opiniões assinadas são de responsabilidade do colunista.
ASSINATURA:
Anual:.......................R$ 85,00Semestral:.................R$ 50,00Correio (anual):........R$ 150,00
Filiado à AdjoriAssociação dosJornais do Interior doRio Grande do Sul
Fundado em 19 de abril 1997
Fone/Fax: (55) 3522-1030atosefatos@difusoraceleiro.com.br
Adelar Breitenbach & Cia Ltda.Inscrição Estadual: 148/0046733 - CNPJ 04.480.825/0001-01 Av. Santos Dumont, 240 - CEP 98600-000 - Três Passos/RS
2
•
Sábado, 24 de outubro de 2009
OPINIÃO
Atos e Fatos
Jornal
Existe relação entre uvas,vinhos e longevidade?
Salve! Salve! Professor!
Fugaz
“Se não fosse imperador, desejaria ser professor.Não conheço missão maior e mais nobre que a de di-rigir as inteligências jovens e preparar os homens dofuturo.” (D. Pedro II)Pois é! Ainda que atrasado, minha homenagem aos professores. Dizem tantas coisas do professor... Di-zem... sem saber o que falam. Dizem: O material es-colar mais barato que existe na praça é o professor!Onde e quando realmente o professor vai acertar?O que fazer.....O professor está sempre errado...Dizem: Se é jovem, não tem experiência. Se é ve-lho, está superado.Se não tem automóvel, é um pobre coitado. Se temautomóvel, chora de “barriga cheia’.Se fala em voz alta, vive gritando. Se fala em tomnormal, ninguém escuta.Se o professor não falta ao colégio, é um ‘caxias’.Mas se precisa faltar, é um ‘turista’.Pô! Se conversa com os outros professores,está ‘malhando’ os alunos. Se não conversa, é umdesligado.Se dá muita matéria, não tem dó do aluno. Se dá pouca matéria, não prepara os alunos.Se brinca com a turma, é metido a engraçado. Senão brinca com a turma, é um chato.Se chama a atenção, é um grosso. Se não chama aatenção, não sabe se impor.Se a prova é longa, não dá tempo. Se a prova é cur-ta, tira as chances do aluno.Se escreve muito, não explica. Se explica muito, ocaderno não tem nada.Se fala corretamente, ninguém entende. Se fala a‘língua’ do aluno, não tem vocabulário.Se exige, é rude. Se elogia, é debochado.Se o aluno é reprovado, é perseguição. Se o alunoé aprovado, deu ‘mole’.Fala sério!É! O professor está sempre errado, mas, se conse-guiu ler até aqui, agradeça a ele! ,Professor! Parabéns! Parabéns! Parabéns!&&&É! Ele, o professor nunca vai agradar a todos, masquem quiser, com certeza, aprenderá muito com ele!&&&
Deixo meu abraço para a professora GiovanaPfitscher e para o professor Carlos Kunde, e emnome destas feras do ensino, estendo meu abraçopara todos os professores!
Mesmo entre aqueles que não são apaixonados porflores é difícil não encontrar quem não goste de or-quídeas. Elas são imponentes, tem um colorido impe-cável e um perfume sutil. É uma flor de classe. Pre-sentear com uma orquídea é fazer a pessoa homena-geada sentir-se única.Idealizei certa época que uma boa atividade para aaposentadoria seria ter um orquidário. Eu que nuncatinha cuidado de uma única orquídea e já queria um jardim inteiro só delas. Contemplaria a perfeição emdose multiplicada. Isto porque eu supunha há anosatrás que chegaria junto com o lazer, o tempo emque a força das pernas e o ímpeto por aventuras, via-gens, mudanças arrefeceria e eu finalmente me vol-tasse para admirar o belo das pequenas coisas. A de-licadeza da orquídea só se compara em intensidadecom a sua fugacidade. Ela floresce somente algumassemanas durante o ano e depois lá se vão longos me-ses de cuidado e atenção até que nos dê o ar da gra-ça novamente. Trabalho e paciência para ser usufruí-do num pequeno espaço de tempo.Assim como a orquídea, um vinho de boa safra, uma comida que só se faz em determinadas ocasiões,são exemplos de coisas especiais.Existem pessoas que passam pela nossa vida du-rante um período curto e deixam um rastro de come-ta a iluminar o céu da nossa existência, a nos inspirare deixar saudade por um longo tempo, ansiados portê-las novamente.Outros são como os alegres e simpáticos beijinhos,florzinhas que nascem quase espontâneas nos jardins.A gama multicor invade nossa retina e está sempreesparramada por todos os cantos sem pedir licença.Um galhinho na terra, água, sol e elas explodem emvida o ano todo. Em algumas rodovias há tapetes de-les margeando-as, para deleite do viajante.Momentos marcantes são como orquídeas. Fuga-zes. Mas as circunstâncias também podem ser comoos beijinhos. Disponíveis, sempre dispostos a se tor-narem significativos a cada momento da nossa vida,bastando que nos disponhamos a dar uma olhadinha eeles estão ali, prontos a nos alegrar.Prazeres especiais são fugazes, como a vida o é.Acontecem num átimo. Podemos passar um longotempo à espera deles ou usufruir dos pequeninos, dia-a-dia, mas não menos belos. Quando já não se espe-ra lá estão eles, os especiais, a brindar-nos com suaintensidade e exuberância. E a gente nem viu o tem- po passar.
