O estado da educação, o Estado que temos e o estado a que isto chegou…
Os ‘especialistas’ em política nacional e internacional, economia, justiça, saúde, ciência,tecnologia, media, cultura, desporto, gastronomia, culinária…, e em educação, AntónioRibeiro Ferreira, Fátima Campos Ferreira, Manuela Ferreira Leite, Camilo Lourenço, AlbinoAlmeida, António Sousa Tavares, entre outras grandes figuras da demo(
nio
)cracia nacional,acusam os professores de serem contrários à mudança. Estes ‘sábios’ (ou serão ‘ressábios’ - deressabiados??) inventores de termos que entraram no nosso léxico, tais como
alavancar
,
operacionalizar
e, já agora, invento eu ondeéqueistovaiparar.
Camilo Lourenço, no Jornal deNegócios de 05 de Março de 2008 afirma:
«Alguém conhece qualquer medida (de fundo) que tenhasido aceite pelos sindicatos da Educação? Eu não. Durante 30 anos o sector viveu em auto-gestão(sic). O resultado está à vista: não há ninguém, com excepção dos professores, satisfeito com oestado da Educação.(…)Os professores (há excepções) estão a aproveitar uma questão pessoal, a antipatia da ministra, paramascarar o verdadeiro problema: não querem ser avaliados. Porque se habituaram a viver sem teremque prestar contas pelo mau trabalho que (muitos) fazem. É essa a questão. Ponto final.»
Podemosdeduzir, então, que durante 30 anos nada mudou na educação. Pois! Os sindicatos e os professores não deixaram.A propósito, autogestão não se escreve com hífen! Este ‘génio’ precisa de fazer umas cópias e uns ditados…Foram os professores e os sindicatos os responsáveis pela balbúrdia informática que ocorreuaquando do concurso de colocação de professores, no tempo dos ‘competentíssimos’ DavidJustino e Maria do Carmo Seabra?Foram os professores e os sindicatos quem aprovou as políticas na Assembleia da República,quem emanou leis, decretos-lei, despachos,portarias,
declarações de rectificação e outrosdocumentos geradores de toda esta confusão? Sim, quando votaram nestes políticos. É natural,são todos idóneos, exemplares, eticamente inatacáveis e tolerantes. Há dois mil e quinhentosanos, os atenienses do século V a. C., tinham uma lei, chamada de ostracismo, que condenavaqualquer detentor de cargos públicos a um exílio de 10 anos, caso se servissem do cargo em benefício pessoal. Se esta lei vigorasse em Portugal, a maioria dos nossos políticos estariamexilados. Do mal, o menos, alguns foram “castigados” com a aposentação e hoje, coitados,vivem na “pobreza” com “pequenas” reformas de miséria (Campos e Cunha, Mira Amaral...).Eu, orgulho-me de sempre ter exercido o meu direito de voto, mas há muitas legislaturas que ofaço em branco, pois não confio neles. Ao contrário de muitos colegas de profissão queconfessam o seu profundo arrependimento, eu não votei no Sócrates. No entanto, os professores é que estão habituados, segundo Camilo Lourenço, “
a viver sem terem que prestar contas pelo mau trabalho que fazem
“. Já agora gostaria de saber quanto lhe pagam pelas geniaise sentenciosas linhas que escreve no Jornal de Negócios? Um destes dias estaremos a vê-lo nogoverno. Os governantes não tiveram responsabilidade nenhuma, claro. Ainda há dias, quandoo temporal devastou algumas zonas do país, o Ministro do Ambiente não teve nada a ver comisso, a culpa foi das autarquias. Quando muitos responsáveis pela gestão da coisa pública (naTAP, na CP, nos institutos, no governo, nas fundações, nas Entidades Reguladoras), tiveramum desempenho ruinoso, a avaliação negativa “castigou-os” com a nomeação para outrasfunções semelhantes, depois de os indemnizar em milhões. Ocorre-me a nomeação para atroca de cargos entre os administradores da CP e da REFER no governo PSD/CDS apóscumprirem a sua comissão. No que me diz respeito, sempre lutei pela mudança do sistema educativo. Tal como eu, muitosoutros
professorzecos
o vêm fazendo há longos anos. Nunca concordei com os ‘feriados’ no
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