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Marx, História e Transformação Social - Nildo Viana

Marx, História e Transformação Social - Nildo Viana

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A teoria da história em Marx.
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MARX: HISTÓRIA E TRANSFORMAÇÃO SOCIALNildo VianaO presente ensaio busca apresentar a teoria da história em Marx. Este pensadorelaborou uma ampla e complexa teoria da história que requer uma pesquisa meticulosa paraser compreendida. Realizaremos aqui, em primeiro lugar, uma discussão sobre os conceitosfundamentais da teoria marxista da história e, posteriormente, iremos apresentar a visãomarxista do processo de transformação social.
Os Conceitos Fundamentais da Teoria Marxista da História
O que é a história? Esta é a primeira questão que se apresenta para nós. Marx nãose dedicou ao conceito de história em seu sentido universal (que engloba a história danatureza e de todos os outros seres existentes), mas tão-somente no sentido da história dahumanidade. Está implícito em sua obra que ele concebe a história da humanidade comoum processo de engendramento de relações sociais por outras relações sociais.Porém, este processo de engendramento de relações sociais por outras relaçõessociais traz duas questões que devem ser respondidas: a questão da historicidade e aquestão do engendramento das relações sociais. A historicidade do social nos remete aoproblema da continuidade e descontinuidade, da transformação e da permanência dasrelações sociais. Isto também nos remete à segunda questão, ou seja, ao problema doengendramento das relações sociais. Estas duas questões são, na verdade, duas faces deuma mesma moeda.O conceito fundamental da teoria da história de Marx é conceito de modo deprodução. O
modo de produção
é constituído pelas
 forças produtivas
e pelas
relações de produção
. As forças produtivas são os
meios de produção
e a
 força de trabalho
enquantoque as relações de produção são as relações sociais instituídas pelos seres humanos no
 processo de produção
.Aqui temos um conjunto de conceitos que precisam ser explicados. As forçasprodutivas são os elementos necessários ao processo de produção, que Marx divide em
meios de produção
e
 força de trabalho
. Os meios de produção são os
meios de trabalho
(oficinas, máquinas, solo, canais, ferramentas, edificações, etc.), e os
objetos de trabalho
 
(matérias-primas, substâncias auxiliares, etc.), sendo que a diferença entre ambos seencontra no fato de que os meios de trabalho são utilizados para transformar os objetos detrabalho, o que significa que no processo de produção aqueles permanecem os mesmos eestes últimos são transformados. A força de trabalho, por sua vez, expressa o grau decapacidade física e intelectual (técnica) do trabalhador alcançado pelo desenvolvimentosocial. A força de trabalho é o elemento essencial das forças produtivas, pois é ela o agentedo processo de produção (utiliza os meios de trabalho para transformar os objetos detrabalho) e criadora dos próprios meios de produção.O conceito fundamental para se entender o modo de produção, no entanto, é o derelações de produção. Estas são as relações sociais instituídas pelos seres humanos noprocesso de produção e consistem em relações de trabalho e distribuição. Estas relações deprodução, quando se instaura a propriedade privada, se tornam relações de propriedade, ouseja, relações sociais entre os proprietários dos meios de produção e aqueles que possuemtão-somente sua força de trabalho. São, portanto, relações entre classes sociaiscaracterizadas pelo conflito entre elas.Neste sentido, podemos dizer que as relações de produção são relações de classesem determinadas sociedades. Daí devemos distinguir duas formas distintas de relações deprodução que correspondem a duas formas distintas de sociedade:
as sociedades não-classistas
e
as sociedades classistas
. As sociedades sem classes são as sociedades pré-históricas e indígenas; as sociedades de classes são as sociedades escravista, feudal,tributária, capitalista, etc. Por conseguinte, as relações de produção podem ser relações declasses ou relações de cooperação, sendo que neste último caso inexiste a exploração, asclasses sociais.Marx centrou sua análise nas sociedades classistas, principalmente no capitalismo.Nestas sociedades, o modo de produção é um modo de relação entre as classes sociais, quesão constituídas nas relações de produção. Porém, o conceito de sociedade em Marxengloba não só o modo de produção como também o que ele denominou “formas políticas, jurídicas, ideológicas”, etc., geradas pelo modo de produção. Além disso, geralmente existemais de um modo de produção em uma determinada sociedade.No entanto, existe sempre um
modo de produção dominante
, que constitui as
classes sociais fundamentais
, e um ou vários
modos de produção subordinados
. Desta
 
forma, o conceito de sociedade em Marx engloba o modo de produção dominante, osmodos de produção subordinados e a “superestrutura” (esta expressão foi utilizada — empoucas ocasiões — por Marx como uma metáfora e não como um conceito e por issopropomos sua substituição por
 formas de regularização
, termo que utilizaremos a partir deagora).O modo de produção dominante subordina os demais modos de produção (no casodo capitalismo, o modo de produção capitalista subordina o modo de produção camponês,por exemplo) e determina as formas de regularização (estado, instituições, cultura,ideologias, etc.). Existe um amplo e polêmico debate sobre a forma como Marx concebia arelação entre forças produtivas e relações de produção e entre modo de produção e formasde regularização. Embora alguns aspectos da obra de Marx possibilitem interpretaçõesdiferentes, podemos dizer que Marx compreendia as relações de produção (as relações declasses, o que significa luta de classes) como elemento fundamental e determinante dasforças produtivas e das formas de regularização.São as lutas de classes entre as duas classes sociais fundamentais que formam omodo de produção dominante que são o elemento fundamental para se compreender umadeterminada sociedade. Em uma determinada sociedade não existe apenas as duas classessociais fundamentais, pois existem também as classes sociais geradas pelas formas deregularização e pelos modos de produção subordinados. Por exemplo, na sociedadecapitalista não existe apenas a burguesia e o proletariado, mas também o campesinato, aburocracia, etc. Por conseguinte, as lutas de classes envolvem outras classes sociais etornam o seu processo extremamente complexo.Outro aspecto muito discutido é o da relação entre modo de produção e formas deregularização. O modo de produção determina e gera as formas de regularização, mas estas,uma vez instituídas (compondo novas classes sociais com interesses próprios), adquiremuma autonomia relativa e exercem, devido a isto, uma ação de retorno sobre o modo deprodução. Mas não devemos esquecer que as formas de regularização possuem uma
autonomia relativa
e que, por isso o elemento determinante é o modo de produção.Por conseguinte, as relações sociais geram outras relações sociais. O modo deprodução dominante engendra um conjunto de outras relações sociais para realizar suareprodução. Por exemplo, o modo de produção capitalista gerou o estado capitalista para

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