• Embed Doc
  • Readcast
  • Collections
  • CommentGo Back
Download
 
ESTATUTOS DA ASSOCIAÇÃOPARA A DEFESA DOS FILHOS DE PAIS SEPARADOS“PAIS PARA SEMPRE”
C
APÍTULO
IDenominação, Sede, Âmbito de Acção e Fins
 Artigo 1.º
Denominação e natureza 
 
1.
É constituída a associação denominada “
P
AIS
P
ARA
S
EMPRE
- Associação para a Defesa dosFilhos e dos Pais Separados
”, a seguir designada abreviadamente por Associação.
2.
A Associação é uma instituição particular de solidariedade social.
3.
A Associação rege-se pelos presentes Estatutos e ainda pelos regulamentos internosrespectivos.Artigo 2.º
Sede e duração 
 A Associação tem a sua sede em Lisboa, provisoriamente, na Rua Actor Vale, n.º 26 - 2.º C, 1900LISBOA, e durará por tempo indeterminado, podendo criar delegações ou quaisquer outras formasde representação onde for julgado necessário para a prossecução dos seus fins.Artigo 3.º
Objecto Social, âmbito de acção e fins 
 
1.
A Associação tem por objectivo a defesa dos Direitos Humanos e da Criança, especificamente,no que concerne ao Direito que todas as Crianças têm em manter contacto directo e permanentecom os dois Pais, e estes com os seus Filhos.
2.
O âmbito da sua acção exerce-se a nível nacional.
3.
Para a realização dos seus objectivos, a Associação propõe-se:
a)
Desenvolver todas as acções tendentes à transformação do actual sistema de “guarda única”em sistema de excepção, na intenção do reconhecimento e uso das várias formas de “guardaconjunta” como direito dos filhos;
b)
Desenvolver todas as acções tendentes ao cumprimento dos direitos dos filhos, com atençãona manutenção de ambos os pais como responsáveis e igualmente responsabilizados pelos seusfilhos, após a separação do casal;
c)
Desenvolver todas as acções tendentes ao cumprimento do direito dos filhos e dos pais namanutenção mútua da sua relação e das relações e convivência daqueles com as duas famílias deorigem;
d)
Divulgar e promover as acções necessárias à efectivação do direito à igualdade no exercício doPoder Paternal dos Pais que não habitam com os seus Filhos;
e)
Desenvolver acções tendentes ao cumprimento e gozo efectivo do princípio constitucional quegarante a igualdade de direitos e deveres de ambos os progenitores na manutenção e educaçãodos Filhos;
f)
Desenvolver todas as acções que impeçam a discriminação entre Pais, nomeadamente,facultando-lhes a informação e meios necessários ao exercício efectivo dos seus direitos;
g)
Promover as acções que entenda apropriadas para alertar, informar e educar a opinião pública,os organismos oficiais e outras instituições sobre a problemática dos Pais separados dos Filhos,designadamente, quanto à questão da atribuição do Poder Paternal, à actual jurisprudência relativaà guarda de menores e à necessária convivência dos filhos com ambos os progenitores;
h)
Desenvolver os esforços necessários à sensibilização das Magistraturas, das InstituiçõesSociais e dos Órgãos de Estado para a obrigação positiva que lhes está cometida na aplicação dosPrincípios Constitucionais da Igualdade e da Paternidade.
i)
Criar, desenvolver e aplicar acções de apoio dirigidas às famílias carenciadas devido à suarotura, nomeadamente, as monoparentais e as reconstruídas, através de apoio psicológico,psiquiátrico ou pedopsiquiátrico, de terapia familiar, mediação familiar e de serviços deaconselhamento e apoio social directo.
 
 j)
Promover os contactos e as acções consideradas convenientes à prossecução dos seus finscom as associações e instituições congéneres nacionais, internacionais e estrangeiras.
4.
A Associação prossegue as suas finalidades em articulação e colaboração com as entidadespúblicas ou privadas, nacionais, internacionais e estrangeiras que desenvolvem actividades emáreas conexas ou complementares àquelas.
5.
A Associação poderá filiar-se em associações internacionais que prossigam objectos afins dosseus e, eventualmente, representá-las em Portugal.Artigo 4.º
Regime dos serviços prestados 
1.
Os serviços prestados pela Associação serão gratuitos.
2.
O disposto no n.º 1 não prejudica a possibilidade de reembolso ou de remuneração em regimede porcionismo, de acordo com a situação económico-financeira dos utentes.
3.
As tabelas de comparticipação dos utentes serão elaboradas em conformidade com as normasaplicáveis e com os acordos de cooperação que sejam celebrados com os serviços oficiaiscompetentes.
C
APÍTULO
IIAssociados
Artigo 5.º
Tipos de associados 
 
