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Derrotar Serra em São Paulo e no Brasil
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Com a aproximação das eleições de 2010, a disputa política em São
Paulo entra na fase das intensivas negociações visando definir não só as
chapas e candidaturas que irão concorrer ao governo do estado, mas tam-bém sua decisiva articulação com a disputa pela presidência da República.Neste caso, o peso do estado é da maior importância, pelo tamanho doeleitorado (24 % do eleitorado nacional), pela concentração da elite empre-sarial que faz doações para as campanhas eleitorais, mas principalmentepor estar aqui a principal força da oposição ao governo Lula, através daaliança PSDB-DEM, da ação da grande mídia conservadora e da provávelcandidatura de José Serra a presidente.
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Para viabilizar seu projeto presidencial, Serra tem que resolver váriosproblemas: 1) apresentar um programa de governo alternativo ao quevem sendo executado pelo presidente Lula, com reconhecido êxito e amplaaprovação do povo brasileiro; 2) equacionar e suplantar a disputa internacom Aécio Neves; 3) eleger seu sucessor no governo do Estado, se possívelsem depender da candidatura de Geraldo Alckmin e, 4) demonstrar queas realizações da sua gestão em São Paulo são um exemplo do que podefazer nacionalmente.
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 Apesar de estar na prática no comando do governo do estado e dacapital, da blindagem e parcialidade escancaradas da grande mídia
paulista, das milionárias campanhas oficiais de publicidade, o governoSerra é raso, conservador, ineficiente e privatista, com viés freqüentementeautoritário. Em nada de significativo se diferencia dos governos tucanos an-
teriores que se aplicaram em desmontar o aparelho do Estado paulista: soba consigna de “choque de gestão” foram demitidos 200 mil funcionários pú-blicos já na gestão Covas, esvaziou-se o papel da Emplasa como centro deplanejamento, criou-se o Programa Estadual de Desestatização, privatizou-seo setor elétrico, de gás, o Banespa, e generalizou-se a concessão de rodo-vias vinculadas a mais de centena de praças de pedágios.
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O atual governo de Serra continuou e até desenvolveu o modelo neo-liberal de gestão, que já se mostrou fracassado no Brasil e no mundo.Desfez-se da Nossa Caixa – hoje o estado de São Paulo não tem maisnenhum instrumento de investimento e crédito para alavancar projetos dedesenvolvimento. Mantém constantes ações que avançam na privatizaçãoda Sabesp, Metrô e EMTU; escorcha os cidadãos paulistas com os maisaltos pedágios do país, além do IPVA e licenciamento de veículos. Sua mais
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