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OUTUBRO DE 2009
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REPÓRTER LOCAL
M
argarida Cardoso escreveu oprimeiro livro aos 14 anos. A jovem de Brito, estudante deCiências da Comunicação, étambém cantora e actriz - entrou, porexemplo, em “Mùsica no Coração”, deFilipe La Féria. Ao RL fala dos projectosda sua vida.
Quando surgiu a paixão pela escrita?
Desde que me lembro que sou completamente fasci-nada pela leitura. A primeira vez que escrevi “mais asério” foi por volta dos sete anos, uma história sobreuma menina ao pé de um rio que falava com peixes.Lembro-me de que nos dias que se seguiram, dizia atoda a gente que queria ser escritora…
De onde vem a inspiração para os seus livros?Baseia-se na realidade que a circunda? Nasnotícias?
Sem dúvida. A realidade funciona, para mim, comoinspiração. Sinto que o tipo de ficção que escrevo éalgo de bastante real, na medida em que são históriasque poderiam perfeitamente ser a história de vidade alguém. As notícias funcionam aqui como meiotransmissor da realidade que me envolve e às quaispresto muita atenção – nem outra coisa seria de seesperar de uma estudante de jornalismo!
Com que idade lançou o primeiro livro?
Escrevi “Suzannah” aos 14 anos, apesar de ter sidoapenas publicado quando já tinha 16. O livro narra ahistória na primeira pessoa de uma adolescente no altodos seus confusos 14 anos e tudo o que isso implica:primeiros amores, brigas e intrigas entre colegas,paixonetas de alunos por professores, amizades… A Carolina (a personagem principal) conta-nos tam- bém a situação dramática – e infelizmente, bem cruel epresente na nossa sociedade – de estar inserida numafamília onde a violência doméstica é uma realidade.Este é um tema que ainda é considerado como tabu nanossa sociedade. Considero que os jovens devem terum papel activo na conquista de um futuro mais justo!
Que escritores admira?
Destaco Eça de Queirós, Sophia de Mello Bryner eMaria Teresa Maia González, que possui uma maneiramuito peculiar e genial de se aproximar das camadasmais jovens. A nível internacional, não posso deixarde mencionar Dan Brown, Isabel Allende, MarionZimmer Bradley e Juliet Marillier.
O seu sonho profissional passa pela escrita?
Também. Tenho vários sonhos para a minha vidaprofissional. Adoraria ter uma carreira no âmbitodo teatro musical, onde poderia conjugar três áreasque adoro – canto, dança e representação. Adoro asletras e as palavras e sou uma apaixonada pelo mundo jornalístico. Seria óptimo conseguir conciliar tudoisto, no futuro…
A literatura e a música andam interligadas?
Para mim, sim! Não conseguiria optar entre umae outra. A música está em todo o lado e eu vivo-a erespiro-a. Seja através da dança ou através do canto.
A Margarida toca e canta, não é?
Sim, toco piano, algo que comecei a aprender aosnove anos de idade. Isto é bastante útil ao canto, namedida em que nos deixa muito mais preparadosa um nível mais técnico – saber ler música (pautasmusicais) é uma mais valia nesta área!
Quais são os géneros musicais que aprecia?
Gosto de todos os géneros musicais, exceptuandoMetal, já é um pouco “pesado” para mim! É bomtermos diferentes gostos. Tem de haver público paratodos os estilos! Se tivesse, porém, de eleger algumestilo musical preferido, diria Rock.
Acha que os jovens talentos locais têm o apoiomerecido?
Não exactamente. Não existem grandes iniciativas anível local que promovam o talento dos jovens dassuas terras. Tome-se como exemplo a Sofia Escobar,actriz/cantora vimaranense, que teve de ir para Lon-dres para conseguir ver o seu talento reconhecido.
O que pensa de Guimarães Capital Europeiada Cultura em 2012?
Acho óptimo! Guimarães reune todas as condiçõespara esta atribuição. Temos um património lindíssi-mo e nos últimos tempos, a autarquia tem investido bastante em aspectos de âmbito cultural que vieramdinamizar a cidade.Guimarães respira história e cultura. Creio que otítulo é mais do que merecido e vai ajudar Guimarãesa evoluir ainda mais a este nível.
Que impressão tem da sua “terra”, Brito?
Foi a terra que me viu nascer e onde sempre fui tra-tada com muito carinho. Brito tem-se desenvolvidomuito ao longo dos anos, a todos os níveis: a nível deinfraestruturas e igualmente a nível cultural.Nos últimos anos, e com o surgimento do Parque da Vila, temos assistido a iniciativas como Feiras do Livro,Festival Vivências e outro tipo de comemorações dasquais também eu já participei. Penso que estamos no bom caminho e que estão reunidas todas as condiçõespara o desenvolvimento sustentável da vila!
EM FOCO
Ana Margarida Cardoso tem 19 anos. Frequenta o 2ºano do curso de Ciências da Comunicao na UM. Gravou o primeiro disco com apenas 15anos. Lanou em 2006 o seu primeiro livro, “Suzannah”, escrito com apenas 14 anos. Participou no musical “Música no Corao” de Filipe Lá Féria.
CRÓNICAS DE MARGARIDA CARDOSO NOREPÓRTER A PARTIR DE NOVEMBRO
Os leitores do Repórter Local podem contar com a escritacriativa de Ana Margarida Cardoso j a partir da próximaedição, nas bancas no fnal de Novembro. A jovem escritorae cantora, estudante da Universidade do Minho, vai contar-nos pequenas histórias com o seu estilo inconundível.
Margarida Cardoso, de Brito, jáescreveu dois livros e participouno “Música no Coração”, deFilipe La Féria
JF
“Não há grandes iniciativas a nível local que promovam o talentodos jovens. Sofia Escobar, actriz e cantora vimaranense, teve deir para Londres para conseguir ver o seu talento reconhecido”
As aixões de Margarida
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