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Cassiano Lazarini/Comércio da FrancaENCONTRO - O aposentado Vicente Lombardi(ao centro) se emociona ao abraçar ossobrinhos italianos, o frei capuchinho Giuseppee Antonieta Lombardi, ontem, no TerminalRodoviário. O pai de Vicente foi para a Itáliadurante a 1ª Guerra Mundial e nunca maisvoltou. Formou outra família que, agora, veioa Franca se encontrar com os parentes
Franca/SP, terça-feira, 10 de novembro de 2009Ano 95 - Nº 20.671
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Terça-feira, 10 de novembro de 2009
Separados pela guerra
Marco Felippe
da Redação
O lavrador aposentado VicenteLombardi, 93, viveu um dia demuita emoção ontem. Filho maisnovo de uma família de 15 irmãos(sendo oito brasileiros e seteitalianos), ele encontrou pelaprimeira vez dois sobrinhosdescobertos pela internet. Elesvieram da Itália só para conhecê-lo.A surpreendente história da famíliade Vicente começou ainda nocomeço do século XX. Ele diz queseu pai, um italiano que estava noBrasil, foi para a Itália lutar na 1ª Guerra Mundial em setembro de1915 e nunca mais voltou. Na época, a família morava em Cravinhos,na região de Ribeirão Preto. Sua mãe tinha sete filhos, o mais velhocom 16 anos, e estava grávida de cinco meses. O filho era Vicente. Eleganhou o nome em homenagem ao pai, que conheceu somente por trêsfotos. “Ele se alistou num dia em que estava bêbado e, na outra manhã,vieram buscar ele. Como o efeito da bebida tinha passado, meu pai nãoqueria mais ir, porém nada pode ser feito”, conta Vicente.Com o fim da guerra, o pai escreveu uma carta pedindo dinheiro paravoltar ao Brasil. A família não teve como atender o pedido e logo perdeucontato com o patriarca. “Minha mãe nunca mais casou e criou os oitofilhos sozinha. Como meu pai bebia muito, meus irmãos não quiseramprocurar por ele. Só eu fiquei com esse desejo”, disse o aposentado.Ele também diz que a mãe e os irmãos sempre desconfiaram daexistência de uma nova família de Vincenzo (nome do pai) na Itália,mas morreram sem ter essa confirmação. Mas a suspeita dos irmãos deVicente se confirmou. Sem poder voltar ao Brasil, o patriarca Vicenzoformou outra família na Itália. Se casou e teve outros sete filhos.As famílias viviam sem contato algum, não sabiam da existência uma daoutra, até que o neto de Vicente, Fabrício Ribeiro Lombardi, 26,começou uma busca na internet há quatro anos. Foi ele quem, por meiode um grupo de descendentes de italianos na internet e de um site derelacionamentos que forma árvores genealógicas, conseguiu descobriros familiares na Itália. “Meu avô sempre contou a história de seu pai enutriu a vontade de saber mais sobre ele. Pesquisei algumas vezes, masnunca encontrei nada. Estava desistindo quando o dono desse grupo dediscussão meu ajudou na pesquisa até encontrarmos uma pessoa pelalista telefônica, na cidade de origem do meu bisavô, com o mesmosobrenome. Ligamos e surgiu a confirmação, ele era irmão do meu avô”.O ENCONTROVicente casou aos 24 anos. Tem hoje quatro filhos (outros doismorreram), 22 netos, 20 bisnetos e três tataranetos. Mesmo com a
CapaCapas anterioresSua ContaBom dia, Luiz!
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