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Geografia Conceitos e Paradigmas Fabio Costa Marcio Rocha

Geografia Conceitos e Paradigmas Fabio Costa Marcio Rocha

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GEOGRAFIA: CONCEITOS E PARADIGMAS - APONTAMENTOS PRELIMINARES
12
COSTA, Fábio Rodrigues da; ROCHA, Márcio Mendes
RESUMO:
 O presente artigo, de caráter introdutório, tem como objetivo discutir a constituição e os desdobramentos da geografia como ciência, bem como seus principais conceitos orientadores. Para isso buscamos apresentar no transcorrer do texto os principais paradigmas geográficos e as novas possibilidades para o século XXI, isto feito através da leitura de livros e artigos científicos. Desta forma, pretendemos apresentar uma abordagem geral sobre a geografia, seus paradigmas e conceitos.
Palavras-chave:
 Geografia. Paradigmas. Conceitos.
GEOGRAPHY: CONCEPTS AND PARADIGMS – PRELIMINARY NOTES
 ABSTRACT:
This article aims to discuss the evolution of the geography as science and its main concepts guiding. Are presented in the course of the text the main geographical paradigms and new possibilities for the twenty-first century, this by reading books and scientific articles. Thus,  we intend to present, in a preliminary way, a general approach and introduction on the geography, its paradigms and concepts.
Keiwords:
Geography. Paradigms. Concepts.
INTRODUÇÃO
O presente artigo tem como objetivo principal apresentar uma discussão introdutória sobre a Geografia a partir da construção histórica de seus paradigmas e conceitos. Em virtude da complexidade do assunto não é possível, no presente texto, o aprofundamento das questões expostas. Desta forma, a intenção é oferecer uma base
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Professor assistente do Departamento de Geografia - FECILCAM, doutorando pelo Programa de Pós-graduação em Geografia – UEM. fabiorcmestrado@bol.com.br - Bolsa de estudo Fundação Araucária.
2
Professor associado do Departamento de Geografia - UEM
orientadora para os estudantes sobre o processo de desenvolvimento da geografia. Assim,
Rev. GEOMAE Campo Mourão, PR v.1n.2 p.25 - 56 2ºSem 2010 ISSN 2178-3306 
 
buscamos discutir os paradigmas e os conceitos considerados como de maior relevância. Cabe ao leitor aprofundar os estudos através das referências indicadasInicialmente fazemos uma breve discussão sobre a geografia pré-científica que se estendeu até o século XVIII, e foi caracterizada por ser um saber totalizante desprovido de sistematização. Na sequência buscamos apresentar os principais debates sobre a geografia científica. Abordamos os seguintes paradigmas: determinismo ambiental, possibilismo, método regional, nova geografia e geografia crítica. Também trazemos para o debate as discussões referentes às novas possibilidades para o século XXI, através da geografia global. No terceiro momento apresentamos os principais conceitos geográficos: espaço, território, região, paisagem e lugar. As contribuições que a geografia vem trazendo para a sociedade são resultados de intensas descrições, análises, discussões, debates, divergências e até mesmo profundos enfrentamentos teóricos e metodológicos. Os enfrentamentos vão marcar a revisão de seus paradigmas e conceitos, o que demonstra o dinamismo e as constantes críticas pelas quais passou e está passando.Debater e refletir sobre o desenvolvimento histórico da geografia, mesmo que isso já tenha sido realizado por inúmeros estudiosos, nunca é demais, visto que proporciona um melhor entendimento sobre o tema. É relevante o resgate e a revisão de importantes pensamentos e pensadores, pois permite novos olhares sobre essa dinâmica e importante ciência.
BREVE RELATO SOBRE O PERÍODO PRÉ-CIENTÍFICO DA GEOGRAFIA 
O período pré-científico corresponde aos saberes geográficos desprovidos de sistematização e organização metodológica produzidos pelos seres humanos desde a pré-história até a consolidação científica. Abarcam as pinturas rupestres encontradas em cavernas representando a organização espacial da sociedade, os estudos de astronomia, cartografia, correntes marinhas, organização social entre outros.Manuel Correia de Andrade (1987), considera que os povos que viviam na pré-história já desenvolviam conhecimentos que podem ser considerados geográficos. Cita como exemplo os quéchuas na América Andina que possuíam noção de orientação, visto que as estradas que partiam da capital seguiam na direção dos quatro pontos cardeais. Os polinésios, povos navegadores, conheciam a direção dos ventos e das correntes marinhas e utilizavam seus conhecimentos para a locomoção entre as diversas ilhas que compõem o arquipélago.
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Revista GEOMAE - Geografia, Meio Ambiente e Ensino. Vol. 01, Nº 02, 2º SEM/2010
 
 
Na antiguidade as civilizações da Mesopotâmia e do Egito estudavam técnicas de irrigação, regime, extensão dos rios e variação do volume da água. Os estudos eram realizados em razão da necessidade de compreender a dinâmica fluvial para a prática da agricultura. Andrade (1987) considera tais abordagens como os primeiros passos para o desenvolvimento da hidrografia fluvial.  A contribuição dos gregos, na antiguidade clássica, é considerada a mais relevante e significativa. Os principais destaques foram: a medição do espaço e a discussão da forma da Terra, o estudo da física da superfície terrestre e a descrição dos aspectos físico-espaciais. Podemos destacar que:
 Ao mesmo tempo em que se ampliava o conhecimento do espaço geográfico, aguçando a pesquisa dos sistemas de relação entre a sociedade e a natureza – sistemas agrícolas, técnicas de uso do solo, relacionamento entre as cidades e o campo, relações entre as classes sociais e entre o Poder e o povo -, desenvolvia-se também a curiosidade sobre as características naturais, os sistemas de montanha, os rios com os seus variados regimes, a distribuição das chuvas, a sucessão das estações do ano etc. (ANDRADE, 1987, p. 24).
Os estudos geográficos realizados pelos gregos tinham na maioria das vezes caráter descritivo e informativo. O principal objetivo era descrever as características do espaço e sua possibilidade de utilização e exploração. Também estavam preocupados com o estudo da esfericidade da Terra, com o processo de erosão, com as variações do clima, com os mares, rios e com a política.  A partir da decancia do Império Romano do Ocidente no século V, ocorreu, na Europa, um retrocesso do pensamento. Foram descartadas importantes contribuições realizadas pelos gregos. Entre elas podemos destacar a negação da esfericidade da Terra, entendendo-a como um disco plano. O sistema de produção feudal e a fragmentação do poder e do espaço, somados com a intensa influência exercida pela igreja católica, contribuíram para a retração do pensamento científico. Neste contexto histórico os conhecimentos que se enquadravam na geografia ficaram estagnados, havendo poucos avanços. Merece destaque na Idade Média a contribuição dos povos árabes que motivados pelo processo de expansão territorial buscavam compreender melhor o espaço. Estudavam a herança grega, ampliando e inovando. Conforme Rodrigues (2008), os muçulmanos contribuíram para a evolução das ciências e das artes, realizaram a tradução da obra de Ptolomeu, desenvolveram a geografia, a geometria, a astronomia e a matemática.Os séculos XV e XVI são marcados pelas grandes navegações portuguesas e espanholas. A maior preocupação no período foi com a espacialização, através do
COSTA, F.R. da; ROCHA, M.M.
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