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QUINZENÁRIO INDEPENDENTE AO SERVIÇO DAS COMUNIDADES DE LÍNGUA PORTUGUESA
1
a
Quinzena de Outubro de 2009Ano XXX - No. 1072 Modesto, California$1.50 / $40.00 Anual
 
Três Homens,Três Destinos
www.portuguesetribune.com www.tribunaportuguesa.com portuguesetribune@sbcglobal.net
José Sócrates
 
-
 
o povo português mais umavez lhe deu uma vitória nas eleições legislativas,esta com maioria relativa. Esperemos que pros-siga com o espírito reformador como em 2005,de que tanto Portugal precisa.
Hélio Beirão-
o maior Mestre da Viola da Terraou Viola da Terceira, como também lhe chamam, estánomeado para o
 National Endowment for the Arts Na-tional Heritage Fellowship
. Um grande orgulho para anossa comunidade. Pág. 28
António Costa Moura-
o novo Cônsul Ge-ral de Portugal em San Francisco, tomou posseno dia 21 de Setembro. Que objectivos terá e oque a Comunidade espera dele, brevemente sabe-remos. Pág. 2
GUSTINE em 1900’s
Páginas 14,15,16,18
 
2
1 de Outubro de 2009
SEGUNDA PÁGINA
Year XXX, Number 1072, Oct 1, 2009
 
Juventude... o futuro
EDITORIAL
 
COMUNICADO
O Consulado-Geral de Portugal emSan Francisco apresenta os seus me-lhores cumprimentos e tem a honrade comunicar que o Senhor Dr. An-tónio Costa Moura assumiu funçõesde Cônsul-Geral de Portugal emSan Francisco, no dia 21 de Setem- bro corrente.
Junto se envia a biograa do novo
Cônsul-Geral de Portugal em SanFrancisco.San Francisco, 25 de Setembro de2009.
BIOGRAFIA
ANTÓNIO MANUEL COELHODA COSTA MOURA Nasceu em 16 de Janeiro de 1963,no Porto; licenciado em Direito pelaUniversidade Católica Portuguesa; pós-graduado em Estudos Euro- peus e em Ciências da Informação pela mesma Universidade; adjuntodo Gabinete do Secretário de Esta-do Ajunto do Ministro da Agricul-tura, Pescas e Alimentação, em 15de Setembro de 1987; aprovado noconcurso de admissão aos lugaresde adido de embaixada, aberto em30 de Dezembro de 1989; adido deembaixada, na Secretaria de Esta-do, em 21 de Dezembro de 1990;adjunto do Gabinete do Ministro daAgricultura, Pescas e Alimentação,em Dezembro de 1990; adjunto doGabinete do Ministro dos NegóciosEstrangeiros, em 29 de Novembrode 1991; secretário de embaixada,na Secretaria de Estado, em 15 deDezembro de 1992; na Embaixadaem Luanda, em 20 de Julho de 1994;na Delegação Permanente junto daOrganização do Tratado do Atlânti-co Norte, em Bruxelas, em 8 de De-zembro de 1997; primeiro secretáriode embaixada, em 21 de Dezembrode 1998; conselheiro de embaixada,em 18 de Abril de 2002; na Secreta-ria de Estado, como substituto legaldo Chefe de Gabinete do Ministrodos Negócios Estrangeiros e dasComunidades Portuguesas, em 1 deSetembro de 2002; Director de Ser-viços do Gabinete de Assuntos Eco-nómicos, em 1 de Janeiro de 2004;Correspondente Europeu, Director de Serviços de Política Externa eSegurança Comum da Direcção-Geral de Política Externa, em 7 deDezembro de 2004; na Embaixadaem Paris, em 11 de Agosto de 2005;Cônsul-Geral em San Francisco, em21 de Setembro de 2009.
Ocial da Ordem do Infante D. Hen
-
rique; Ocial da Ordem da Repúbli
-ca da Tunísia.
Q
uem por sorte ouviu a entrevista bem conduzi-da pela Aida Barbosa ao Nelson Ponta-Garça,na KSQQ, na Terça-feira, 29 de Setembro, pôdeapreciar toda a capacidade deste jovem, que éimportante importante referir e não esquecer.Será com jovens como o Nelson e tantos outros que espa-lhados estão pela nossa comunidade, que esta prosseguiráno futuro.Esta juventude precisa urgentemente de tomar as rédeasdo “poder” de muitas organizações, para que possamos se-guir em frente, trazendo outros mais novos, que no futuroserão os seus líderes também.É importante que os mais idosos comecem a ajudar esta ju-ventude que está muito interessada em aprender com eles, pois foram os mais idosos, os responsáveis pela maioriadas muitas coisas boas que esta comunidade tem.Com este jornal já quase a ser imprimido, soubemos datriste notícia do falecimento do Padre Carlos Macedo. Elemorreu no dia 1 de Outubro, em Los Banos, na New Be-thany House.Padre Macedo nasceu a 30 de Novembro de 1924 em PontaDelgada, Ilha de São Miguel. Veio para a California comoestudante e foi para o Seminário Saint Patrick. Foi orde-nado em 1948 na Catedral de St. Mary em San Francisco,California, pelo Arcebispo John J. Mitty.A sua primeira missa foi dita na Igreja de St. Louis Ber-trand em Oakland, quando tinha apenas 24 anos de idade. Nessa Igreja conheceu Monsenhor John Silva, nascido emSão Jorge. Lá permaneceu por cinco anos. Na nossa próxima edição daremos mais informações àcer-
ca desta importante gura da Igreja Católica da Califor 
-nia.Paz à sua alma. jose avila
 
