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Mark Bergfeld - Esquerda.Net - Crise No Sistema Nacional de Saude Irlandes - 2014-04-13

Mark Bergfeld - Esquerda.Net - Crise No Sistema Nacional de Saude Irlandes - 2014-04-13

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A privatização e o neoliberalismo não melhoraram os padrões de cuidados de saúde na Irlanda. Com efeito, criaram novos tipos de ineficiências que custarão vidas. Artigo de
Mark Bergfeld
A privatização e o neoliberalismo não melhoraram os padrões de cuidados de saúde na Irlanda. Com efeito, criaram novos tipos de ineficiências que custarão vidas. Artigo de
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Esquerda 
Início > Crise no Sistema Nacional de Saúde Irlandês
Lead: A privatização e o neoliberalismo não melhoraram os padrões de cuidados de saúde na Irlanda. Com efeito, criaram novos tipos de ineficiências que custarão vidas. Artigo de Mark BergfeldSumário da Home: A privatização e o neoliberalismo não melhoraram os padrões de cuidados de saúde na Irlanda. Com efeito, criaram novos tipos de ineficiências que custarão vidas. Artigo de
Mark Bergfeld
Em princípios de Janeiro, o Hospital Mount Carmel em Dublin apagou as luzes depois de ter estado durante 65 anos em funcionamento. Foram despedidos mais de 300 trabalhadores a tempo inteiro. Para piorar ainda mais as coisas, enfermeiros/as e outro pessoal terão de esperar até seis meses após o encerramento, pelas indemnizações por despedimento até 20,000€. Os trabalhadores da saúde disseram ao
Irish Times
que era ?como dividir uma família? (http://www.irishtimes.com/news/health/sit-in-protest-at-mount-carmel-on-last-day-1.1675613). De facto, a troika e os seus leais amigos do Fine Gael estão a rasgar o Serviço Nacional de Saúde e a destruir as vidas das pessoas na ilha. Desde 2009 as taxas de suicídio aumentaram em 24% para um número recorde de 527. Existe uma diferença de 6 anos na esperança de vida entre os grupos mais ricos e mais pobres na Irlanda. O risco de doença cardíaca e de diabetes é mais elevado em trabalhadores com baixos salários, relacionado não apenas com o baixo rendimento mas com o grau de ?controlo? no local de trabalho. À medida que a crise entra no seu sexto ano, o governo procura privatizar ainda mais o seu sistema (two-tier system). A privatização e mercantilização do sistema de saúde irlandês são anteriores à actual crise económica. Tomou muitas formas desde então. Na última década, pequenos hospitais públicos como Monaghan, Loughlinstown, Roscommon, Ennis e Nenagh estavam na mira como ?demasiado pequenos? enquanto hospitais privados igualmente pequenos como a Clínica Galway eram abertos e há planos para construir um hospital privado em Ennis. Mais recentemente, as políticas incluíram a separação comprador/fornecedor, concorrência/competição, contratação externa, consórcios (hospital trusts), taxas de utilização e seguros de saúde privados. No relatório de 2012, o
Impact the Trade Union
critica o histórico subfinanciamento, os crescentes
deficits 
 no HSE (Health, Safety and Environment), grandes tempos de espera para muitos serviços, o persistente e desigual sistema de duas camadas (two-tier system), a sub-reptícia privatização e
outsourcing,
e uma deterioração na qualidade de muitos serviços. As questões da desigualdade e da democracia vêm a par na luta por cuidados de saúde democráticos e universais.A tentativa do capitalismo irlandês para restabelecer as taxas de lucro secou o sistema de saúde. A Irlanda sempre gastou menos nos cuidados de saúde do que os outros países no centro da zona euro como a Alemanha, a Holanda e a França (Dados sobre Saúde OCDE 2010). Isto está em paralelo com as receitas para o estado muito mais baixas do que as da
 
