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Neoplasia, Cancer, fisiopatologia do

Neoplasia, Cancer, fisiopatologia do

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Apostila do INCA, sobre neoplasias e sua formação molecular a celular.
Fisiopatologia do câncer
Apostila do INCA, sobre neoplasias e sua formação molecular a celular.
Fisiopatologia do câncer

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Fisiopatologia do câncer
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    F    i   s    i   o   p   a    t   o    l   o   g    i   a    d   o   c    â   n   c   e   r  –    C   a   p    í    t   u    l   o    2
Políticas públicas de saúde 
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INTRODUÇÃO
Neste capítulo, pretende-se abordar de forma sintética as alterações morfológicas e fun-cionais apresentadas pelas células dos tumores malignos. Para tanto, com o propósito de faci-litar a compreensão dessas alterações, assinalam-se alguns postulados referentes ao compor-tamento biológico das células normais.As células normais de todo organismo vivo coexistem em perfeita harmonia citológica,histológica e funcional, harmonia esta orientada no sentido da manutenção da vida. De acor-do com suas características morfológicas e funcionais, determinadas pelos seus próprios códi-gos genéticos, e com sua especificidade, as células estão agrupadas em tecidos, os quais for-mam os órgãos.Os mecanismos que regulam o contato e a permanência de uma célula ao lado de ou-tra, bem como os de controle do seu crescimento, ainda constituem uma das áreas menos co-nhecidas da biologia. Sabe-se que o contato e a permanência de uma célula junto à outra sãocontrolados por substâncias intracitoplasmáticas, mas ainda é pouco compreendido o meca-nismo que mantém as células normais agregadas em tecidos. Ao que parece, elas se reconhe-cem umas às outras por processos de superfície, os quais ditam que células semelhantes per-maneçam juntas e que determinadas células interajam para executarem determinada funçãoorgânica.Sabe-se também que o crescimento celular responde às necessidades específicas do cor-po e é um processo cuidadosamente regulado. Esse crescimento envolve o aumento da massacelular, duplicação do ácido desoxirribonucléico (ADN) e divisão física da célula em duas célu-las filhas idênticas (mitose). Tais eventos se processam por meio de fases conhecidas como G1- S - G2 - M, que integram o ciclo celular.Nas células normais, restrições à mitose são impostas por estímulos reguladores queagem sobre a superfície celular, os quais podem resultar tanto do contato com as demais célu-las como da redução na produção ou disponibilidade de certos fatores de crescimento. Fatorescelulares específicos parecem ser essenciais para o crescimento celular, mas poucos deles sãorealmente conhecidos.É certo que fatores de crescimento e hormônios, de alguma forma, estimulam as célulaspara se dividir. Entretanto, eles não têm valor nutriente para as células nem desempenham umpapel conhecido no metabolismo. Presumivelmente, apenas sua capacidade de ligar-se a re-ceptores específicos de superfície celular os capacita a controlar os processos celulares.O mecanismo de controle do crescimento celular parece estar na dependência de fatoresestimulantes e inibidores, e, normalmente, ele estaria em equilíbrio até o surgimento de um es-tímulo de crescimento efetivo, sem ativação do mecanismo inibidor. Tal estímulo ocorre quan-do há exigências especiais como, por exemplo, para reparo de uma alteração tissular. As célu-las sobreviventes se multiplicam até que o tecido se recomponha e, a partir daí, quando ficamem íntimo contato umas com as outras, o processo é paralisado (inibição por contato).Em algumas ocasiões, entretanto, ocorre uma ruptura dos mecanismos reguladores damultiplicação celular e, sem que seja necessário ao tecido, uma célula começa a crescer e divi-dir-se desordenadamente. Pode resultar daí um clone de células descendentes, herdeiras des-sa propensão ao crescimento e divisão anômalos, insensíveis aos mecanismos reguladores nor-mais, que resulta na formação do que se chama tumor ou neoplasia, que pode ser benigna oumaligna. A carcinogênese refere-se ao desenvolvimento de tumores malignos, estudada combase nos fatores e mecanismos a ela relacionados.

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