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Eurico_análise de texto

Eurico_análise de texto

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O Autor
Nasce em Lisboa em 1810 e morre em 1877 na sua quinta de Vale de Lobos.Teve uma vida difícil. Foi quase um autodidacta. Estudou línguas na Aula do Comércio efrequentou as aulas de Paleografia e Diplomática na Torre do Tombo. Data de então a suaaproximação da Marquesa de Alorna.Emigra em 1831 e toma contacto com Thierry, Guizot e Vítor Hugo. Regressa a Portugal,depois de ir para os Açores, e é nomeado 2º. Bibliotecário do Porto. Demite-se por questõespolíticas e passa para a Biblioteca da Ajuda. Data de então a publicação de
Voz do Profeta
,onde se reflecte a influência de
Paroles d'un croyant
de Lamennais, que Herculano já verterapara Português. Trabalhava e escrevia. Na direcção da revista "O Panorama" publica
Lendas eNarrativas
e
O Bobo
. Como membro da Academia das Ciências, organizou a publicação de
 
Portugaliae Monumenta Historica
na esteira de
Germaniae Monumneta Historica
de Godofredo deMounmouth.Casou tardiamente e, por questões políticas, retira-se para a quinta de Vale de Lobos ondeabandona a literatura (apenas escreve
Opúsculos
) e dedica-se à agricultura até à morte.Moralmente pode assemelhar-se a Sá de Miranda, pela sua integridade moral e teimosia nassuas ideias sociais e políticas tão em oposição com o Portugal decadente da sua época. Porisso Herculano se integra tão bem no espírito romântico e vai ser a pedra de toque do segun-do romantismo.A sua obra poética está reunida na
Harpa do Crente
(1838). É uma projecção do seu carácterque revela influência da literatura alemã e francesa. Os temas são românticos:
Religião
,
 Patriotismo
e
Natureza
. Temas solenes como pedia o seu temperamento. Oferece-nos umapoesia rica de símbolos, ao serviço de uma ideologia poética filosófica.Alexandre Herculano foi o iniciador do romance histórico em Portugal. Seguiu o modelo deWalter Scott, romancista que fez reviver em dezenas de obras as velhas tradições do seu paíse todo o pitoresco da vida medieval inglesa: ressuscitou gentis donzelas apaixonadas porcavaleiros, reconstruiu castelos imponentes, encheu de armas e sangueiras florestas misterio-sas.Herculano soube relacionar a história com a imaginação sem que uma destruísse a outra. Osseus romances retratam épocas de particular interesse para a escola romântica, como odomínio árabe, a fundação da nacionalidade e a consolidação da sua independência no tem-po de D. João I; são fidelíssimos em conservar a cor histórica e local dos acontecimentos nar-rados: exactidão de vestuário, de armas, de costumes, de interiores e exteriores, de leis, dearquitectura, etc.
 
A Obra
1. Acção
Eurico, nobre gardingo, mas sem bens de fortuna, fora impedido decasar com Hermengarda, filha do orgulhoso Fábila. Trocou então aarmadura de guerreiro valente que era, pela batina de sacerdote.Dedicou-se à vida paroquial em Carteia, terreola insignificante, situa-da nas proximidades de Gibraltar.Os primeiros capítulos do romance, em bela prosa poética, são desa-bafos do coração do presbítero. Solitário, vagueia enregelado, altashoras da noite, pelas ribas do oceano. Lamenta a sua infelicidadeamorosa e a condição decadente da sociedade goda. Prevê o avanço de nuvens negras sobrea Espanha cristã. O futuro de todos aparece-lhe desesperadamente sombrio.Dá-se a invasão árabe. Nas hostes cristãs em debandada, sobressai o heroísmo do "cavaleironegro", que ninguém sabe quem é.Hermengarda, a filha do altivo Fábila, é aprisionada, quando fugia para as Astúrias com osúltimos cristãos resistentes, comandados por seu irmão Pelágio, derradeira esperança dosGodos. Prestes a ser desonrada pelo comandante dos exércitos árabes, é salva espectacular-mente pelo "cavaleiro negro" e conduzida até Covadonga.Os Árabes sofrem aí a primeira derrota e os cristão cantam vitória pela primeira vez. Apósesse dia maravilhoso, todos descansam. O "cavaleiro negro" - espanto dos Mouros e admira-ção dos Cristãos - identifica-se perante Hermengarda, que cai, louca de amor, em seus braçose lhe pede para no dia seguinte casar com ela. É Eurico, seu antigo noivo… Lembrando-se atempo de que é sacerdote, o "cavaleiro negro", ululando como um leão ferido, desaparece,para não mais ser visto, e vai oferecer-se à morte, numa luta escusada com os últimos fugiti-vos do exército mourisco. Hermengarda enlouquece.Em Eurico o Presbítero há uma intriga amorosa ao lado do enredo político-militar.

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