Já chegou o novo Cônsul - Geral   António Costa Moura 
 
3
COLABORAÇÃO
Memórias do Castelo
(2)
Tribuna da Saudade
Ferreira Moreno
V
aldemar Mota, estimado amigo
de longa data, em “Fortica
-ções da Ilha Terceira” (Sepa-rata do Instituto Histórico daIlha Terceira, 1993-1994), descreveu ser 
o Monte Brasil “um verdadeiro lão deforticações, fortes, cortinas, baluartes e
redutos. Todo este manancial tem o apoiograndioso do Grande Castelo, cidade inex- pugnável na defesa insuperável dos maresdos Açores e da própria terra açoriana. Por isso, encaixa-se perfeitamente nesta forta-leza ímpar o epíteto de Gibraltar Açoria-na, que lhe atribuiu o Marquês de Sá daBandeira.Efectivamente, o Grande Castelo com suas baterias e revelins sobre a cidade de An-gra, como que na prevenção de qualquer ataque por terra, foi sempre consideradocomo uma praça inacessível e uma das
mais poderosas forticações peninsula
-res”.Através dos tempos, e ainda hoje, há circu-lado a ideia de que esta enorme fortalezateria sido feita com o intuito de amedron-tar os moradores da ilha. Numa relação de 1709 enviada a D. JoãoV por António do Couto lê-se que o Caste-lo, em forma de cidadela, fora construídomais p’ra sujeitar a cidade de Angra que p’ra defendê-la”. (Arquivo dos Açores, Vo-lume XII, pg. 460).Embora não obliterando por completo talinsinuação, Valdemar Mota adiantou que,
na verdade, “agura-se pouco crível que
os espanhóis tenham levantado um dinos-sauro daquele tamanho e grandeza bélica
apenas com o receio de meia dúzia de sau
-dosistas antoninos, defensores da Causa Nacional e duma população saqueada,enxovalhada nos seus brios de liberdade,sem armas e sem líderes.Por isso, parece-nos mais real que D. Fi-lipe desejasse possuir no Atlântico umagrande feitoria, contra a qual não tivessem poderes nem inimigos, nem piratas nemexperimentados corsários, e assim pudes-se ter a bom recado, no resguardo segurís-simo dum castelo inacessível, as fabulosasriquezas e colossais fortunas, que as nause galeões traziam das partes das Índias deOriente e Ocidente”.Manuel Coelho Baptista de Lima (director do Arquivo Distrital de Angra nos meustempos de estudante), numa comunicaçãointitulada “Angra Universal Escala do Mar do Poente no Século XVI”, apresentada noColóquio Internacional realizado em An-gra em Agosto de 1983 e reproduzida novolume “Os Açores e o Atlântico, SéculosXIV-XVII”, publicado pelo Instituto His-tórico da Ilha Terceira em 1984, transmitiu preciosas informações àcerca do Castelo:“Por mandado do Cardeal D. Henrique em1567, que enviou aos Açores o arquitectoitaliano Tomasso Beneto de Pesaro, deu-se
início ao estudo da forticação dos mais
importantes pontos estratégicos das ilhas.Ao tempo, o arquitecto preconizara a forti-
cação do Monte Brasil, com a construção
duma grande fortaleza, tornando inacessí-vel o acesso, não só do lado da terra mastambém do mar, conferindo assim a dese- jada segurança à própria cidade de Angra.Este plano só teria seguimento após a con-quista da Terceira pelos espanhóis, ten-do sido autor do projecto o arquitecto denome João de Vilhena, de naturalidade ouespanhola ou portuguesa.A construção estaria já em curso em 1591, pois há notícia de que em 1597 as riquezastransportadas por uma armada, e avalia-das em mais de trinta milhões de ouro,haviam sido transferidas p’ró interior dafortaleza do Monte Brasil, embora Maldo-nado haja apontado o ano de 1601 comodata do lançamento da primeira pedra p’ràconstrução da fortaleza, cuja guarnição(no século 17) era constituída por cerca demil homens, alguns dos quais ali residiamcom as respectivas famílias”.Vitorino Nemésio (1901-1978), que à rodado Castelo passou a adolescência e o co-meço da mocidade, recordá-lo-ia nostal-gicamente num capítulo do Corsário dasIlhas...“Esta fortaleza de Angra, longe de ter ba-fejado um berço de cidade, foi uma garga-lheira pesada que lhe puseram ao colo. Assuas muralhas ciclópicas, o sistema de fos-sos exteriores, e uma segunda linha altero-sa de bastiões e de parapeitos, ainda hojemostram bem o cuidado de assegurar de-fesas totais do pináculo escolhido contra omar e contra a terra. Será difícil encontrar,
depois do Escorial, monumento lipino
mais expressivo que este castelo tentacu-lar, erigindo-se do meio do Mar Atlânti-co e perdurando nos poentes dos Açores
como um dos últimos sonhos dourados de
Filipe II, o Europeu”.A fechar, este par de quadras de Vitorino Nemésio:Ó Angra, tarro de leite,Estava quase a beber...Estrela do meu destino!Castelo do meu bem-querer!Ó Angra, nobre cidade,Que tens baraço e cutelo!Vê-se a croínha do PicoDas muralhas do Castelo.
of 00

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