III ENCONTRO NACIONAL SOBRE HIPERTEXTO
Belo Horizonte, MG–29 a 31 de outubro de 2009
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ambiente digital. Em relação aos jornais, Moherdaui (2005) mostra o aparato que envolve aprodução de dois periódicos digitais,
A Tarde
e
Último Segundo
, admitindo que, entre muitasoutras coisas, “a
estrutura hierárquica é a mesma da mídia tradicional -com redatores, chefe dereportagem, repórteres, tradutores, editores, redator-chefe e diretor de jornalismo, além decolaboradores, colunistas,
freelancers
” (p. 17). Em alguns casos, há a deliberada intenção defazer com que os sistemas se pareçam com objetos impressos, como é o caso de jornais erevistas que optam pela programação de
flips
(ver RIBEIRO et al., 2009, no prelo), ou seja,simulações de páginas impressas que se podem “folhear”.O que se depreende disso é que não é fácil produzir objetos de leitura em meio digitalsem algum nível de ancoragem nas técnicas e nos modos impressos de produção. Nestetrabalho, apresentaremos a produção editorial de uma reportagem hipermidiática que, por suascaracterísticas de produção e disponibilização (outro apelido para “publicação”), nos parecebastante diferenciada dos modos impressos de produção, muito embora ainda traga aspectosligados a eles. Iniciaremos nosso trajeto pelo produto e, então, abordaremos o processo.Infelizmente, dadas as limitações do propósito comunicativo deste trabalho, não poderemosnos aprofundar. É, no entanto, importante que a discussão que porventura se levante possaexistir para além destas páginas.
O PRODUTO: REPORTAGEM HIPERMÍDIA
Em março de 2009, a Revista Fórum colocava no ar, em seção especial de seu site
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,“Crônica de uma catástrofe ambiental”, a primeira reportagem planejada para e executada emhipermídia no Brasil, de autoria dos jornalistas André Deak e Paulo Fehlauer
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. É certo queoutras experiências com reportagens em ambiente digital foram levadas a cabo no país, masconsideramos esta um marco por ter sido desenvolvida –do começo ao fim –tendo em vistaas possibilidades que a web pode oferecer.Antes de entrarmos na análise da produção dessa matéria, cabe um esclarecimento:embora os autores da reportagem –e demaistextos, jornalísticos ou não, que noticiaram essarealização –considerem tal produção como sendo de caráter
multimidiático
, optamos porconsiderá-la como
hipermidiática
, tendo em vista as possibilidades de interação erecombinação oferecidas em áreas distintas do site, conforme veremos em detalhes maisadiante. Para nós, juntamente com Silva Júnior (2001), hipermídia é
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Disponível em http://www.revistaforum.com.br/casoservatis/site
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Os autores escreveram um
making of
da reportagem em seus respectivos blogs. Verhttp://www.andredeak.com.br/2009/03/21/making-of-cronica-de-uma-catastrofe-ambiental ehttp://narua.org/new/2009/03/27/cronica-de-uma-catastrofe-ambiental-making-of-2
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