Pesquisadores de Harvard demonstraram que algu-mas pequenas moléculas presentes nos vegetais conse-guem concentrar os efeitos da restrição calórica pro-longando o tempo de vida de certos fungos em até70% e protegendo células humanas dos efeitos letaisdas radiações ionizantes. Tais moléculas pertencemà família dos polifenóis, substâncias encontradas em uvas, vinho tinto, óleo de oliva e outros alimentos.Outra pesquisa realizada em Boston, permitiu de-monstrar que, nos fungos, essas moléculas agem pormeio da ativação de um gene chamado SIR2. A ativa-ção desse gene resulta em aumento da longevidade dofungo. E mais: se retirarmos o gene SIR2 do fungo eo submetermos à restrição calórica, não acontece o es- perado aumento de longevidade, demonstrando ser eleessencial ao controle de duração da vida.Nas células humanas também, graças à ação dos polifenóis sobre um gene análogo àquele existente nosfungos, batizado como SIRT1. Procurando novas mo-léculas com propriedades semelhantes às dos polife-nóis, o grupo de Boston identificou mais 15 compos-tos. O mais potente deles é o resveratrol, encontradona uva e no vinho tinto, substância capaz de potencia-lizar a atividade do gene SIRT1 humano. Essa capa-cidade do resveratrol em ativar o gene SIRT1, ligadoà longevidade, tem sido invocada para explicar o pa-radoxo francês: a constatação de que, apesar da die-ta rica em gordura, os franceses apresentam 40% me-nos ataques cardíacos do que os americanos, diferençaclassicamente atribuída pelos epidemiologistas ao con-sumo generalizado de vinho tinto na França.Então, qual seria a lógica para a natureza conservarna evolução de espécies tão diversas quanto fungos ehomens, genes cuja ativação prolonga a longevidadedas células? Por que razão compostos como o resve-ratol produzidos em plantas ativariam esses genes emanimais? O Dr. T. Dobzhansky, um dos mais influen-tes geneticistas do século, décadas antes dessas experi-ências terem sido realizadas, já dizia: “Nada na Biolo-gia faz sentido, exceto à luz da evolução”. Genes ca- pazes de interromper o processo de envelhecimento e,conseqüentemente, de aumentar a longevidade entra-riam em ação nos momentos de estresse, como aque-le representado pela falta de alimentos, por exemplo.Na seleção natural, indivíduos portadores dessesgenes provavelmente levaram vantagem reprodutivasobre os que envelheciam mais rapidamente quandoas condições do meio se tornavam desfavoráveis. Damesma forma, as plantas capazes de sintetizar com- postos dotados da propriedade de ativar esses mesmosgenes, nas fases de estresse ocasionado pela falta deágua ou nutrientes no solo, também levaram vanta-gem seletiva.Como todos os seres vivos descendem de ancestraiscomuns, não é de estranhar que os animais se benefi-ciem da ação desses compostos ao ingeri-los sob a for-ma de cacho de uvas, azeite de oliva ou copo de vinho.
Leave a Comment