Jornalismo on-lineProf. Artur Araujo –e-mail: artur.araujo@puc-campinas.edu.br / site: http://docentes.puc-campinas.edu.br/clc/arturaraujo/ Página 3 de 4
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINASCENTRO DE LINGUAGEM E COMUNICAÇÃOFACULDADE DE JORNALISMO
assinam o concorrente Yomiuri pelo celular. Cobrando uma taxa de assinatura única por mês (100 yenes - U$ 0.94), oAsahi conseguiu alcançar novos leitores, sobretudo entre a população mais jovem do país:
A empresa procurou caminhos para almejar o mercado jovem. Pessoas nos seus 20 anos correspondem apenas a 15% dosleitores do Asahi. A edição impressa matutina vende 8 milhões e a vespertina vende 4 milhões, mas são mais popular entre pessoas da faixa etária de 50 anos ou mais. Correspondentemente, o site do jornal na web atinge uma faixa mais jovem, amaioria pessoas entre seus 30 e 40 anos, e a maior audiência do site wireless está entre seus 20 e 30 anos” (BETTI, 2004, p. 21).
Para publicar as notícias, o jornal adapta para a tela do celular — através de um software automático — cercade 120 notícias em tempo real por dia, que são produzidas para a versão do jornal na Web. Os não-assinantes podem leras manchetes, mas para ter acesso ao conteúdo, o usuário deve solicitar a assinatura do Asahi Shimbun sem fio no menudo celular. Hoje a divisão wireless do Asahi gera uma receita de 1 bilhão de yenes por ano e 70% dos usuários assinamos serviços por mais de um ano. 20% deles acessam o site mais do que 5 vezes ao dia (ibid, p. 21).
Europa
Depois do Japão, o continente europeu é a região onde a telefonia celular mais tem influenciado nos hábitos dapopulação. Países como Finlândia, Noruega, Holanda, Alemanha e Itália já levantam a discussão sobre como levar oconteúdo noticioso para as redes de telefonia móvel. Um exemplo deste debate foi o fórum realizado na Itália, no dia 14maio de 2004, para buscar alternativas para aumentar o interesse dos jovens por leitura de jornais. Organizado peloObservatório Permanente para a Juventude e Editores, o evento reuniu editores de jornais como Los Angeles Times,USA Today, New York Post e El Mundo, que apontaram os telefones celulares como uma alternativa viável paradifusão de notícias, sobretudo entre a população jovem:
os celulares estão cada vez mais invadindo o espaço do rádio, televisão e mídia impressa. Segundo editores de jornais erevistas dos Estados Unidos e Europa, o fenômeno se deve ao fato de que os celulares são mais rápidos para transmitir notícias e estão o tempo inteiro à disposição de seus donos. (MAGALHÃES, 2004).
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Esta percepção é endossada a partir de casos como na Finlândia, onde funcionam serviços de informaçõesdestinados ao grande público, como por exemplo, notícias sobre esporte. O serviço da Finnish Elite League Games, aprimeira divisão do hockey no país, oferece informações em tempo real, para todos os celulares, com dados dos jogosda rodada. Segundo PAKAR1NEN, na Finlândia “alertas de SMS, dando as últimas estatísticas, placares, toquesmusicais ou imagens são lugares comuns” (2004, p. 47). Diferente de 2001, não há mais hype em tomo de SMS, pois osserviços mencionados funcionam: “os serviços não tiram o fôlego de tão avançados, mas diferente de 2001, elesfuncionam. Todos os dias” (p. 47).Mas além da Finlândia, existem outras iniciativas na Europa que valem a pena serem lembradas. A operadoraKPN, por exemplo, levou o sistema japonês Imode, para funcionar na Holanda, Alemanha e Bélgica. Com parceria com jornais como De Telegraaf, De Volkskrant, Dutch Press Agency, Reuters, Dow Jones/Wall Street Joumal e CNNMobile, a operadora pratica o modelo de divisão de receitas, com números semelhantes ao praticado pela NTTDoCoMo: 14% da receita com assinaturas fica com a operadora e 86% vai para o provedor de conteúdo (CAMPBELL,2004).
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Outras regiões
Os Estados Unidos é um país onde a transmissão de dados via telefonia celular ainda está em amadurecimento(SOUZA E SILVA, 2004, p. 229). No entanto, este caminho já se mostra irreversível. Talvez a maior evidência desteprocesso é o produto CNN Mobile, um dos mais populares serviços de informação via celular em todo o mundo. A redeamericana oferece uma gama de serviços que vai desde 25 categorias de alerta de SMS, WAP e serviços multimídia.Nos EUA, o serviço já está disponível nas principais operadoras do país, que cobram por alertas enviados, porassinatura, ou ainda, por pacote de dados, durante a navegação em WAP. O serviço também está disponível paradiversas operadoras da Europa, America Latina, Ásia e Oriente Médio. Ao todo são 24 países que disponibilizam oconteúdo da CNN Mobile para mais de 90 milhões de assinantes.
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Tal qual nos EUA, no Brasil, as principais operadoras locais (Vivo, Claro, TIM e Oi) oferecem canais deesporte, notícias financeiras e boletins diários. Segundo levantamento feito pela revista VEJA (2004, p. 115), asoperadoras cobram de R$ 0,14 a 0,99 centavos por SMS com notícia enviada para o celular do usuário, ou aindaoferecem assinaturas mensais para recebimento de boletins diários. Segundo a reportagem, há a opção de notíciasatravés de navegação WAP, cobrada por minuto (cerca de R$ 0,36 o minuto), ou ainda, já há a opção de navegaçãoWAP cobrada por pacotes de dados, cujo preço varia entre 0,04 a 0,05 por kbyte navegado.As empresas brasileiras de conteúdo também já se posicionaram neste mercado: no dia 24 de março de 2000, aFolha de São Paulo lançou o “Fo1haWAP”, o primeiro serviço dc notícias por celular no Brasil. Hoje, a Folha de SãoPaulo não só continua oferecendo serviços de WAP e SMS, como lançou, em dezembro de 2002, o serviço “Fotogol”
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http://www.estadao.com.br/tecnologia/informatica/2004’mai/11/56.htm
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http://www.ifra.com/website/ifra.nsf/html/ENS_mobile_services
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http://edition.cnn.comlmobile/service.providers.html
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