sugerindo-se a introdução da técnica de análise dos incidentes críticos como estratégia para amudança de atitudes e comportamentos nos guardas prisionais. Implicações para o tratamentopenitenciário e o clima interno das prisões são, por fim, referidas.
DIREITO À SAÚDE EM RECLUSÃO
JOÃO LUÍS DE MORAES ROCHARESUMO: Através do presente artigo, o autor expõe a sua visão em torno de questões como aordem jurídica nacional, as políticas do direito à saúde no panorama europeu e o direito à saúde emreclusão. Numa fase final, dá conta de algumas das preocupações dos destinatários do direito àsaúde em reclusão, com base nos resultados de estudos empíricos, ainda não acessíveis aopúblico, pois em fase de redacção.
PRISÕES: DA INTERVENÇÃO INSTITUCIONAL À DESINSTITUCIONALIZAÇÃO DASINTERVENÇÕES
HERNÂNI VIEIRARESUMO: Ultrapassada a inicial euforia face às potencialidades “regeneradoras” do sistemaprisional, seguiram-se verdadeiras ondas de desânimo potenciadoras das vozes do conformismosecuritário, contrabalançadas, contudo, pelas investidas interventivas que gradualmente foramganhando terreno e autonomia no espaço intra-muros. E se é verdade que as resistências iniciais àentrada de profissionais “de fora” se encontram actualmente esbatidas, não é menos verdade quese verifica a pouco e pouco um movimento no sentido inverso: o da transposição da prisão para acomunidade. Assiste-se, assim, à viragem de uma era focada nas intervenções em meioinstitucional, para uma nova era em que a prisão e os seus produtos são devolvidos ao centro davida comunitária: a da sua desinstitucionalização.
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