• Embed Doc
  • Readcast
  • Collections
  • CommentGo Back
Download
 
Direito De Nascer
Por Andr 
é 
Lu
í 
s da Silva Marinho
1. O aborto.
O melhor conceito de
aborto
é
, simplesmente,
a morte do nascituro
.
É
 irrelevante, portanto, a expuls
ã
o do feto, bem como a interrup
çã
o da gravidez. Podeacontecer um aborto e o feto morto permanecer no ventre da m
ã
e – tese j
á
aceita nadoutrina. Pode acontecer, ainda, que uma m
ã
e esteja gr
á
vida de g
ê
meos e cometa ou sofraum aborto em rela
çã
o a apenas um dos fetos. Neste caso, a gravidez n
ã
o se interrompe,mas ocorre o aborto, j
á
que um dos fetos veio a falecer.Abortar
é
muito mais do que ferir a integridade f 
í 
sica da gestante, abortar
é
matar,
é
retirar uma vida humana. S
ó
n
ã
o
é
juridicamente classificado como homic
í 
dioem raz
ã
o do que chamamos princ
í 
pio da especialidade: a morte de uma pessoa
é
, emregra, homic
í 
dio, ser
á
aborto se a morte ocorrer no ventre da m
ã
e; ser
á
infantic
í 
dio seocorrer durante o parto ou logo ap
ó
s, estando a m
ã
e em estado puerperal; ser
á
genoc
í 
diose a morte ocorrer na hip
ó
tese do art. 1º,
, da Lei 2.889/56.Para que as pessoas possam verdadeiramente se conscientizar acerca dagravidade desse ato brutal
é
necess
á
rio que elas saibam que o que se quer abortar
é
umapessoa, n
ã
o uma parte do corpo da m
ã
e.
É
um ser aut
ô
nomo, que se move, cresce, ouve,sente dor, tem consci
ê
ncia e, indubitavelmente, a partir do primeiro momento daconcep
çã
o, tem uma alma racional e uma vida humana.
2. Aborto legal.
No Brasil o aborto
é
crime, com penas que podem variar entre 1 a 3 anospara a m
ã
e, e entre 1 a 20 anos
1
para o terceiro.Contudo, h
á
dois casos em que nossa legisla
çã
o n
ã
o incrimina a pr
á
tica doaborto.
É
o que se chama “aborto legal”.Equivale, apenas, ao aborto praticado quando n
ã
o h
á
outro meio de salvara vida da m
ã
e (art. 128, I, CP), e quando a gravidez
é
proveniente de estupro (art. 128, II,CP).No primeiro caso, de aborto em raz
ã
o do risco de morte para a gestante,
é
 preciso notar que o nosso C
ó
digo Penal
é
de 1940, e que hoje, em 2007, n
ã
o mais existemtais hip
ó
teses.Ou seja, a medicina e a tecnologia avan
ç
aram tanto que sempre vai haver
1
 
aborto sem autoriza
çã
o da gestante qualificado pela morte desta.
 
outro meio de salvar a vida da gestante.
É
o que afirma Pablo A. Ramella (Crimes contraa humanidade, tradu
çã
o para o portugu
ê
s de Fernando Pinto, RJ, Forense, 1987), citandoconclus
ã
o a que chegaram os m
é
dicos nas Jornadas Deontol
ó
gicas de MedicinaPsicossocial, ocorrida em Buenos Aires,
em 1977
:“O aborto direto por motivos terap
ê
uticos, isto
é
, com o fim de salvar avida da m
ã
e, nunca foi um ato l
í 
cito, pois n
ã
o h
á
raz
ã
o alguma que permitamatar um ser inocente. Na atualidade, o avan
ç
o da ci
ê
ncia m
é
dicadeterminou que j
á
n
ã
o existem indica
çõ
es terap
ê
uticas que houvessemantes justificado esse aborto direto.”Quanto ao aborto em caso de estupro, n
ã
o podemos acreditar que abortarseja a solu
çã
o para as dores da v
í 
tima estuprada. O ato de viol
ê
ncia sexual ser
á
semprelembrado, enquanto a v
í 
tima n
ã
o for estimulada a reescrever com otimismo a sua hist
ó
riade vida.Praticar um aborto nesse caso, para tentar esquecer ou simplesmenteabafar as lembran
ç
as do que ocorreu,
é
apenas colocar um erro sobre outro e acrescentar
à
ang
ú
stia da v
í 
tima, o triste sentimento do remorso.J
á
est
á
provado que a mulher que praticou um aborto, seja legal oucriminoso, n
ã
o importa, sofre conseq
üê
ncias p
ó
s-cir
ú
rgicas, como ins
ô
nia, pesadelos,traumas, peso de consci
ê
ncia etc.Ademais, deve-se conscientizar a gestante v
í 
tima de estupro de que o filhoque ela traz em seu ventre, n
ã
o obstante ter sido fruto de um crime, n
ã
o tem culpa denada, e n
ã
o podemos exigir que a ele seja aplicada uma pena de morte, vedada at
é
para oagressor.Ademais,
é
defens
á
vel a tese de que a permiss
ã
o legal a esse aborto fere aConstitui
çã
o Federal. Pois, sendo o nascituro uma pessoa, e, mais especificamente, umacrian
ç
a, seu direito
à
vida deve ter absoluta prioridade sobre o bem-estar psicol
ó
gico dagestante (art. 227 CF c/c arts. 2º e 4º, p.
ú
.,
a
, ambos do ECA).Em suma, n
ã
o h
á
justificativas, mesmo nos dois casos de permiss
ã
o legal,para a pr
á
tica do aborto.
É
oportuno esclarecer que o n
ú
mero de abortos legais
é
bem menor do queo n
ú
mero de abortos criminosos clandestinos.A preocupa
çã
o maior n
ã
o est
á
em conscientizar as m
ã
es v
í 
timas de estuproou que estejam correndo risco de morte, mas nas que almejam fazer o aborto criminoso,sobretudo quando a gravidez
é
oriunda de adult
é
rio, quando
é
inesperada ou quando obeb
ê
apresenta anencefalia.
3. Aborto por anencefalia.
 
