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PublicaçõesTemas Penitenciários 1 - Série 2 - SumárioO Desenvolvimento do comportamento anti-social e ofensivo desde a infância até à idadeadulta
- David P. FarringtonSão apresentadas as principais conclusões do Estudo do Desenvolvimento da Delinquência deCambridge que se debruçou sobre uma população de mais de 400 jovens londrinos analisados dos8 aos 32 anos e onde ficou demonstrada a continuidade do comportamento delinquente daadolescência para a idade adulta. Nele são identificados como principais predictores dadelinquência, o comportamento problemático na escola, o défice de hiperactividade-impulsividade-atenção, intelincia fraca e baixo rendimento escolar, a criminalidade familiar, privaçõeseconómicas e práticas educacionais inadequadas e deficientes por parte dos pais. O pico da idadepara a ocorrência de condenações foram os 17 anos. Adicionalmente, são apresentados ospredictores associados ao cometimento de crimes na idade adulta.
Suicídio Prisional: Um retrato
- J.J. Semedo MoreiraEste artigo procede à caracterização sociológica dos reclusos que se suicidaram no sistemaprisional português entre 1990 e o final do primeiro semestre de 1995 e traça as grandes linhas queenquadram a consumação do acto. A informação abarca os dados pessoais dos suicidas, a suasituação criminal e penal e os aspectos "técnicos" da morte auto-infligida. As semelhançasencontradas entre as feições sociológicas, criminais e penais dos suicidas e da restante populaçãoreclusa, bem como a irregularidade com que o acto de suicídio se desenha de ano para ano,reforçam a ideia de que a prevenção do fenómeno em meio prisional é um trabalho particularmenteingrato e que a sua compreensão requer um desdobramento do olhar pelos níveis individual e
 
social. As conclusões, mais do que validar ou rejeitar a premissa que induz à prisão característicassuicidogéneas, podem permitir a recolocação de algumas das questões referentes ao suicídioprisional, assim como ao seu estudo e prevenção.
A situação dos menores em risco como geradora de delinquência e a resposta comunitária
-Arménio Sottomayor A situação dos menores em risco exige uma intervenção do estado ao nível da prevenção que teráque ser complementada pela intervenção da comunidade a quem cumpre, antes de mais, o despistedos casos e a busca das respostas adequadas aos problemas concretos que estas crianças e jovens enfrentam. O presente artigo revê as questões jurídicas e sociais em torno destaproblemática e assinala a importância das respostas comunitárias em curso no nosso país.
Intervenções em meio prisional – Abordagem exploratória
- Hernâni VieiraO confronto com os fracassos reabilitadores dos tratamentos penitenciários têm aumentado osesforços de busca da sua compreensão. São referidos vários factores intra-penitenciários comoprincipais protagonistas das dificuldades de intervenção em ambiente prisional e descrevem-sepossíveis formas de intervenção a partir dos contextos de comunicação interpessoal, grupal,organizacional e comunitário.
Revisitar a delinquência juvenil: Dos factores precipitantes ao sistema sancionatório
- JoãoPaulo VenturaO autor enquadra a delinquência juvenil no quadro da actual legislação, salientando os direitos edeveres dos jovens, as dificuldades de reinserção social após o cometimento dos primeiros delitos ecumpridas as primeiras sanções, o aumento da prevalência de casos ligados à droga no âmbito dadelinquência juvenil, terminando com um estudo de caso.
Tratamento Penitenciário: Mitos e realidades, ilusões e desilusões
-Rui Abrunhosa Gonçalves
 
Este artigo procura desmontar algumas crenças erróneas acerca do tratamento penitenciário, dosseus objectivos e dos moldes em que decorre. São assim descritos sete mitos que, no entender doautor, têm sido responsáveis por muitos dos fracassos e mal-entendidos surgidos a propósito daintervenção das ciências sociais e humanas no meio prisional. Traça-se igualmente um trajectohistórico sobre a evolução do tratamento penitenciário aquém e além fronteiras, para uma melhor compreensão da situação actual, acentuando as mais recentes acções levadas a cabo entre nósnesta área. Por último, defende-se a importância da questão da utilidade e eficácia do tratamentopenitenciário, enquanto proposta de acção integrada de todos os agentes penitenciários (direcção,guardas, técnicos,...), de especialistas das ciências sociais e humanas, da organização prisional eda comunidade que receberá o ex-recluso. Desta forma, procura-se combater os mitos e as ilusõescom realidades fundadas em certezas.
Infractor-Supractor 
- Victor MotaPorque a infracção é factor normal da vida e esta não se deixa tocar pela ciência, o autor propõeuma digressão heterodoxa pela atmosfera em que se movem infractor e vítima (onde nos movemostodos), visando como meio de transporte não só as disciplinas clássicas, mas também disciplinasnão científicas e algumas razões indisciplinadas.
Valores e prevenção da reincidência
- João Paulo Soares PereiraO autor apresenta um trabalho de investigação sobre valores, em relação à vida e ao trabalho,utilizando a escala de valores de Rockeach, numa amostra de reclusos do sexo masculino de idadescompreendidas entre os 16 e 72 anos. Após a execução de uma análise factorial, as implicaçõesdos resultados para a elaboração de planos de liberdade condicional foram analisadas.
Homicídios
- Fernando AlmeidaO autor parte da descrição de um caso de matricídio para se deter numa explanação breve dascaracterísticas do homicídio intrafamiliar e do avanço científico sobre o estudo e compreensão destefenómeno. Seguidamente, são apresentados dados casuísticos do homicídio em Portugal de 1971 a
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