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10 de Novembro de 2009
 
JORNAL NORDESTE
Semanrio Regional de Inormao
Director: João Campos www.jornalnordeste.comnº 681. 10 de Novembro de 2009 . 0,75 euros
Rª. Abílio Beça, nº 97, 1ºTel: 273 333 883 - BRAGANÇAIMOPPI Nº 50426
Especialistas recomendam máima prudên-cia na recolha de ungos para fns culinários
 
Cogumelosque matam
Alta hospitalar é um verdadeiro tormento para muitosidosos que vivem sozinhos na rieza das suas casas
MIRANDÊS
Chegoua Biquipédia
VINHAIS
Escola acolheunidade de Edu-cao Especial
Idosos rejeitadospelas amílias
Câmara Municipal,Agrupamento de Escolase DREN uniram-se paraapoiar crianas comnecessidades especiais
 
10 de Novembro de 2009
JORNAL NORDESTE
VOX POP
“Disciplina e método de trabalho”
FACTOS
Nomeada
– Olga Roriz
Tempo
– 54 anos
Lugar
– Teatro Municipal de Bra-gança
Data de Nascimento
– 8 de Agosto de 1955
Signo
– Leão
Maior Virtude
– Disciplina
Maior defeito
– Pensar que nãotenho nenhum
Origem
– Viana do Castelo
Ofício
– Coreógrafa & Bailarina
Estado Civil
– Divorciada
Religião
– Católica
BRUNO MATEUS FILENA
1) Sonhava produzir um fl
-me para o qual até já tem argu-mento. Esse sonho está em viasde se tornar realidade ou já seconcretizou?R:
Mais que um sonho, foi umanecessidade. Na altura, essa ideiapassou para o papel e, neste momen-to, está tudo escrito e pronto paraavançar. Entretanto, apareceramoutras duas oportunidades, de dois
lmes que já z, as “Felicitações Ma
-
dame” e a “Sesta”, e um terceiro, os“Interiores”, em que só falta a mon
-
tagem. Estes lmes foram feitos com
a Companhia, apesar de não seremregistos de espectáculos e pouco te-
rem a ver com a dança. São lmes de
autor. Além de ter escrito os seus ar-gumentos, eu era a realizadora e res-ponsável pela montagem. O primeirotinha quase uma hora, o segundo, 15minutos e o terceiro, ainda não seiquanto tempo irá ter.
2) Se pudesse passar umanoite com uma personalidademundial, seja política, desporti- va, artística ou outra, em quemrecairia a sua escolha?R:
Já passei noites muito inte-ressantes com personalidades comoo Mickey Rourke, num after-hours
numa discoteca em Nova Iorque ou
a Lady Di (Princesa Diana). Mas te-
nho diculdade em eleger alguém.Se tivesse de escolher, seria um actor
de cinema. Porque são pessoas quefazem parte do universo criativo, daminha cultura e algumas gostava deperceber se serão tão interessantese inteligentes como aparentam ser.
Como, por exemplo, o Jeremy Irons.
3 @ Três características obri-gatórias num homem para, empotência, ser alvo do sexo femi-nino?R:
Eu só posso falar por mim enão pelo sexo feminino. Mas pelo
meu gosto, prero homens femininos(“bem tratados”), magros, muito ma
-gros e inteligentes.
4 @ Se não trabalhasse como bailarina e coreógrafa, que car-reira ou empreendimento gos-
Olga Roriz, a intérprete criadora
taria de ter conseguido?R:
Qualquer coisa relacionada
com a arte, em criar ilusões. Escre
- ver talvez, como actriz ou mesmo na
arquitectura. Fiz um curso de Designde Interiores, ou seja, outra carreira
teria de se basear na criação.
5 @ Se a vida selvagem fosse
um flme, uma vez que os cien
-tistas alegaram, ultimamente,que dois terços das espécies es-tão em risco de extinção, queanimal interpretaria?R:
Uma leoa, claro. Aquela que vai à caça, sempre a trabalhar de umlado para o outro.
6 @ O que considera ser ina-ceitável num ser humano?R:
 A violência gratuita!
7) A Olga prefere dançar oucoreografar?R:
Dançar e coreografar! Quan-
do essas duas coisas estão juntas,
que é o caso de quando eu danço osmeus próprios solos, é, realmente,um sítio, um local muito especial. É
incomparável! Agora, também já não
