2
detectado o quadro da deficiência intelectual, maiores serão as possibilidades da pessoareceber as ajudas e apoios necessários para a sua adaptação global.Segundo Mantoan (2006), na Palestra “Desenvolvimento da inteligência e deficiênciamental”, proferida no II Congresso Brasileiro sobre Síndrome de Down:
“As pessoas com deficiência intelectual demonstram muito pouca habilidade no que concerne àgeneralização das aprendizagens, as pessoas com deficiência mental revelam umsubfuncionamento da memória. As estratégias mnemônicas dependem da capacidade de retençãoe esta é estimulada pela repetição, imagem mental, categorizações e outras. A memória é umahabilidade intelectual que pode ser melhorada nas pessoas com deficiência, mas não deve serexercitada mecanicamente”.
O desenvolvimento do sujeito em situação de deficiência intelectual processa demaneira diferente no que se refere à apropriação dos conceitos mais elaborados quandocomparado ao desenvolvimento dos sujeitos que não evidenciam tais condições. Aquele,responde, estruturalmente, da mesma maneira às influências do seu contexto social como,também, a evolução destas estruturas obedece à mesma seqüência apresentada pelossujeitos consideradas normais, porém num tempo diferente.Faz-se necessário, no atendimento às necessidades educacionais especiais daquelesujeito, compreender como se processa este tempo, de como se dá o amadurecimento dasestruturas cognitivas e de como elas poderão ser potencialmente trabalhadas, pois mesmoapresentando essas características, isto não significa que ele seja menos capaz de aprender.A princípio, é importante ressaltar a existência de dificuldades na apreensão deconceitos abstratos, bem como para generalizar e transferir os comportamentos e saberesadquiridos para novas situações. Trata-se, assim daquele educando, que requer do professorum olhar diferenciado, no que tange ao atendimento de necessidades educacionais especiais,ou seja, as orientações, relacionadas às atividades a serem realizadas, devem acontecer deforma clara e objetiva, para que ele organize seu pensamento e aja, cada vez mais,espontaneamente e com autonomia.Segundo Pinheiro (2006)
“Alguns alunos com deficiência mental são capazes de assimilar os conteúdos curriculares referentesao ensino fundamental, reúnem condições suficientes para adaptar-se socialmente através daatuação independente na comunidade e estão aptos a adquirir formação profissional que lhes garantao sustento, total ou parcial, na vida adulta. Outros apresentam condições de desenvolver o domíniodas habilidades lingüísticas básicas, são competentes para obter sucesso no processo de aquisiçãode leitura e de escrita, e outros ainda, são capazes de cuidar de si próprios e para protegerem-se deperigos comuns e possuem condições para ajustarem-se e serem úteis, social, e economicamente,no lar e na comunidade, auxiliando em tarefas caseiras, trabalhando em ambientes especiais oumesmo realizando atividades rotineiras, sob supervisão”.
Faz-se necessário, portanto, para o êxito acadêmico, elaborar estratégias educacionaisque atendam, de fato, à maneira de processar e construir suas estruturas cognitivas. Cita-se