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Os desafios para a construção de uma história local_com citações e bibliografia em espaço simples

Os desafios para a construção de uma história local_com citações e bibliografia em espaço simples

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Published by Natania Nogueira
Texto apresentado no GT de Ensino de História Local, no VII Encontro Nacional Perspectivas do Ensino de História
Texto apresentado no GT de Ensino de História Local, no VII Encontro Nacional Perspectivas do Ensino de História

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OS DESAFIOS PARA A CONSTRUÇÃO DE UMA HISTÓRIA LOCAL E PARAA IMPLEMENTAÇÃO DA EDUCAÇÃO PATRIMONIAL - O CASO DELEOPOLDINA , ZONA DA MATA DE MINAS
 Natania Aparecida da Silva NogueiraRede Municipal de Ensino de LeopoldinaE. M. Judith Lintz Guedes Machadonogueira.natania@gmail.com 
Introdução
O Ensino de História representa um desafio para professores que atuam nesta área. Aformação para o trabalho nas salas de aula depende muito mais das reações que o professor apresenta frente a esse desafio – que é diário e tem múltiplas facetas – do queaos saberes aprendidos durante os anos de estudo na Academia. Não existem fórmulasmágicas pré-estabelecidas que possam prestar auxílio nesta tarefa, mas um conjunto de práticas que, ao serem socializadas, podem ser adaptadas às necessidades de cada professor.
Luiz Carlos Villalta
defende o ideal do professor pesquisador, aquele que é capaz de produzir e ensinar história. Esse professor conduz seus alunos a construírem oconhecimento histórico.
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Partindo desse pressuposto, uma prática ou método que podedar bons resultados é o ensino de história baseado na História Local. No texto que segue, iremos abordar as vantagens do uso da História Local,especialmente durante o
Ensino Fundamental
, começando nos primeiros anos eestendendo-se para os anos finais. Paralelamente, acreditamos que deva ser realizadoum trabalho intenso de Educação Patrimonial, envolvendo professores, alunos e acomunidade em seu todo. Esse envolvimento é fundamental para que a aprendizagemseja constante, não se limitando apenas ao espaço escolar. O professor de história éuma peça fundamental desse trabalho ao atuar como um orientador, um consultor e
 
estimular a curiosidade e o interesse pela pesquisa escolar, pela preservação do patrimônio histórico cultural e como mediador entre escola e comunidade. Nosso estudo de caso é o município de Leopoldina, localizado na Zona da Mata deMinas. Leopoldina tem despertado nos últimos anos para a valorização da sua histórialocal e para a importância da preservação de seu Patrimônio Histórico Cultural. Essedespertar tem se revelado em iniciativas direcionadas ao estudo da História Local,inicialmente implementadas por grupos particulares, alguns ligados a movimentossociais. Posteriormente, os órgãos públicos deram suas primeiras contribuições.A História Local começou a ser ensinada nas escolas municipais de Leopoldina comodisciplina independente a partir do ano de 2008. Em 2009 foi criado o do ArquivoPúblico Municipal, ligado à Secretaria Municipal de Cultura de Leopoldina, visando,dentre outras coisas o resgate e a preservação do patrimônio documental de valor  permanente ainda existente no município.
Considerações sobre História Local
A história local é uma modalidade de pesquisa histórica que vem ganhando seu espaçonas últimas décadas. Cabe a esse tipo de historiografia trazer à luz, em dada localidade,aqueles atores que foram esquecidos e cujas ações – em seu tempo – colaboraram com asua construção.
Geraldo Baldoíno Horn
entende a História Local como “aquela quedesenvolve análises de pequenos e médios municípios, ou áreas limitadas e não muitoextensas.”
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Apesar do crescimento dos estudos em história local, ela ainda é apresentada comosubalterna, frente à hisria geral.
Francisco Ribeiro da Silva
comenta essamarginalização no quadro acadêmico lusitano, onde “(...) na perspectiva de algunsuniversitários a História Local não é suficientemente importante para impor alguém no panorama da historiografia nacional como se o historiador local passasse o tempo aolhar para uma só árvore e se desinteressasse da floresta”.
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Existe, portanto, uma parcela de preconceito e resistência quanto à história local. Umadestas resistências deve-se ao fato de ela ter ficado, durante muito tempo, a cargo de2
 
historiadores amadores, curiosos que se dispuseram a levantar dados e a escrever sobrea localidade onde moravam. Médicos, engenheiros, professores de disciplinas variadasou pessoas sem formação acadêmica eram – e em muitos casos ainda são - oshistoriadores locais.Parte destes trabalhos são desacreditados pela academia, que reivindica um maior rigor metodológico no trato da pesquisa em história. No entanto, motivados pela paixão, pelomemorialismo, essas pesquisas nos revelam dados importantes sobre as relações sociais, políticas e econômicas das comunidades estudadas, tornando-se, indubitavelmente,importantes fontes de consulta. Não se pode nem supervalorizar o regional nem apresentá-lo apenas como umcomplemento do nacional. A história local ultrapassa os limites do município e seintegra à história geral, não apenas como um dado disperso, mas como parte de um todomais complexo.Seu principal mérito está na busca das singularidades, da diversidade na história.Enquanto a história global usa uma noção de tempo uniforme, a história local e ahistória regional buscam apreender o tempo realmente vivido por cada localidade, ondeas experiências são diferentes daquelas expostas pela história global, durante um mesmocontexto histórico. Na história local não há tempo único, mas tempos sociais.
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A noção de espaço local ou regional é flexível e varia de acordo com o curso da história.A importância da História Local e Regional está na história elaborada com base nasrealidades particulares dos locais trabalhando com a diferença, com a multiplicidade,apresentando o que há de concreto na dinâmica social e no cotidiano das pessoas queviveram longe dos grandes centros. Não por acaso, os
Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) -
referentes ao ensinono história no Ensino Fundamental -, recomendam a inserção da História Local noscurrículos escolares. É a partir do local que o aluno começa a construir sua identidade ea se tornar membro ativo da sociedade civil, no sentido que faz prevalecer seu direito deacesso aos bens culturais, representados aqui pelo Patrimônio Histórico Cultural, tantoem sua forma material ou imaterial. O entendimento da importância do Patrimônio3

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