Este artigo procura desmontar algumas crenças erróneas acerca do tratamento penitenciário, dosseus objectivos e dos moldes em que decorre. São assim descritos sete mitos que, no entender doautor, têm sido responsáveis por muitos dos fracassos e mal-entendidos surgidos a propósito daintervenção das ciências sociais e humanas no meio prisional. Traça-se igualmente um trajectohistórico sobre a evolução do tratamento penitenciário aquém e além fronteiras, para uma melhor compreensão da situação actual, acentuando as mais recentes acções levadas a cabo entre nósnesta área. Por último, defende-se a importância da questão da utilidade e eficácia do tratamentopenitenciário, enquanto proposta de acção integrada de todos os agentes penitenciários (direcção,guardas, técnicos,...), de especialistas das ciências sociais e humanas, da organização prisional eda comunidade que receberá o ex-recluso. Desta forma, procura-se combater os mitos e as ilusõescom realidades fundadas em certezas.
Infractor-Supractor
- Victor MotaPorque a infracção é factor normal da vida e esta não se deixa tocar pela ciência, o autor propõeuma digressão heterodoxa pela atmosfera em que se movem infractor e vítima (onde nos movemostodos), visando como meio de transporte não só as disciplinas clássicas, mas também disciplinasnão científicas e algumas razões indisciplinadas.
Valores e prevenção da reincidência
- João Paulo Soares PereiraO autor apresenta um trabalho de investigação sobre valores, em relação à vida e ao trabalho,utilizando a escala de valores de Rockeach, numa amostra de reclusos do sexo masculino de idadescompreendidas entre os 16 e 72 anos. Após a execução de uma análise factorial, as implicaçõesdos resultados para a elaboração de planos de liberdade condicional foram analisadas.
Homicídios
- Fernando AlmeidaO autor parte da descrição de um caso de matricídio para se deter numa explanação breve dascaracterísticas do homicídio intrafamiliar e do avanço científico sobre o estudo e compreensão destefenómeno. Seguidamente, são apresentados dados casuísticos do homicídio em Portugal de 1971 a
Leave a Comment