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Morte na panela

Morte na panela

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Morte na panela- Hernandes Dias Lopes2 reis 4.38-41
As igrejas estão se transformando em supermercados espirituais,onde o freguês é quem determina o produto que ali é consumido.
Dão palha ao invés de pão ao povo.
Por falta de pão os famintos se empanturram de farelo.
A igreja tem muita adesão, mas pouca conversão.
Os pregadores estão falando mais de auto-ajuda do que da ajuda doalto.
A igreja perdeu a capacidade de influenciar, pois está sem sal eprovoca náuseas em vez de apetite.
As 3 classes mais desacreditadas da nação são os políticos, ospoliciais e os pastores.
Em lugar da exposição da verdade, estabelecem as campanhas demilagres; em lugar do ensino da bíblia, estabelecem a busca daprosperidade; em lugar do arrependimento do pecado, estabelecem alibertação dos demônios; em lugar da salvação estabelecem a cura;
Nem tudo que cresce é verdadeiro. Nem todo sucesso procede deDeus... o câncer também é um crescimento desordenado de célulasda morte.
As heresias cruzam os séculos. Elas perpetuam e envenenam aspessoas por séculos sem fim.
O evangelicalismo brasileiro é um canteiro fértil para as novidades nomercado da fé.Hoje há muita confusão religiosa no meio evangélico. Velhas e novasheresias florescem com vigor, como o evangelho da prosperidade, aconfissão positiva, o movimento de batalha espiritual com ademarcação de territórios, os espíritos territoriais, a propagandaindevida de sinais e prodígios, a venda de bênçãos espirituais, ocomercio das coisas sagradas. Alguns pregadores beiram a blasfêmiaquando, petulantemente, dão ordens a Deus, como se elesestivessem no trono, e Deus, no estrado de seus pés.
Uma meia verdade é uma mentira mais sutil e mais perigosa do queuma mentira declarada. O joio é parecido com o trigo, mas um éveneno, e outro, alimento. Um promove a vida , o outro gera a morte.
Os púlpitos evangélicos estão pobres. Muitos pastores estão dando aopovoa palha do experiencialismo e das novidades, em vez do pão daverdade.
Os erros mais perigosos são aqueles que parecem com a verdade.
Precisamos ter discernimento. Não podemos comer todo alimentoespiritual que se serve a mesa em nome de Jesus.
A presença de sinais extraordinários não prova que o que estaacontecendo vem de Deus. Os mágicos do Egito também faziamcoisas espetaculares, mas nem por isso eram homens de Deus ouagiam pelo poder do altíssimo.
Os apóstolos jamais tentaram dominar a agenda do Espírito Santo.Deus é livre e soberano. Ele faz todas as coisas conforme o conselho
 
da sua vontade. Ele age como e quando quer para o louvor da suaglória.
Nem todo individuo que anda com a bíblia e prega a bíblia estapregando a palavra de Deus.
Estamos vivendo o apogeu do pragmatismo. As pessoas buscam nãoa verdade, mas o que funciona. Querem não o que é certo, mas o quedá certo. Correm atrás de resultados não de princípios.
Pregam não o que o povo precisa ouvir, mas o que ele deseja ouvir.Pregam não para salvar, mas para agradar os ouvintes. Estão maisinteressados em entreter os bodes do que alimentar as ovelhas.Pregam não sobre o pecado, arrependimento e salvação, mas sobresaúde e prosperidade. Pregam não sobre ajuntar tesouros no céu,mas sobre edificar uma casa permanente na terra. Pregam não sobreo reino eterno, mas sobre um paraíso construído na terra pelo própriohomem. Pregam não sobre as provas e tribulações naturais da vidacristã, mas sobre os milagres e sucesso que os crentes precisamexigir de Deus.
O evangelho está se transformando em um antropocentrismoidolátrico. Ate mesmo Deus precisa curvar-se aos desejos soberanosdo homem. Este tipo de pregação pode ser popular, mas não ébíblico.
Muitas igrejas não trabalham com pessoas e, sim, com massas. Elasnão cuidam da particularidade; só se interessam pela multidão. Nãofazem discípulos buscam apenas agradar os clientes, não estão atrásde conversão, mas de adesão. Querem mais o dinheiro dos fieis doque seus corações convertidos a Jesus.
Muitos pregadores atraem multidões, ensinando que todo crentedeve ser rico, morar em mansão, desfilar em carrões, jamais ficardoente e até mesmo ser uma miniatura de Deus. Esse tipo demensagem gera frustração e decepção. O próprio filho de Deus, ao virao mundo, abdicou de sua riqueza e se fez pobre.
Na verdade riqueza não é pecado; é bênção de Deus. Não háproblema em possuir riquezas o problema é ser possuído por ela.
A pregação que afirma que um crente não pode ficar doente temaparência espiritual, mas é falsa. O apostolo Paulo tinha umaenfermidade que não foi curada. Timóteo tinha uma doença noestomago e ele não foi curado.
A morte para o crente não é derrota. Para o crente, o viver é Cristo eo morrer é lucro.
Vida cristã não é uma sala vip, um parque de diversões, nem umacolônia de férias. Neste mundo enfrentamos fraquezas, doenças, dor,lágrimas e morte. Aqui não é o céu.
Achar que tudo é ação do demônio é uma espécie de freudianismoevangélico, em que as pessoas são levadas a crer que elas não sãoresponsáveis diante de Deus pelos seus atos, mas apenas vitimas dosistema demoníaco.
Hoje estamos precisando de uma nova reforma. Há muito ensinoestranho as escrituras sendo disseminado no meio evangélico.

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