Anencefalia
é
quando o beb
ê
, por m
á
forma
çã
o do feto, n
ã
o tem c
é
rebro,ou, se tem,
é
reduzido.As chances de a crian
ç
a com anencefalia sobreviver fora do
ú
tero materno
é
muito baixa. Contudo, absolutamente, isso n
ã
o dar a ningu
é
m o direito de ser o juiz davida do beb
ê
, para determinar at
é
quando ele deve viver. Esse papel definitivamente n
ã
o
é
 nosso, n
ã
o temos esse poder nem sobre as nossas vidas... Pois, a qualquer momento, pordiversos motivos, tamb
é
m podemos perder os nossos sentidos vitais.Em verdade, sabemos que s
ó
cabe a Deus p
ô
r fim
à
vida. N
ã
o
é
porquesupomos que a crian
ç
a n
ã
o vai ter muito tempo de vida que podemos abort
á
-la. Ela viver
á
 at
é
o dia que Deus quiser.Al
é
m disso,
é
sempre poss
í 
vel que a crian
ç
a viva mais tempo do que seespera, e priv
á
-la de viver extra-uterinamente por um segundo que seja j
á
nos faz r
é
us desua alma, cujo sangue clama a Deus por justi
ç
a.Abaixo segue fato noticiado no jornal “O Estado de S
ã
o Paulo”, do dia03/04/2007:
Beb
ê
anenc
é
fala se alimenta por sonda.
Marcela de Jesus Ferreira, quenasceu em 20 de novembro com anencefalia (sem c
é
rebro), est
á
sendoalimentada desde ontem por sonda, na Santa Casa de Patroc
í 
nio Paulista,regi
ã
o de Ribeir
ã
o Preto. O beb
ê
ingere duas vezes por dia 2 ml de umaalimenta
çã
o pastosa
à
base de legumes. Ela tamb
é
m j
á
fica at
é
1 hora semo uso do capacete de oxig
ê
nio.”O Supremo Tribunal Federal est
á
debatendo sobre a legalidade deste tipode aborto que, at
é
ent
ã
o, continua sendo criminoso, embora alguns ju
í 
zes d
ê
em liminaresadmitindo sua pr
á
tica.Este tipo de aborto assemelha-se ao aborto eug
ê
nico, que
é
a morte donascituro quando h
á
suspeita de que ele apresenta doen
ç
a ou anomalia grave. Talmodalidade de aborto n
ã
o
é
reconhecida pelo direito p
á
trio. E nem poderia ser, pois
é
umretorno aos princ
í 
pios do nazismo.
4. Plebiscito.
É
bem prov
á
vel que em breve n
ó
s tenhamos um plebiscito para legalizarou n
ã
o o aborto no Brasil. Sobre esse assunto entendemos ser inconstitucional qualquerlei que tente legalizar o aborto.A Conven
çã
o Americana de Direitos Humanos (Pacto de S
ã
o Jos
é
daCosta Rica), de 22 de novembro de 1969 e
ratificada pelo Brasil em 25/09/1992 peloDecreto 678/92
, deixou bastante claro que o nascituro
é
uma pessoa e que seu direito
à
 vida deve ser respeitado desde a concep
çã
o.
of 00

Leave a Comment

You must be to leave a comment.
Submit
Characters: ...
You must be to leave a comment.
Submit
Characters: ...