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Paradigma sociocritico [PV]

Paradigma sociocritico [PV]

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07/10/2013

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“La finalidad de la ciencia no ha de sersolamente explicar y comprender larealidad, aunque ello sea necesario, sinocontribuir a la alteración de la misma.Maria Pilar Cos Bravo «InvestigaciónEducativa»
A diversidade de denominações aplicada a trabalhos deinvestigação educativa comprova a existência de múltiplas formas delinguagem e gicas subjacentes que provocam, geralmente, aconfusão, ao invés, da segurança que o acesso ao conhecimento deveencerrar (Bravo, 1998). Toda esta diversidade tem por detrás de sivisões ontológicas distintas apoiadas em princípios teórico-filosóficosque suportam diferentes correntes de investigão. SegundoCoutinho (1995) os paradigmas de investigação constituem o sistemade pressupostos e valores que guiam a pesquisa, determinando asvárias opções que o investigador terá de tomar no caminho que oconduzirá rumo às “respostas” ao “problema/questão”a investigar.A investigação educativa tem vindo a desenvolver-se em doisgrandes pilares metodológicos, o quantitativo e o qualitativo. Noentanto, surgiu um novo campo de investigação que, segundo JürgenHabermas (
in
Coutinho, 1995:79), constitui uma abordagem críticapois desafia tanto o reducionismo do paradigma positivista como oconservadorismo do paradigma qualitativo/interpretativo nainvestigão em ciências da educão. Esse novo campo é oparadigma sócio-crítico.De referir que o existem barreiras estanques entre estesparadigmas, e se, com efeito, os paradigmas foram surgindo emreacção às faltas de respostas ou limitações do outro, não é menosverdade que os três paradigmas vão, ainda assim, co-existindo nocampo da investigação. Maria Pilar Bravo refere:
La teoría interpretativa y la crítica han sido los focos polarizadores delas inquietudes humanistas ante el creciente influjo del modelopositivista en el âmbito de las ciências humanas y sociales. Lacoexistencia de estos tres enfoques es la característica ssobreliente que define la situacn actual de la investigacneducativa (Bravo, 1998: 44
).Identificamos o início da Teoria Crítica na tradição aledaescola de Frankfurt como sendo uma corrente que engloba filosofiasoriundas do marxismo e tem o seu apogeu em 1965 - 1975. Esta
 
teoria pretende ser uma alternativa aos modelos teóricos deinvestigação dominantes: o positivista ou quantitativo e ointerpretativo ou qualitativo. Os primeiros nomes representantesdesta corrente crítica são Adorno, Marcuse e Horkheimer: «Para ellosla ciencia se convertia en una ideologia, en un modo producidoculturalmente y socialmente respaldado que, a su vez, configuraba ydirigia la acción social.» (Bravo, 1998: 51). No entanto, foi JürgenHabermas, sucessor de Horkheimer, que, segundo a referida autora,conseguiu de forma hábil e criativa articular a história das ideias e ateoria, numa teoria crítica do conhecimento (1998: 51).Segundo Rubio (
in
Bravo, 1998: 51), a teoria crítica alicerça-se noprojecto intelectual de recuperar elementos do pensamento social,como valores, juízos e interesses, para integrá-los numa novaconcepção de ciência social que mantenha um conceito rigoroso doconhecimento objectivo no estudo da vida humana e social. Asprincipais características deste paradigma centram-se no facto de oconhecimento o ser considerado neutro. Da mesma forma, oinvestigador não pode ser encarado como um sujeito objectivo queestuda fotograficamente a realidade ou o sujeito empenhado queinterpreta os factos reais que vê. De facto, a teoria da ciência socialcrítica versa sobre uma praxis social e exige uma participação doinvestigador na acção social, isto é, que os participantes se tornem seconvertam em exploradores. Esta característica distingue-a muitoclaramente das posições positivistas e interpretativas. O investigadorobjectivodas ciências naturais e o observador em atitude deempatia da ciência interpretativa podem unicamente captar o exteriorda acção ao permanecerem de fora da organização da autoreflexão(Bravo, 1998: 53).O grande valor desta teoria centra-se na importância dada aoconceito de ideologia, originando, assim, uma conseqnciainovadora: a visão activa e interventiva que impele à mudança. Anoção de que qualquer explicação da realidade oferecida pela ciênciadeve ser objectiva e neutra é posta em causa pela teoria sócio-crítica.Pelo contrário, na teoria sócio-crítica, o conhecimento constrói-sesempre por interesses que partem de necessidades naturais daescie humana e que se configuram por condições históricas esociais. Desta forma, e a título de exemplo, esta teoria é de particularinteresse aos estudos feministas ou aos estudos da narrativaautobiográfica afro-americana, pois, permite e valoriza a participaçãodos sujeitos na transformação social. A este respeito, Sofia Neves eConceição Nogueira referem:
 
«Porque as metodologias feministas são metodologias comprometidascom valores e ideologias, logo profundamente intervencionistas, nãopodem deixar de estar ao serviço da mudança social.» (2005: 9
).O interesse emancipatório pretende a autonomia racional elibertadora do homem. O tipo de conhecimento que se gera é auto-reflexivo e espefico das ciências críticas. É nesta linha depesamento que Maria Pilar Bravo afirma:
« La misión de las ciencias críticas es disolver las limitationes socialesestructuralmente impuestas, haciendo que los mecanismos causalessubyacentes sean visibles para aquéllos a quienes afectan, a fin depermitirles una superación de los problemas sociales.» (Bravo, 1998:52
).O objectivo da teoria crítica é a formação do cacter noshábitos de reflexão, elemento imprescindível para a produção decultura científica. A teoria forma com a prática um todo inseparável. Todos os feitos são analisados desde uma perspectiva teórica e daacção. A acção é a base da teoria e possibilita a consciência crítica eo desenvolvimento cultural. A teoria não pode alhear-se da realidade,ela constitui parte da acção. Assim, pode dizer-se que participa deuma epistemologia construtivista, no sentido em que o conhecimentose desenvolve mediante um processo de construção e reconstruçãoda teoria e da prática. Desta forma, e apesar de a um velmetodogico existirem algumas parecenças com o paradigmaqualitativo, a inclusão da componente ideogica confere aoparadigma crítico um cariz muito mais interventivo e no proliferar demetodologias de investigão que se agruparam em torno dadesignação geral de “investigação-acção” (Coutinho, 1995: 80).A metodologia que se adopta no paradigma crítico é a críticaideológica enquanto forma de libertação das limitações e das formasde vida sociais estabelecidas. Esta corrente também se incorpora deprocedimentos metodogicos da psicanálise. A auto-reflexão,conhecimento interno e personalizado, permitirá ter consciência decomo a história e a biografia contribuem na forma de cada um se ver,nos seus papéis e nas expectativas sociais
1
.A postura sócio-crítica distancia-se grandemente dospressupostos dos paradigmas anteriores. Do ponto de vista crítico, a
1
Note-se a importância que William Pinar confere a este procedimento nodesenvolvimento do seu método
currere
, o método autobiográfico.
Segundo este
curriculista, o nosso trabalho pedagógico é, simultaneamente, autobiográfico epolítico (Pinar, 2007: 21).

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