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GESTÃO DO DESIGN EM PEQUENAS EMPRESAS
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Roberto S. Reis
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 Grazielle S. Silva
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Resumo
Design não é puramente estética, mas é também uma atividade que agrega valor às empresasque contratam este serviço. As pequenas empresas, que desconhecem essa área, deixam de sebeneficiar das vantagens de sua Gestão. O Sebrae atualmente tenta mudar esse quadro com acriação de projetos que têm como objetivo a divulgação das vantagens da aplicação do designpara os micro e pequenos empresários. Essa profissão não interfere apenas no produto, serviçoe imagem da empresa. Como em sua metodologia existe uma análise de mercado, deconcorrentes e da própria empresa, é possível que alguns problemas sejam detectados emsetores que não fazem parte do design, como na produção e distribuição. Aí também há ainterferência do consultor de design, que propõe uma melhora na área deficitária. Exemplos edados que comprovam a ação do design em empresas são mostrados com um certo grau dedetalhes.
Palavras-chave:
Design, Pequena Empresa; Valor; Gestão.Design significa, etimologicamente, projeto. A atividade começou a evoluir após arevolução industrial. No começo, a preocupação era com a produção. Não havia nenhumaconcorrência. Com o tempo as indústrias começaram a se firmar. No entanto o produto finaldelas era praticamente o mesmo. Por conta disso, era a tradição contava na hora da escolha doproduto. A partir do momento em que o consumidor passou a ter opções de escolha, a estéticae funcionalidade do produto começaram a ser trabalhadas. Assim, o design se transformou emuma ferramenta de diferenciação entre as empresas, aliado a outras atividades como omarketing.
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Artigo publicado no site Design Gráfico em Março de 2006. Disponível em:<http://www.designgrafico.art.br/comapalavra/designpequenasempresas.htm>
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Roberto S. Reis (1981) é bacharel em Design Gráfico pela Universidade Tiradentes, cursando especializaçãoem comunicação digital.
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Grazielle S. Silva (1984) é bacharel em Design Gráfico pela Universidade Tiradentes, cursando asespecializações em Produção em Mídias Digitais e em Comunicação Estratégica
 
O empresário pode então se questionar: sim, mas quais as vantagens da aplicação dodesign nas empresas? É preciso entender que, para que uma empresa obtenha sucesso, énecessário que o produto ou serviço oferecido, seja bem recebido pelo consumidor-cliente. Odesafio do empresário, de grandes, médias e pequenas empresas, é conquistar a confiança doseu público. Uma das estratégias para alavancar as vendas e manter as empresas no mercado éa agregação de valor aos produtos ou serviços prestados. “O Design é uma das ferramentasque tem sido utilizada para agregar valor aos produtos e serviços, auxiliando na conquista denovos mercados. O Design auxilia na melhoria de aspectos funcionais, ergonômicos e visuaisdos produtos, buscando além de atender as necessidades dos consumidores, melhorar oconforto, a segurança e a satisfação dos usuários. As empresas que já se utilizam destaferramenta, têm obtido resultados positivos na introdução de diferenciações nos produtos etêm conseguido se destacar perante seus concorrentes.”
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 Agregar valor, neste caso, é trazer junto às funções básicas do produto ou serviço,características que venham a somar benefício e trazer conforto ao cliente. As casas lotéricas,por exemplo, serviam apenas para jogos e, alguns meses após as instalações, passaram areceber pagamentos de contas de telefone, de energia entre outras.O diretor-presidente do Sebrae, Paulo Tarciso Okamotto, mostra dados relevantes queexplicitam a importância da interferência dessa atividade nas empresas:
“Pesquisa da Open University na Inglaterra, com 221 pequenas empresas, mostrouresultados importantes: em 90% dos casos, elas obtiveram lucros com o novodesign, registrando retorno do capital investido em 15 meses; ampliaram em 40% asvendas pelas modificações no design dos produtos; 25% dos projetos abriram novosmercados para os produtos dessas empresas.No caso brasileiro, pesquisa da CNI, a Confederação Nacional da Indústria, em 500empresas de diversos setores, revelou que 75% delas obtiveram aumento de vendasem função da utilização do design e 41% reduziram custos de produção.”
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Apesar da quantidade de benefícios advinda do design ser significante, apenas osgrandes empresários utilizam deste recurso. Os donos das pequenas empresas desconhecemou têm uma visão deturpada dessa atividade. É importante que o pequeno empresário entendaque design não é meramente estética. Sua ação vai muito mais além do que o conceito debeleza. As soluções encontradas são frutos de estudos e pesquisas realizadas de maneira quevenham a se adequar à necessidade da instituição. É um instrumento que pode servir de apoioàs empresas de pequeno porte.Como as pequenas empresas podem se beneficiar dessa atividade? Sabe-se que,atualmente no país, 470 mil micro e pequenas empresas iniciam suas atividades a cada ano,mas 49,4% delas fecham as portas antes de completar dois anos
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. Abre-se aqui um espaço
 
para definir pequenas empresas. De acordo com a OCDE (Organization for EconomicCorporation and Development), para ser considerada pequena empresa, o número defuncionários não pode ultrapassar 100. No Brasil, está valendo a lei 9.317/96, de 5 dedezembro de 1996, que considera “empresa de pequeno porte, a pessoa jurídica que tenhaauferido, no ano-calendário, receita bruta superior a R$ 120.000,00 (cento e vinte mil reais) eigual ou inferior a R$ 1.200.000,00 (um milhão e duzentos mil reais).”
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 A Gestão do Design nas pequenas empresas pode até mesmo ampliar o mercado deatuação de quem contrata esse serviço. Mas afinal, o que é gestão de design? Segundo odicionário, a palavra gestão, significa gerir, administrar. Segundo Luis Emiliano Avendaño,cosultor de design, ela é definida como “o conjunto de atividades de diagnóstico,coordenação, negociação e design que comparecem tanto na atividade de consultoria externacomo no âmbito da organização empresarial, interagindo com os setores responsáveis daprodução, da programação econômica-financeira e da comercialização, com a finalidade depermitir uma participação ativa do design nas decisões dos produtos.”
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Segundo FennemierGomer, citada em dissertação de Tatiane Shoneweg Melo, a gestão de design “é responsávelpelo design, pela implementação, manutenção e constante avaliação de tudo a que se refere aidentidade corporativa, desde um panfleto até o uniforme.”Na Infopaper de dezembro de 2004, foi mostrado o exemplo de uma indústria demóveis de pequeno porte, que resolve investir em gestão de design para dar um padrão a seusprodutos. “Com a nova política de planejamento e desenvolvimento, esta empresa teve umganho de produtividade em torno de 20%, considerando a reestruturação do layout fabril eequipamentos.”
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Além disso, houve um aumento de produtividade, alguns processos foramterceirizados e alguns funcionários foram reposicionados de maneira que passaram a receberuma quantia equivalente à atividade exercida. “Após a conclusão do projeto, o designer aindapode prestar suporte à indústria para implementação de outras políticas como a Gestão daQualidade e ISO 9000, Gestão Ambiental e ISO 14000, Selo Verde etc.”
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 E como é possível criar uma estratégia de design correta para um determinado produtoou serviço? Esta pergunta incomoda boa parte dos profissionais deste setor. Na verdade, oprofissional da área de design deve atuar diretamente ligado à tradição, costumes epreferências de um determinado público-alvo. O designer trabalha seguindo uma metodologiaque inicia com o briefing, a detecção de problemas e passa pela pesquisa de mercado, análisedos concorrentes e da empresa que o contratou até que se gere um conceito e se crie umaproposta.
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