danço muito. Criei o meu último solohá uma década, dancei-o, por acaso,ainda este ano. Mas vou começar ter-ça-feira com outro solo (dia 10 de No- vembro) e esse momento de união dacoreógrafa, da intérprete criadora, émuito forte e especial, onde o corpo ea mente, as possibilidades e impossi-
 bilidades, se conjugam em palco e em
simultâneo! Essa solidão de estar so-zinha, essa exposição, é o que eu maisaprecio. Hei-de ter para sempre, essamanifesta vontade de estar no palco.Na minha forma de dançar, há espe-
cicidades que são só minhas, que
não as consigo transmitir a ninguém,uma qualidade de movimento, umaforma de estar em palco, que aindaposso dar.
8) Durante uma vida de ar-
tista, bebeu imensas inuências
e criatividades ambíguas. Actu-almente, o que mais ainspira?R:
Na dança poucome inspiro. Apesar deme compararem, desde oinício da minha carreira,com a Pina Baus (coreó-grafa alemã brilhante dedança de teatro). Mas, émais no cinema, na litera-tura e no teatro, que bebogrande parte das minhas
inuências. Também es
-tou sempre atenta ao queme rodeia. Dessa forma,percebo o ambiente e co-lho dele alguma da minhainspiração. Bem como,daquilo que eu penso esinto.
9) Uma viagem desonho consigo teriaque país desconhe-cido ou cidade comodestino?R:
Ainda há uma cidade a que eugostaria de ir, apesar de ter medo,e que é Buenos Aires! O tango paramim… Eu sou muito sensível, choropor qualquer coisinha. Tenho a im-pressão de que se chegasse a essa ci-dade, uma referência a nível cultural,nem sei o que faria, talvez sentar-me
numa qualquer praça e car imóvel a
contemplá-la.
10) Defna-me em 3 palavras
a mulher do século XXI?R:
O problema é a generalidadeporque eu sinto-me à parte. Há, porum lado, uma obstinação grande damulher em alcançar certos degrausnas várias carreiras e, por outro, uma baralhação, na forma de o conseguir.Nem todas as mulheres, assim comonem todos os homens, têm direito
a certas posições. Esta equiparação
com o homem traz a competição, quepode ser ou não saudável. É preciso
é saber se essa armação, se essas
mulheres ao atingirem determina-
dos patamares, o zeram da forma
mais correcta. Ou se é pela sua lindacara…
11) Então defna-me em três
palavras, o seu conceito idealda mulher do século XXI? Inde-pendente, poderia ser uma daspossibilidades…R:
Eu gostaria muito que assimfosse. Elas também gostariam de o
ser. Inclusive, independentes dos
maridos. Mas eu penso que continu-am a cair naquele conceito de que ohomem tem a responsabilidade detratar da casa, da família, trazendo
o seu sustento. Se perguntar, real
-mente, a cada uma delas, vai ver queainda é assim. E há muitas mulheresque fazem por isso, se fosse possívelnão fazerem nada, adoravam! Mas,respondendo à sua pergunta, inteli-gente, independente e saber manter-se bela.
12) Se a dança tivesse um si-nónimo, qual seria?R:
Se eu lhe der um sinónimo,outros carão de fora. Essa pergunta
é extremamente redutora. Catalogar
coisas como o livro ou o lme da sua
 vida, espero nunca ser assim. Não ter
só um livro, um lme ou uma pessoa
na minha vida. Essa unidade é limitarcompletamente o espaço e o tempo danossa vivência Não sou bipolar nemesquizofrénica, mas tenho uma sériede gostos e a dança tem uma série desinónimos. Não digo um porque seriareduzir a dança apenas a uma palavra
ou a um sentimento, quando signica
muito mais do que isso.
13) O que é que continua aatrasar Portugal?R:
Primeiro que tudo, a falta dedisciplina. Não precisamos trabalharmais, precisamos é de trabalhar me-lhor! Com disciplina e método de tra- balho.
14) É o conselho que dá àspessoas?R:
Sim! Até para termos o prazer
de não fazer nada e podermos pastar
no sofá a ver um lme de domingo! É
algo que eu adoro fazer, mas depoisdo dever cumprido.
“Nortada”, um espectculo que Olga Roriz dedica aos seus pais
 
