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Historia de Portugal, vol. 2

Historia de Portugal, vol. 2

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PINHEIRO, Bernardino Pereira; CORDEIRO, Luciano. Historia de Portugal. Ilustacões de Manuel de Macedo. vol. 2. Lisboa: J.A. de Mattos, 1877.
PINHEIRO, Bernardino Pereira; CORDEIRO, Luciano. Historia de Portugal. Ilustacões de Manuel de Macedo. vol. 2. Lisboa: J.A. de Mattos, 1877.

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04/15/2014

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original

 
EMPREZA
LITTERARIA
DE
LISBOA
IinOBlÂ
DE
FDKTEAl
SEGUNDO
VOLUME
POR
BERNARDINO
PINHEIRO
ILLUSTRAÇÕES
DE
MANUEL
DE
MACEDO
 ^ «^K.
L.
de
L. ^^ S
OfFICDI»
TfPOSRtrMICt
DE
J.».
DC
«ITTOS
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RuaNova
do
Almada.
:tK
1877
 
R
0[
D
OINIZ
POR
iiiiri i^Dririã
P^iffidireií
 
8
Historia
de
Portugal
completamenle.
Deixava
pois
ao
filho
a
coroa
e
uma
lição
profunda.
Se
foi
este
reservado
pensamento
próprio
do
seu
caracter
doble
e
sagaz
ou
o
receio
das
penas
canónicas
e
o
terror
do
inferno
que
moveram
Affonso
Hl
à
reconciliação
com
o
clero
que
pre-
cedeu
a
sua
morte
é
assumpto
que
além
de
dif-
ficil
não
nos
compete
a
nós
averiguar
n este
logar.
O
facto
foi
que
os
dois
juraram
a
obediência
ás
bulias
romanas
exegida
pelo
pontificado
e
que
quando
vintedias
depois
o
monarcha
falleceu
a
tranquilidade
publica
estava
restabelecida
ea
coroa
passou
ao
primogénito
sem
contes-
tações
sérias
e
quasi
com
unanime
assenti-
mento.
Nenhum
dos
systemas
de
governo
hoje
defini-
dos
e
vigentes
no
mundo
culto
governava
então
onosso
paiz.
Existia
por
tácito
accordo
e
direito
geral
consuetudinário
a
monarchia
heriditaria
mas
não
era
neui
absoluta
nem
representativa.
Tinha
o
governo
um
caracter
mixto
em
que
pre-
dominavam
diversos
e
poderosos
elementos.
Era
theocratico
porque
todos
os
poderes
maisou
me-
nos
estavam
subjugados
pelo
clero
nacional
e
pelo
grande
poderio
da
santa
a
que
o
reino
desde
a
fundação
se
constituirá
censuario
ideia
esmorecida
mas
que
existia
ainda
e
porqueno
direito
canónico
consistia
em
muitos
pontos
a
única
legislação
em
vigor;—
partilhava
do
feuda-lismo
porque
os
ricos-homens
as
cathedraes os
mosteiros
e
as
ordens
militares
dividiam
en-
tre
si
grande
parte
do
reino
e
nas
suas
terras
exerciam
jurisdição
plena
com
quasi
inteira
in-
dependência
do
poder
central;
começava
posto
que
embrionariamente
a
tornar-se
popular
e
de-mocrático
pela
importância
que
de
dia
para
dia
adquiriam
os
municipios
e
pelo
poder
cres-
cente
das
cortes
que
fruiriam
em
breve
notável
preponderância;
era
monarchico
e
hereditário
porque
desde
o
conde
D.
Henrique
sempre
o
poder
real
se
transmittira
por
herança
a
um
individuo
que
todos
reconheciam
como
chefe
supremo
administrativo
judiciário
politico
e
sobre
tudo
militar
da
nação.
A
realeza
tinha
por
si
a
tradição
gloriosa
de
quasi
dois
séculos
de
victorias
em
que
sempre
se
achara
á
frente
de
fidalgos
e
populares
para
conquistar
o
território
palmo
a
palmo
aos
infiéis
e
defendel-o
das
pretensões
ambiciosas
de
Cas-
tella
e
de
Leão
;
era
o
poder
ungido
e
abençoado
pelo
papa
:
constituía
a
unidade
da
nação
e
re-
presentava-a
perante
as
cortes
e
ospríncipesestrangeiros.
Apesar
pois
do
enfraquecimento
in-
terno
do
poder
real
o
rei
era
uma
entidade
em
que
o
povo
d aquelle
tempo
ignaro
e
semi-bar-
baro.
resumia
as
suas
esperanças
e
de
que
em
muitodependia
o
futuro
da
pátria.
Para
apresentarpor
tanto
a
historia
do
reino
indispensável
é
monographar
o
rei.
Ambas
as
cousas
faremos
simultaneamente.
Nascera
D.
Diniz
em
Lisboa
aos
9d Outubrode
1261
e
tornou-sedepoisnotável
no
affecto
que
sempre
dedicou
á
cidade
em
que
primeiro
viu
a
luz.
Recebeu
o
nome
de
Diniz
que
não
se
encontra
em
monarcha
seu
antecessor
ou
pa-
rente
por
nascer
no
dia
em
que
a
egreja
comme-
mora
S.
Diniz
areopagita
e
S.
Diniz
apostolo
das
Gallias
bispo
de
Paris
e
martyr.
Tomando
este
porseu
patrono
celestial
dedicou-lhe
além
d ou-
tras
egrejas
o
sumptuoso
mosteiro
d Odivellas
que
elegeu
para
jazigo
:
traços
característicos
da
época
faticae
tão
ardente
nas
exteriorida-
des
de
devoção
religiosa.
Era
Affonso
iii
príncipe
íllustrado
para
o
sé-
culo
epaiz
a
que
pertencera.
Viajara
residira
largo
tempo
em
França
que
partilhava
então
com
a
Itália
os
primeiros
alvores
do
renascimento
da
civilisação
;
e
sentira
depois dirigindo
os
negó-
cios
puMicos
do
reino
a
necessidade
que
o
futuro
rei
teria
de
cultura
espiritual
e
de
sciencia.
Por
tanto
esmerou-se
quanto
poudena
educação
do
seu
herdeiro.
Apenas
attingiu
o
infante
a
edade
própria
deu-
Ihe
porayo
Lourenço
Gonçalves
Magro
espirito
Íllustrado
e
probo
que
tinha
por
si
a
mais
gloriosa
tradicção
do
cargo era
terceiro
neto
de
Egas
Mo-
niz
oayo
celebre
e
legendário
d Affonso
Henri-
ques.
Exerceu
simultaneamente
igual
missão
junlo
do
real
pupíllo
Nuno
Martins
de
Chacim
gentil-
homem
da
primeiranobreza
erudito
e
pratico^
na
sciencia
de
governar.
a-.i
Foram
seus
professores
alguns
ecclesiasticosdistinctos
nas
letras
que
Affonso
in
mandou
vir
de
França
nomeadamente
oportuguez
Domingos
.lardo
estudante
da
celebre
universidade
de
Pa-
riz
do
qual
adiante
fallareraos
mais
largamente

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