de Moncada e dominar o restante das forças militares do país. O ataque não deu certo eFidel acabou preso. No tribunal Fidel fez sua própria defesa. Só que em vez de sedefender, denunciou e atacou. Num brilhante discurso, mostrou as desgraças dasociedade cubana, a injustiça do latifúndio, a situação humilhante do país diante dosinvestidores estrangeiros, a pobreza e a doença. No final sabendo que seria condenado,Fidel completou:
“A história me absolverá”
.Depois de uma temporada nas prisões cubanas, Fidel foi libertado e partiu para oexílio no México, lá reuniu um corpo de 82
combatentes. Com eles resolveudesembarcar no litoral de Cuba e de lá iniciar uma revolta contra o governo de Batista.O desembarque ocorreu em 1956. Mas as forças do governo já tinham descoberto o barco usado pelos rebeldes, o Gamma. Houve luta logo na chegada. O grupo teve de sedispersar e, dos 82 combatentes apenas 12 conseguiram escapar, escondendo-se nasflorestas da Sierra Maestra. Entre eles estava o médico argentino Ernesto Che Guevara,outra figura fundamental da Revolução Cubana.Do alto da serra, por transmissão de rádio, passaram a pregar a luta contra ogoverno. Aos poucos, graças a ataques-surpresa a guarnições do exército e da políciaforam conseguindo mais armas e munições.O exército de Fulgêncio Batista era brutal. Entrava nas aldeias, roubava,estuprava, queimava. Os guerrilheiros agiam diferente. Tratavam bem os camponeses eesclareciam os objetivos do movimento: acabar com a ditadura, fazer a reforma agrária edevolver Cuba aos cubanos. Assim o apoio da população não tardou. O grupo dos 12 em pouco tempo transformou-se numa tropa que causava baixas cada vez maiores aoexército de Batista. Os revolucionários aumentavam o número e recebiam o apoio da população rural e urbana.Da sierra Maestra, os guerrilheiros desceram e se espalharam pelo país, abrindouam frente de guerra contra o exército do governo. Nas cidades, grupos de apoioatacavam a polícia e as instalações do exército.
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