média dos 15 da UE e os gastos com os serviços sociais públicos apenas chegam a 22.1% do PIB. Desde a crise, a Irlanda viu uma redução de 6.6% nos gastos com a saúde (OCDE 2013). Desde a crise económica de 2007 o governo proibiu a admissão de pessoal nos serviços públicos, incluindo no sistema de saúde. Em 2012, o HSE acabou com 500 camas nos cuidados públicos de enfermagem. Isto acelerou o domínio dos lares lucrativos. O governo restringiu ou fechou os serviços de emergência assim como os cirúrgicos e outros serviços. Só este ano o governo deseja tirar 600 milhões de euros da saúde enquanto se descobriu que 13 hospitais colocavam em risco a vida dos pacientes na sequência de inspecções às condições de higiene, no começo de Fevereiro. A privatização e o neoliberalismo não melhoraram os padrões de cuidados de saúde na Irlanda. Com efeito, criaram novos tipos de ineficiências que custarão vidas. John Crown destacou (http://www.independent.ie/opinion/analysis/john-crown-we-need-firm-action-to-solve-healthcare-crisis-not-another-pointless-costly-report-29655462.html) que anos de privatização do sistema de saúde irlandesa levaram o país a tornar-se num tempo e ao mesmo tempo o principal exportador de formados em medicina na Europa assim como o principal importador de formados em medicina na Europa. Esta sangria de cérebros vai ter consequências desastrosas especialmente para os que vivem no campo, mulheres e idosos.A falta de especialistas no sistema de saúde está a criar condições de terceiro mundo na Irlanda. Com 126 obstetras ou perto de 3 por 100 mil habitantes, a Irlanda é já o país com o mais baixo número de obstetras (os médicos que fazem partos) per capita de população no mundo desenvolvido. As políticas neoliberais cortaram nos fornecimentos para a saúde pública e aumentaram as despesas de administração (facturação, marketing, honorários contabilísticos e jurídicos, etc). Enquanto os salários e bónus para executivos pululam como cogumelos, os/as enfermeiros/as e os/as médicos/as de família viram os seus salários cortados.Os doentes e os utentes do serviço não estão melhor. A maior seguradora do país ? VHI ? anunciou que ia aumentar os preços de alguns dos seus planos em cerca de 6% e a Laya Healthcare introduziu uma subida de 20%. Isto vai deixar muitos Irlandeses sem políticas de saúde enquanto outros vão degradar as suas. Através do esquema governamental FairCare o governo procura introduzir a competição ?controlada? no sector da saúde irlandesa. Os fornecedores privados podem agora entrar no sistema pela primeira vez. É um passo atrás para o povo irlandês. Enquanto a FairCare promete financiamento estatal de seguro de saúde e subsídios para as pessoas com baixos salários, vai introduzir a verificação dos recursos para os que ganham acima do limite. Ao fazê-lo, o governo irlandês desafia a recomendação da OMS de ?provisão universal? de acordo com o activista socialista e médico Peadar O'Grady.
 
O mito de que a privatização e a saúde lucrativa significam um menor encargo para quem paga impostos e para o estado foi refutado no caso da Irlanda. Catherine Whelan, Presidente Executiva, CEO da Independent Hospitals Association da Irlanda (IHAI) disse: ?Há por aí uma percepção de que as dificuldades experimentadas pelos hospitais privados não têm impacto no sistema público, mas não é de facto assim. Isso coloca-o ainda mais sob pressão e é confirmado no facto de que 45 mil estão aguardando por procedimentos electivos e mais de 378 mil aguardam por uma primeira consulta de especialidade.? (http://www.independent.ie/lifestyle/health/baby-blues-why-health-cover-isnt-delivering-29967564.html) A luta sobre quem paga o preço da nossa saúde está inextricavelmente ligada à questão de quem paga o preço da crise económica. À medida que os cuidados de saúde e os lares são privatizados, os custos dos seguros aumentam e os hospitais fecham, as famílias e, em especial, as mulheres ficarão sobrecarregadas com os cuidados com os doentes e os idosos. Assim, a privatização dos cuidados de saúde irlandeses que era suposto vir reestruturar a sociedade irlandesa no seu todo vai fazer retroceder os avanços que as mulheres conseguiram. A exigência da Aliança Pessoas antes do Lucro (People Before Profit Alliance) ?Um Serviço Nacional de Saúde universal, global, democraticamente planeado, financiado por impostos progressivos e gratuito? deve ser musica celestial para muitas pessoas.Felizmente, a National Hospital Campaign foi formada no início de Janeiro. Sete campanhas hospitalares individuais apareceram e desenvolveram um plano para combater mais cortes. Oito outras campanhas de hospitais contactaram a campanha desde então e prometeram apoiá-la. A fim de mudar o equilíbrio de forças dentro da sociedade irlandesa vai ser preciso que a esquerda, os sindicatos e que outras campanhas avancem com uma estratégia orçamental alternativa que ponha a democracia e a igualdade no centro da sua agenda de saúde e de bem-estar.
Tradução de Almerinda Bento para esquerda.net 
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