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8 a 14 de abril de 2002
Newton Luís Mamede
Jornal-laboratório do curso de Comunicação Social, produzido e editado pelos alunos de Jornalismo e Publicidade & Propaganda da Universidade de Uberaba
 As opiniões emitidas em artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores.
Edição: Alunos do curso de Comunicação Social • • •Supervisão de Edição: Celi Camargo (celi.camargo@uniube.br) • • •Projeto Gráfico: André Azevedo (andre.azevedo@uniube.br) • • • Diretor do Curso de Comunicação Social: Edvaldo Pereira Lima (edpl@uol.com.br) • • •Coordenadora da habilitação em Jornalismo: Alzira Borges da Silva (alzira.silva@uniube.br) • • • Coordenadora da habilitação em Publicidade e Propaganda: Érika Galvão Hinkle (erika.hinkle@uniube.br) • • •Professores Orientadores: Norah Shallyamar Gamboa Vela (norah.vela@uniube.br),  Vicente Higino de Moura (vicente.moura@uniube.br) e Edmundo Heráclito (heraclit@triang.com.br) • • Técnica do Laboratório de Fotografia: Neuza das Graças da Silva • • •Distribuição: Assessoria de Imprensa Reitor: Marcelo Palmério • • •Ombudsman da Universidade de Uberaba: Newton Mamede • • •Jornalista e Assessor de Imprensa: Ricardo Aidar • • •Impressão: Jornal da Manhã Fale conosco: Universidade de Uberaba - Depto. de Comunicação Social - Bloco L - Av. Nenê Sabino, 1801 - Uberaba/MG - CEP 38055-500 • • •Tel: (34)3319-8952 • • • http:/www.revelacaoonline.uniube.br
A importância e a amplitude deste temanão se esgotam apenas num artigo. Ainsistência no papel da universidade deformar profissionais capazes e eficientes, denível superior, é necessária para a permanente memória dessa responsa- bilidade. A universidade não podenegligenciar a formação completa, que aliaa ciência à prática, conforme expusemos notexto anterior. A universidade não podededicar-se à formação unilateral. Apegar-se à pura especulação, à teoria, à ciênciaabstrata, e desprezar a prática, o treina-mento para o prontoexercício profis-sional, é trabalhar numa espécie de
 platonismo
, de dedi-cação exclusiva àsidéias. Nem, tampouco, pode ser a univer-sidade uma simples escola técnica. Ater-seapenas à prática, ao desempenho imediatode habilidades, é rebaixar-se ao
empirismo
,ao conhecimento superficial com base emrepetições, em automatismos.O conhecimento sólido, ideal, praticadona universidade, é complexo, é bilateral.Precisa da fundamentação teórica, doaprofundamento científico, da superioridadeintelectual, para que seja capaz de explicar os fenômenos com a inteligência e aconsciência do ser racional. Mas precisa,também, do pragmatismo, para capacitar,habilitar o profissional que a universidade prepara e forma para lançar no mercado detrabalho. Pragmatismo que não poderestringir-se a meros estágios curriculares.Conforme o afirmamos anteriormente,
acompetitividade, hoje, não depende apenasda qualificação universitária ou dahabilitação legal 
. Essa qualificação ehabilitação somente alcançam seu sentido pleno se formarem o profissional pronto,apto para trabalhar eficientemente. Comqualidade e competência. O profissionalcompleto.A formação universitária completa, com base na teoria científica e profunda, e naaplicação prática de conhecimentos, precisaser atacada e
dinamizada
. Não pode ser umaformação vazia. A universidade não podedeixar que ocorram as inversões de valoresque reportam ao passado, permitindoque pedreiros sai- bam mais que enge-nheiros civis; quemecânicos de ofi-cinas saibam maisque engenheirosmecânicos; quecurandeiros, benzed-eiras e vovós saibammais que médicos; que
 práticos
saibam maisque odontólogos; que rábulas saibam mais queadvogados. E outros desvios.Mais uma vez, afirmamos que não podeocorrer a contradição
da
e
na
universidade.Ela não pode ser a contradição da ciência,ofuscando e obstruindo a liberdade do pensamento e a superioridade da razão, nem pode sucumbir à prática do automatismo, doempirismo, do conhecimento vulgar. Acompetência e a qualidade a que ela visadevem convergir, necessariamente, para aformação plena e segura de profissionaisdotados do saber científico e da eficiênciaimediata na produção de resultado. Perseguir esse objetivo, essa meta, é a essência dauniversidade. Da universidade ideal.
