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Organizações mecanicistas x Organizações flexíveis existiria um meio termo

Organizações mecanicistas x Organizações flexíveis existiria um meio termo

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09/10/2010

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Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – BHICEG Período de Administração Manhã Data: 05 / 10 / 09Teorias da Administração I – Profª Denise PereiraAtividade: II AVALIAÇÃO DE TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO I – ADM em Cena
Jéssica Louisiana Natália Caetano*
1. INTRODUÇÃO
O pensamento administrativo pode ser conceituado como um enfoque específico a umaspecto particular da organização, ou uma forma peculiar de estudá-la, e a organização desses pensamentos são formadores de teorias a serem estudadas pela Teoria Geral da Administração.Para facilitar o estudo, as teorias o agrupadas em Escolas e essas, como definido por Maximiano (2006), são a mesma linha de pensamento ou conjunto de autores que utilizam omesmo enfoque. Por meio de uma breve revisão teórica do campo, o presente artigo objetiva umestudo introdurio das Teorias Clássicas da Administração, tidas como mecanicistas eracionalistas, contrapondo-as à prática das indústrias criativas, organizações flexíveis quevalorizam a criatividade e conhecimento individuais. A abordagem do tema torna-se relevantedevido à importância do mesmo para o entendimento das organizações e para construção do pensamento administrativo atual, exigente de profissionais flexíveis e adaptáveis.
2. DESENVOLVIMENTO
Cada teoria administrativa
 
 procurou privilegiar ou enfatizar uma variável, omitindo oudesprezando todas as demais. Segundo Garcia e Bronzo (2000) as teorias são propostas de acordocom os contextos históricos em que estão inseridas, enfatizando os problemas mais importantesenfrentados na época em quem foram fundamentadas. A primeira Escola foi a Clássica queabordou a ênfase nas tarefas por Frederick Taylor, Henry Ford e ênfase na estruturaorganizacional por Henri Fayol e Max Weber.
As origens dos métodos do Pensamento Administrativo Clássico
As mudanças ocorridas no início do séc XX, em decorrência da Revolução Industrial,exigiram métodos que aumentassem a produtividade fabril e economizassem mão-de-obraevitando desperdícios, ou seja, “a improvisação deve ceder lugar ao planejamento e o empirismo
 
à ciência: a Ciência da Administração.” (CHIAVENATO, 2004, p. 43). Faz-se importante nessecontexto, uma retrospecção histórica, uma vez que, já no séc. XVII Descartes já negava todosaber que fosse tradicional, ou seja, baseado em costumes e crenças, afirmando que esses deviamser substituídos pelo racional e no séc. XVIII, o Racionalismo passou a ser aplicado às ciênciasnaturais e sociais, porém o trabalho ainda não abandonara as antigas técnicas para adotar “aracionalização da organização e execução do trabalho.” (MOTTA; VASCONCELOS, 2002, p.32).
Os princípios e as técnicas das Teorias Clássicas
Frederick Taylor, buscou o desejado aumento produtivo tomando como base a eficiênciados trabalhadores. Analisando esses e seus modos de produção, identificou falhas no processo produtivo geradoras de baixa produtividade, uma vez que, para ele, cada operário produzia umterço do que poderia produzir (processo que ele nomeou “
vadiagem sistemática
”)
.
Tal fato o fezdespertar para a necessidade de criação de um todo racional padrão de prodão emdetrimento das práticas tradicionais, que ainda deixava resquícios nas fábricas. Essa teoria leva onome de
 Administração Cientifica
“devido à tentativa de aplicação dos métodos da ciência aostrabalhos operacionais a fim de aumentar a eficiência industrial. Os principais métodos científicossão a observação e mensuração.” (CHIAVENATO, 2004, p. 41).As estandardizações no processo e nas ferramentas utilizadas no trabalho, permitiram acriação do método ideal de produção (
the best way
) baseado no estudo de tempos e movimentos(
motion-time study
) e, conseqüentemente, o surgimento da gerência cujas principais funções eramo planejamento da melhor forma de execução do trabalho e o controle do mesmo. Para possibilitar o gerenciamento efetivo, responsável também pela organização do ambiente, otrabalho foi fragmentado, centralizaram-se as decisões e a magnitude de controle de cada chefefoi diminuída, buscando estruturas e sistemas perfeitos, nos quais as responsabilidades eram bemdelineadas. Taylor dissociou os princípios das técnicas, uma vez que “os trabalhadores e seussupervisores imediatos deveriam ocupar-se exclusivamente da produção. Toda atividade cerebraldeve ser removida da brica e centralizada no departamento de planejamento[...]”(MAXIMIANO, 2006, p.41). O todo de Taylor apoiava-se na supervisão funcional,estabelecendo que todas as fases do trabalho devem ser acompanhadas de modo a verificar se asoperações estão sendo desenvolvidas em conformidades com as instruções programadas e estas
 
instruções devem ser transmitidas a todos os empregados, por meio da descrição detalhada decargos e tarefas. Em suma, o Taylorismo baseia-se na divisão do trabalho por meio das tarefas:“a queso o é trabalhar duro, nem depressa, mas trabalhar de forma inteligente.(MAXIMIANO, 2006, p.41-42). Mesmo com esse pensamento e do plano de incentivo salarial(pagamento por produção), Taylor foi considerado o maior inimigo do trabalhador.A aplicação do método taylorista de maior sucesso conhecido foi a fábrica de automóveisde Henry Ford que adaptou o todo e alcaou maior grau de prodão em massa, padronizando os veículos, suas peças e especializando o trabalhador, por meio da divisão dotrabalho na linha de montagem. Essa aplicação adaptada ficou conhecida como Fordismo.Henri Fayol, teórico clássico com ênfase na estrutura organizacional, segundo Chiavenato,defendia que:
[...] a eficiência da empresa é muito mais do que a soma da eficiência dos seustrabalhadores, e que ela deve ser alcançada por meio da
racionalidade
, isto é, daadequação dos meios rgãos e cargos) aos fins que se deseja alcaar.(CHIAVENATO, 2000, p. 11).
Fayol traz em sua teoria funcionalista a abordagem prescritiva e normativa, uma vez que aciência administrativa, como toda ciência, deve basear-se em leis ou princípios globalmenteaplicáveis. Sua maior contribuição para a administração geral são as funções administrativas –  prever, organizar, comandar, coordenar e controlar que o as próprias fuões doadministrador ainda nos dias atuais. A função administrativa nesse novo enfoque deixa de ser exclusiva da alta gerência, ficando difundida proporcionalmente entre todos os veishierárquicos, quando mais alto o cargo, mais funções administrativas apareciam, mas, aindaassim, os executivos têm maior responsabilidade administrativa, distinguindo-se das funçõestécnicas, isto é, ainda havia distinção entre princípios e técnicas. Fayol adotou alguns princípiosda Administração Cientifica, como a divisão do trabalho e disciplina, abandonando outros eacrescendo os princípios de autoridade e responsabilidade, espírito de equipe e iniciativa, entreoutros. Enquanto Ford e Taylor cuidaram da empresa de baixo pra cima, Fayol cuidou daempresa de cima pra baixo.O quarto integrante da Escola Clássica, Max Weber, buscou sintetizar os pontos comunsàs organizações formais modernas em detrimento as organizações primitivas. Weber seassemelhou aos outros Clássicos ao identificar nas organizações as chamadas disfunções

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