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SENTENÇA TJRS GLOBO SA

SENTENÇA TJRS GLOBO SA

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Estado do Rio Grande do Sul
Poder Judiciário
COMARCA DE SANTA ROSA1ª VARA CÍVELRua Buenos Aires, 919 _______________________________________________________________________ 
Nº de Ordem:Processo nº:
028/1.06.0003855-5
Natureza:
Indenizatória
Autor:
Clovis Medeiros
Réu:
Editora Globo S/A
Juiz Prolator:
Juíza de Direito - Dra. Inajá Martini Bigolin de Souza
Data:
05/06/2007
 Vistos etc.CLOVIS MEDEIROS
ajuizou ação deindenização por danos materiais e morais em face de
EDITORA GLOBO S/A 
, ambos qualificados na inicial.Narrou o autor que participou da promoçãoentre a requerida e a empresa Transbrasil, pela qual,assinando a Revista Época por um período de, no mínimo, umano, ganharia inteiramente grátis uma passagem aérea de ida evolta para qualquer capital do país. Alegou que efetuou opagamento da taxa de emissão da passagem e, ainda, adquiriumais uma para sua esposa. Contou que, no dia da viagem, aochegar no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, foisurpreendido com a notícia de que a Justiça de São Paulohavia decretado a falência da Transbrasil, sendo canceladostodos os vôos. Postulou pela procedência dos pedidos, paraque fosse indenizado por danos materiais na ordem de 10sarios nimos e por danos morais no montante de 100sarios nimos. Requereu a conceso do benecio da
64-1-2007/38179 028/1.06.0003855-51
 
Estado do Rio Grande do Sul
Poder Judiciário
assistência judiciária gratuita. Acostou documentos fls.14/84.Foi deferida a assistência judiciáriagratuita – fl.90Citada, a requerida contestou fls.93/116. Alegou que a promoção, que começou em janeiro de 2001e terminou em março do mesmo ano, previa, em seu regulamento,a entrega de um brinde ao assinante, que poderia sercambiável por uma passagem aérea, o qual seria enviado após opagamento do valor integral da assinatura. Preliminarmente,argüiu a ilegitimidade passiva ad causam. No mérito, argüiu aprescrição. Alegou que em todo momento agiu de boa-fé, sendoa responsabilidade da empresa Transbrasil. Aduziu que asuspensão da atividade configurou exemplo de Caso Fortuito ede Foa Maior. Sustentou a auncia de requisitos paraconfiguração dos danos morais e materiais. Postulou pelaimprocedência dos pedidos. Acostou documentos – fls. 117/125.Houve réplica – fls. 127/132.Designada audiência de instrução ejulgamento fl. 132 - verso. O autor apresentou rol detestemunhas – fls. 137/139.Foi realizada audiência com oitiva detestemunhas – fls. 147/154.Somente o autor ofereceu memoriais – fls.167/173.
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Estado do Rio Grande do Sul
Poder Judiciário
É O RELATO.PASSO A DECIDIR.I DA PRELIMINAR DE ILEGITIMIDADEPASSIVA 
“AD CAUSAM” 
.
A empresa, ao promover a oferta de viagema todos os assinantes, tomou para si a responsabilidade dedar efetividade à oferta, de cumprir a propaganda. Não seexime com a entrega do
voucher 
se este o propiciou aviagem.Verifica-se, no caso, uma solidariedadeentre as empresas, conforme entendimento jurisprudencial quesegue:
RESPONSABILIDADE CIVIL. CONSUMIDOR. PARCERIA ENTRE EDITORA GLOBO E TRANSBRASIL S/A. EPROMOÇÃO DENOMINADA ¿ASSINOU, VIAJOU¿.RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA ENTRE OS FORNECEDORES CONVENIADOS FRENTE AO CONSUMIDOR. Ao comprometer-se a entregar as passagens aéreas ao consumidor assume a a obrigação solidariamente com aempresa de transportes aéreos, devendo ressarcir os danos ocasionados, independente da falência daempresa fornecedora das passagens, pelo que nãohá que se falar em ¿caso fortuito ou de forçamaior¿. RECURSO NÃO PROVIDO. (Recurso Cível 71000847822, Segunda Turma Recursal Cível, TurmasRecursais - JEC, Relator: Clovis Moacyr MattanaRamos, Julgado em 19/04/2006)
A solidariedade entre as empresas éindiscutível. Os assinantes que retiraram suas passagens masnão puderam viajar, têm ação tanto contra quem promoveu apremiação porque deve garantir a oferta, como em relação àempresa que forneceu a passagem e negou-se a cumprir estecontrato de transporte. Não poderia ser diferente, sob pena
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