Newton Luís Mamede é Ombudsmanda Universidade de Uberaba
Qualidade e
competência - II
Marcelo Alves de Freitas3º período de Publicidade
Jô Soares, Faustão e Ratinho eram três porquinhos da granja que viviam em umacidadezinha chamada Audiência. Na cida-de, cada um tinha uma casa: Jô com sua casade intelectualidade, porém voltado para crí-tica dos leigos; Faustão com sua casa dedescaso e louco para se aposentar; e Rati-nho, o mais sujo de todos, com os mais ne-gativos exemplos da TV brasileira.Existia um lobo mau que se chamavaIBOPE que, em 2002, acabou com a péssi-ma influência da mídia para a população.Hoje, em 2010, o IBOPE nos conta comoderrotou os três porquinhos: – Atualmente, só temos programas cri-ativos e educativos. Naquela época, se ti-nha o contrário. Primeiro, eu soprei a casi-nha do porco ratinho que só fazia baixarias,depois a casinha do porco Faustão que que-ria aposentar e não tinha nada de criativo e por último a casinha do porquinho Jô quesó usava sua sabedoria para criticar ao con-trário de ajudar. Mas a culpa de tudo issofoi da mãe deles: “A falta de compromissocom o público”, que hoje está enterrada jun-tamente com a má criatividade e cultura daTV brasileira.
Os três
porquinhos
montagem: André Azevedo
 Ater-se apenas à prática, aodesempenho imediato dehabilidades, é rebaixar-se ao
empirismo 
, ao conhecimentosuperficial com base emrepetições, em automatismos
 
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8 a 14 de abril de 2002
Margarida Ribeiro7º período de Jornalismo
 Normalmente considera-se educadoquem sabe tratar bem as pessoas, falar bem,aquele que lê e escreve. Estes são apenasalguns, entre os vários conceitos que damosà educação; aceita-se até mesmo como umaherança dos pais -“é o que eu posso dar aosmeus filhos e ninguém rouba”.Para visualizarmos um pouco o cenárioeducativo de nossa realidade, limitaremosesta “prosa” discutindo o atual sistemaformal de ensino. Somos convidados a“olhar”, como diz Rubem Alves, a formade que é priorizada a educação integral docidadão brasileiro.Conforme depoimento de alguns profissionais da área, a educação é um setor de grande desafio. Para a professora deDidática geral da Escola São Judas, AnaErcília a educação tem muito a desejar.“Embora exista muitas propostas e leis quefalem deste direito para todos, a maioria nãotêm as mesmas oportunidades. Falam emeducação para a igualdade para a libertação,mas isto não acontece. As escolas privadastêm o privilegio de conteúdos e métodosavançados. Seus recursos são maiores queuma escola publica. Ainda é uma educação preconceituosa e elitista. Falta muito praconseguir formar cidadãos participativoscríticos que possam atuar na sociedade deforma digna”diz Ercília.Vivemos momentos difíceis demudanças e, junto com as grandesdescobertas e conquistas do ser humano,acontecem gravíssimas conseqüências emque o povo, sobretudo os excluídos são osmais atingidos. A reversão deste quadroexcludente, está na educação integral detodas as pessoas.Para a vice diretora do Colégio NossaSenhora das Dores, Marta Fabri, a educaçãoé um meio em que a pessoa desenvolve oseu potencial criativo. Portanto, é um processo permanente que inicia com onascimento e conseqüentemente perdura por toda vida. “Buscamos através da educação,melhorar a pessoa humana dando condições para que possa se integrar no meio social,no meio cultural, que seja um cidadãoresponsável e respeitado”. Este é um meiodo cidadão ser cada dia melhor, mais participativo, em condições de ajudar aconstruir uma história mais humana edemocrática. Nos dias de hoje podemos pensar no processo de educação de uma maneira maiscomplexa, uma vez que as necessidades domundo atual e as exigências são tambémmais complexas. Vivemos um período detransformações violentas, rápidas e, aeducação naturalmente tem que colocar ohomem em contado com toda essas gamasde informações, com todo esse mundo demudanças. Não é fácil nos dias de hoje falar num processo de comunicação que nãoatenda as exigências do mundo atual, e tudoo que a sociedade moderna vem trazendo pra todos nós no plano social, psíquico eafetivo.Também a professora do ensinofundamental e aluna do terceiro período de pedagogia especial Gláucia Aparecida,reforça a importância de levar os alunos a pensarem na realidade, e se sentirem agentede transformação e não simples ouvinte ouobservador dos fenômenos que nosenvolvem.Conforme os escritos de Monsenhor Juvenal Arduini no livro Homem libertaçãoem 1972, a educação “É um fenômenoambíguo. Não basta que exista educação para que um povo tenha seu destinogarantido é preciso determinar o teor daeducacional para que se saiba em quedireção está caminhando ou deixando de
Um passo para a
liberdade
Educar é uma arte. Arte que se aprende desde o berço,no colo da família, e se estende na vida em sociedade
caminhar uma nação... Com efeito, aeducação pode provocar a revoluçãolibertadora do homem, como pode alimentar a sua alienação. Muitos estruturam aeducação apenas como forma de controlesocial, outros a organizam comoinstrumento de transformação social. Tanto pode ser usada para adormecer os espíritose as consciências como para desencadear forças explosivas... É necessário rejeitar-sea educação como técnica de anestesiar ohomem, de subordiná-lo. É necessário buscar a pedagogia da libertação, comoestratégia do desenvolvimento, que acordeo homem, que lhe movimenta as energias,lhe descative a história, lhe confirainstrumentos técnicos modernos”.E você o que pensa da nossa educação brasileira? O que faz para que seja melhor?
arquivo Revelação
Educação é um meio de desenvolver o seu potencial criativo
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