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Gilles Deleuze & Félix Guattari. Rizoma. In:______. Mil Platôs vol. I, Editora 34.

Gilles Deleuze & Félix Guattari. Rizoma. In:______. Mil Platôs vol. I, Editora 34.

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Published by Darcio Rundvalt
Mil platôs - vol. 1
Capitalismo e esquizofrenia 2

Gilles Deleuze
Félix Guattari
Tradução de Ana Lúcia de Oliveira, Aurélio Guerra Neto e Célia Pinto Costa
Revisão técnica de Luiz B. L. Orlandi
Coleção Trans

128 p. - 14 x 21 cm
ISBN 978-85-85490-49-2
1995 - 1ª edição; 2011 - 2ª edição
Edição conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa
Sequência às teses de O anti-Édipo, contendo todos os componentes de um tratado de filosofia clássica - ontologia, física, lógica, psicologia, moral, política e estética. A obra é organizada em quinze "platôs", que podem ser lidos de forma independente. O volume 1 inclui os platôs 1) Introdução: Rizoma; 2) 1914 - Um só ou vários lobos?; e 3) 10.000 a.C. - A geologia da moral (quem a Terra pensa que é?); além do prefácio à edição italiana escrito pelos autores em 1987. Na presente edição foram acrescentados a indicação das páginas da edição original francesa, índice onomástico, índice das matérias e uma bibliografia de Deleuze e Guattari.
Mil platôs - vol. 1
Capitalismo e esquizofrenia 2

Gilles Deleuze
Félix Guattari
Tradução de Ana Lúcia de Oliveira, Aurélio Guerra Neto e Célia Pinto Costa
Revisão técnica de Luiz B. L. Orlandi
Coleção Trans

128 p. - 14 x 21 cm
ISBN 978-85-85490-49-2
1995 - 1ª edição; 2011 - 2ª edição
Edição conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa
Sequência às teses de O anti-Édipo, contendo todos os componentes de um tratado de filosofia clássica - ontologia, física, lógica, psicologia, moral, política e estética. A obra é organizada em quinze "platôs", que podem ser lidos de forma independente. O volume 1 inclui os platôs 1) Introdução: Rizoma; 2) 1914 - Um só ou vários lobos?; e 3) 10.000 a.C. - A geologia da moral (quem a Terra pensa que é?); além do prefácio à edição italiana escrito pelos autores em 1987. Na presente edição foram acrescentados a indicação das páginas da edição original francesa, índice onomástico, índice das matérias e uma bibliografia de Deleuze e Guattari.

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1.
INTRODUÇÃO: RIZOMA
SYLV NO
BUSSOTI
Escrevemos o ~nti-Édipo dois. Como cada um de nós era vários já era muita gente. Utilizamos tudo o que nos aproximava o mais próxi- mo e o mais distante. Distribuímos hábeis pseudônimos para dissimular. Por que preservamos nossos nomes? Por hábito exclusivamente por
há
bito. Para passarmos despercebidos. Para tornar imperceptível o a nós mesmos mas o que nos faz agir experimentar ou pensar. E finalmente porque agradável falar como todo mundo e dizer o sol nasce quando todo mundo sabe que essa
é
apenas uma maneira de falar. Não chegar ao ponto em que não se diz mais EU mas ao ponto em que
não tem qual- quer importância dizer ou não dizer EU. Não somos mais nós mesmos. Cada um reconhecerá os seus. Fomos ajudados aspirados multiplicados. Um livro não tem objeto nem sujeito;
é
feito de matérias diferente- mente formadas de datas e velocidades muito diferentes. Desde que se atribui um livro a um sujeito negligencia-se este trabalho das matérias e a exterioridade de suas correlações. Fabrica-se um bom Deus para movimen- tos geológicos. Num livro como em qualquer coisa há linhas de articula- ção ou segmentaridade estratos territorialidades mas também linhas de fuga movimentos de desterritorialização e desestratificação. As velocida-
Mil
Platôs Vol.
1
11
 
des comparadas de escoamento, conforme estas linhas, acarretam fenôme- nos de retardamento relativo, de viscosidade ou, ao contrário, de precipi- tação e de ruptura. Tudo isto, as linhas e as velocidades mensuráveis, cons- titui um
agenciamento.
Um livro um tal agenciamento e, como tal, inatri- buível.
É
uma multiplicidade as não se sabe ainda
o
que o múltiplo implica, quando ele deixa de ser atribuído, quer dizer, quando elevado ao estado de substantivo. Um agenciamento maquínico direcionado para os estratos que fazem dele, sem dúvida, uma espécie de organismo, ou bem uma totalidade significante, ou bem uma determinação atribuível a um su- jeito, mas ele não menos direcionado para
um corpo sem órgãos,
que não pára de desfazer o organismo, de fazer passar e circular partículas a-signi- ficantes, intensidades puras, e não para de atribuir-se os sujeitos aos quais não deixa senão um nome como rastro de uma intensidade. Qual o cor- po sem órgãos de um livro?
vários, segundo a natureza das linhas con- sideradas, segundo seu teor ou sua densidade própria, segundo sua possi- bilidade de convergência sobre um plano de consistência que lhe asse- gura a seleção. Aí, como em qualquer lugar, o essencial são as unidades de medida:
quantificar a escrita .
Não
á
diferença entre aquilo de que um livro fala e a maneira como feito. Um livro tampouco tem objeto. Considerado como agenciamento, ele está somente em conexão com ou- tros agenciamentos, em relação com outros corpos sem Órgãos. Não se per- guntará nunca o que um livro quer dizer, significado ou significante, o se buscará nada compreender num livro, perguntar-se-á com o que ele fun- ciona, em conexão com o que ele faz ou não passar intensidades, em que multiplicidades ele se introduz e metamorfoseia a sua, com que corpos sem órgãos ele faz convergir o seu. Um livro existe apenas pelo fora e no fora. Assim, sendo o próprio livro uma pequena máquina, que relação, por sua vez mensurável, esta máquina literária entretém com uma máquina de guerra, uma máquina de amor, uma máquina revolucionária etc. com uma
máquina abstrata
que as arrasta. Fomos criticados por invocar mui- to frequentemente literatos. Mas a única questão, quando se escreve, saber com que outra máquina a máquina literária pode estar ligada, e deve ser ligada, para funcionar. Kleist e uma louca máquina de guerra, Kafka e uma máquina burocrática inaudita (e se nos tornássemos animal ou vegetal
por
literatura, o que não quer certamente dizer literariamente? Não seria primeiramente pela voz que alguém se torna animal?) literatura um agenciamento, ela nada tem a ver com ideologia, e, de resto, não existe nem nunca existiu ideologia. Falamos exclusivamente disto: multiplicidade, linhas, estratos e seg- mentaridades, linhas de fuga e intensidades, agenciamentos maquínicos e seus diferentes tipos, os corpos sem órgãos e sua construção, sua seleção,
o
plano de consistência, as unidades de medida em cada caso. Os
Estra-
2
Gilles eleuze e
Félix
Guattari

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