importante era o controle dos custos locais deprodução.Tradicionalmente, o chefe de divisão na Light deveapenas se ocupar com o cumprimento das metasfísicas e com o gerenciamento de pessoal. Nenhumaferramenta de controle local de custos estádisponível, além das apropriações feitas paracontabilidade geral. O conceito de gerenciamento decada órgão como uma unidade produtivaindependente, com custos próprios que devem seranalisados e não apenas repassados, tem sidoraramente posto em prática. Esse conceito contudo,ao permitir a avaliação local da produção, trazóbvios benefícios não apenas para a empresa maspara o próprio órgão, que pode assim comparar suaeficiência junto aos prestadores de serviço externos,ou seja, a concorrência.
2.0 - HISTÓRICO
Em 1992 as questões acima estavam sendodiscutidas na Divisão de Projetos Eletromecânicosde Subestações, que englobava as duas divisõesanteriormente responsáveis pelo projetoeletromecânico e de controle e proteção emsubestações. O súbito aumento na quantidade deprojetos a serem gerenciados, causado pela fusãodas duas divisões, tornou inviável oacompanhamento informal por parte do chefe dedivisão. Por outro lado, a atualização dasinformações, até então feita em planilha eletrônica,tornou-se muito lenta, além de exigir umfuncionário treinado no uso do
software.
Perguntascomo
que projetos foram concluídos emdeterminado ano?
e
quais projetos estão programados para os próximos anos, em que dataserão iniciados e quem irá coordená-los?
ameaçavam se tornar de difícil resposta em poucotempo.Também em 1992, discussões sobre terceirização deserviços, aliadas à implantação na empresa de umprograma de qualidade e produtividade, levaram àproposta de implantação de um sistema de apuraçãode custos de projetos. Até então nenhumprocedimento sistemático para determinação doscustos reais dos projetos executados havia sidotentado. Perguntas cruciais para tomada de decisãono novo cenário que se avizinhava continuavamsem resposta satisfatória.
Qual o custo real de um projeto? O que é mais barato: realizar um projetocom mão-de-obra própria ou terceirizar suaexecução?
A possibilidade de a Light projetarsubestações para outras empresas também exigiaque se respondesse a perguntas como
qual o custohomem-hora de cada funcionário? Quanto cobrar por um projeto executado para terceiros?
Por fim, a implantação do programa de qualidade eprodutividade passava pelo estabelecimento deíndices para aferir as melhorias obtidas. Apossibilidade de usar os custos medidos como basepara alguns desses índices foi uma motivação extrapara a criação de uma metodologia de apuraçãodesses custos.A solução ideal para os problemas de gerenciamentodos serviços e implementação de uma sistemática deapuração de custos de projetos foi a criação de umabase dados contendo informações sobre projetos,custos e pessoal. Essa base de dados não deveria sermanipulada diretamente, por meio de
softwares
interativos como DBase, e sim através de umaplicativo especialmente feito para tal. Assim seriapossível garantir a consistência dos dados e,igualmente importante, prescindir da exigência deum funcionário treinado, uma vez que o aplicativoseria concebido para ser utilizado por qualquerpessoa através de menus de comandos. Por fim, esseaplicativo deveria ser baseado na plataforma PC-DOS, podendo assim ser atualizado, testado eoperado na própria divisão.Ao longo de 1993 foi desenvolvido o aplicativo emquestão, utilizando-se a linguagem Clipper. Com onome de SINAPSE (Sistema Integrado deAdministração de Projetos de Subestações) oprograma passou a ser alimentado com dados sobrepessoal, projetos e cronogramas de execução, entreoutros, emitindo relatórios de acompanhamento deserviços. Em outubro daquele ano o sistemacomeçou também a armazenar parâmetros de custose dados sobre alocação de funcionários por serviço,permitindo a emissão de relatórios de custos deprojetos.Em janeiro de 1994 foi incorporada à DPSE.T aDivisão de Projetos Civis de Subestações. Aexistência do SINAPSE, possibilitando o controlegerencial das atividades com suficiente agilidade,permitiu o cadastro e acompanhamento dos novosserviços sem ônus à rotina da divisão.
3.0 - ESTRUTURA DO SINAPSE
O SINAPSE foi desenvolvido em linguagemClipper, gerenciando bancos de dados tipo dbf.Como o
software
foi concebido sobre menus decomandos, pode ser operado a partir de algumaspoucas teclas e obedecendo instruções apresentadasno vídeo, não exigindo portanto treinamentoespecial.O SINAPSE compõe-se de 3 módulos:
•
MODAS - Módulo de Acompanhamento de Serviços
•
MODAP - Módulo de Administração de Pessoal
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