10 de Novembro de 2009
 
JORNAL NORDESTE
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O Autismo não é uma doença
BRUNO MATEUS FILENA
Inaugurada a primeira Uni-dade de Ensino Estruturadodo distrito de Bragana emesta de recepo aos pro-essores do concelhode Vinhais
Em Vinhais, sexta-feira passada,inaugurou-se a primeira Unidade deEnsino Estruturado do distrito deBragança. Aberta das 9 às 17:30, naEscola do 1º Ciclo da vila, recebe alu-nos com necessidades educativas es-
peciais, cuja problemática se enqua
-dra no espectro do autismo.Para além de admitir criançasprovenientes dos concelhos limítro-fes, esta Unidade de Ensino Estru-turado para Alunos com Autismo
A primeira Unidade de Ensino Estruturado do distrito para crianas com necessidades especiaisManuela Rocha, me de um aluno integradona unidade
(UEEA) é, de momento, constituídapor duas professoras especializadas(Celmira Macedo e Cristina Gonçal- ves), duas auxiliares de acção educa-
tiva (Eduarda Santos e Sónia Eiras),uma psicóloga, três terapeutas (sio
-terapia, musicoterapia e terapia dafala) e cinco meninos. Três são de Vi-nhais e dois residem no concelho deMirandela.Celmira Macedo, docente de Edu-
cação Especial, desvenda o objectivodesta unidade. “Iremos garantir que
as crianças tenham qualidade de vidae de trabalho, potenciando as áreasfortes do autismo e trabalhar as áre-as fracas, a área do comportamento,da interacção social, algumas áreasda aprendizagem e da comunicação,como a linguagem”.Para tal, a equipa afecta à unidade vai procurar, acima de tudo, reunir acriança, a família e o seu contexto so-cial. As cinco crianças integradas em Vinhais poderão, eventualmente, re-
ceber mais um colega, já que, o limite
legal de cada UEEA é de seis alunos.
Câmara, Agrupamentos de Escola e DREN uniram-se para apoiar crianças com necessida- des especiais 
 A criação da unidade resulta de
um projecto da Câmara Municipal
de Vinhais (CMV), em parceria como Agrupamento de Escolas D. Afon-
so III de Vinhais, e com o apoio da
Direcção Geral de Educação do Norte(DREN). A iniciativa resultou numinvestimento, quer em termos derecuperação da sala, quer na aquisi-
ção de imobiliário indicado especi
-camente para crianças autistas, querondou os dez mil euros.
“Em todos os projectos que haja
uma contribuição para o bem-estardos alunos, a Câmara de Vinhais nãohesita e tem-no demonstrado des-de o início, indo de encontro a todas
as solicitações do Agrupamento que
 venham nesse sentido. Esta foi mais
uma aposta, um desao colocado há
cerca de meio ano, ao qual dissemossim de imediato”, revela o vereadorda Educação da CMV, Roberto Afon-so.Manuela Rocha, mãe do Martim,um aluno de 9 anos integrado na uni-
dade e que sofre de perturbações do
espectro do autismo, mostra-se satis-feita por haver no concelho um sítioindicado para crianças com necessi-
dades especiais. “Este é um espaço
necessário em qualquer lugar onde
haja um menino com autismo”, ar
-ma.Esta inauguração aconteceu emambiente de festa e com direito alanche, uma vez que, à semelhançados anos anteriores, se deu as boas- vindas à Comunidade Educativa doconcelho. No início deste encontro,teve lugar uma visita ao Centro de
Interpretação do Parque Natural de
Montesinho.De seguida, na E.B.1 de Vinhais,
realizou-se a Festa de Recepção aoProfessor, que pretendeu “promover
o convívio e viabilizar a integraçãoda comunidade docente, para alémde contribuir, em simultâneo, para ofortalecimento dos laços entre profes-sores e município”, explicou o presi-dente da autarquia, Américo Pereira.
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