1.
Podem ser associados todas as pessoas singulares ou colectivas que se mostrem interessadasem aderir aos princípios e finalidades da Associação.
2.
Os associados podem ser:a)
Fundadores
- As pessoas singulares que subscrevam os presentes Estatutos no acto deconstituição da Associação e, bem assim, aqueles que, no prazo máximo de quinze dias a contarda data da celebração da presente escritura pública, os venham a subscrever mediante aprovaçãoda Comissão Instaladora e, ainda, aqueles que, sob proposta da Direcção e aprovação pelaAssembleia Geral venham a ser como tal aceites pelo Conselho dos Fundadores;b)
Honorários
- As pessoas que através de serviços ou donativos, dêem contribuiçãoespecialmente relevante para a realização dos fins da Associação, como tal reconhecida eproclamada pela Assembleia Geral;c)
Efectivos
- Os associados aderentes que tenham colaborado activamente na realização dos finsda Associação obrigando-se ao pagamento da jóia e quota trimestral, nos montantes fixados pelaAssembleia Geral;d)
Aderentes
- As pessoas que se proponham colaborar na realização dos fins da Associaçãoobrigando-se ao pagamento da jóia e quota trimestral, nos montantes fixados pela AssembleiaGeral;d)
Correspondentes
- As pessoas que se proponham colaborar na realização dos fins daAssociação obrigando-se ao pagamento da jóia e quota trimestral, nos montantes fixados pelaAssembleia Geral, mas não residem ou não exercem a sua actividade em território nacional.3. A qualidade de associado, prova-se pelo registo respectivo, que a Associação obrigatoriamentepossuirá.Artigo 6.º
Aquisição da qualidade de associado 
 
1.
A aquisição da qualidade de associado depende de inscrição, aprovada em Assembleia Geral,por maioria simples dos associados efectivos.
2.
A inscrição de associado honorário ou efectivo depende de proposta da Direcção ou doConselho de Fundadores.
3.
A inscrição de associado fundador é da exclusiva competência do Conselho de Fundadores,sob proposta da Direcção e aprovação pela Assembleia Geral.
 
 Artigo 7.º
Direitos dos associados 
 1. São direitos dos associados fundadores, honorários ou efectivos:
a)
Participar e votar nas reuniões da Assembleia Geral;
b)
Eleger os órgãos sociais ;
c)
Ser eleito para todos os órgãos sociais, nas condições previstas nos presentes Estatutos, comexcepção daqueles que, mediante processo judicial, tenham sido removidos dos cargos directivosda Associação ou de outra instituição particular de solidariedade social, ou tenham sido declaradosresponsáveis por irregularidades cometidas no exercício das suas funções;
d)
Requerer a convocação da Assembleia Geral extraordinária, nos termos do n.º 3 do artigo 25.º;
e)
Examinar os livros, relatórios, contas e demais documentos, desde que o requeiram por escritocom a antecedência mínima de 30 dias e se verifique um interesse pessoal, directo e legítimo;
f)
Solicitar aos órgãos sociais quaisquer informações e esclarecimentos sobre a actividade egestão da Associação;
g)
Usufruir dos serviços prestados pela Associação;
h)
Participar em geral em todas as iniciativas da Associação.
2.
São direitos dos associados aderentes ou correspondentes os previstos nas alíneas g) e h) donúmero anterior.Artigo 8.º
Deveres dos associados 
 
1.
São deveres dos associados efectivos:
a)
Contribuir para a realização dos objectivos estatutários, de harmonia com os regulamentos edeliberações dos órgãos da Associação;
b)
Observar as disposições estatutárias e regulamentos e as deliberações dos órgãos sociais;
c)
Comparecer às reuniões da Assembleia Geral;
d)
Desempenhar com zelo, dedicação e eficiência os cargos para que forem eleitos;
e)
Desempenhar as tarefas que lhes forem atribuídas pelos órgãos competentes da Associação;
f)
Colaborar nas actividades promovidas pela Associação;
g)
Proceder pontualmente ao pagamento das suas quotas.
2.
São deveres dos associados fundadores ou honorários os previstos nas alíneas a), b), c), d), e)e f) do número anterior.
3.
São deveres dos associados aderentes ou correspondentes os previstos nas alíneas a), b), e),f) e g) do número 1.Artigo 9.º
Sanções dos associados 
1. Os associados que violarem os deveres estabelecidos no artigo 8.º ficam sujeitos às seguintessanções:
a)
Repreensão;
b)
Suspensão de direitos até 365 dias;
c)
Demissão;
2.
São demitidos os sócios que por actos dolosos tenham prejudicado materialmente aAssociação.
3.
As sanções previstas nas alíneas a) e b) são da competência da Direcção.
4.
A demissão é sanção da exclusiva competência da Assembleia Geral, sob proposta daDirecção.
5.
A aplicação das sanções previstas nas alíneas b) e c) do n.º 1 só se efectivarão medianteaudiência do associado.
of 00

Leave a Comment

You must be to leave a comment.
Submit
Characters: ...
You must be to leave a comment.
Submit
Characters: ...