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2. DO HOSPITAL À INTERNAÇÃO
“A morte recuou e trocou a casa pelo hospital, está ausente no mundofamiliar do dia-a-dia”.(Philipe Ariès, 1975)
2.1 –Instituição Hospitalar
Da missão em resgatar pobres, moribundos e doentes do meio social à funçãode salvar vidas, o hospital percorreu um longo caminho até chegar ao modeloencontrado hoje (PITTA, 1999).A palavra hospital vem do latim ‘hospes’, que significa hóspede, a qual deuorigem à ‘hospitalis’ e ‘hospitium’, que designavam o lugar onde se hospedavam naAntigüidade, além de enfermos, viajantes e peregrinos (CAMPOS, 1995).A figura dohospitalsurgiu historicamente no ano 360 d.C. (CAMPOS, 1995; FOCAULT, 1979;NIGRO, 2004). Nessa época, a doença era considerada com base em uma concepçãomítico-mágica, e a prática da “medicina”, como uma função religiosa nas civilizaçõesgrega e romana. Na Grécia politeísta acreditava-se que as pessoas adoeciam ourecuperavam a saúde porque essa era a vontade dos deuses.Até a Idade Média, os doentes de famílias tradicionais eram cuidados em casa.Assim, de acordo com Kovács (1987), o homem, de forma geral, antes do advento datecnologia médica estava mais familiarizado com a morte, sendo permitida a expressãode tristeza e dor. Apartir dessa tecnologia médica, a vivência da morte com todas asexpressões subjetivas começaram a se deslocar ao hospital, no século XVIII tem seusignificado e suas práticas também transformados.Antes do século XVIII, somente eram cuidados no hospital os indivíduos que nãopossuíam recursos financeiros ou os excluídos do meio social; assim, o hospital erauma instituição de assistência ao pobre, como também de exclusão e separação. Neste
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